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Fiat Argo: veja 5 pontos positivos e 5 coisas que jogam contra

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André Deliberato

Do UOL, em São Paulo (SP)

02/06/2017 04h00

Segundo a própria fabricante, o Argo é o carro mais aguardado da Fiat em 2017 e também o de maior responsabilidade: precisa ser líder. Apresentado esta semana, custa de R$ 46.800 iniciais (1.0 Drive, 3-cilindros) até inacreditáveis R$ 81.200 (HGT, 1.8 com todos os opcionais).

De uma só vez, vai ocupar o lugar de Punto, Bravo e até mesmo das versões mais caras do Palio.

Mas isso traz problemas, também: Onix e HB20, seus dois "alvos", estão disparados à frente quando o assunto é vendas. Mas as versões mais caras competem, sim, com Ford Fiesta, Citroën C3, Peugeot 208 e com o novo Volkswagen Polo, que estreia no segundo semestre.

É concorrência pesada e a Fiat terá de se virar com motores 1.0, 1.3 e 1.8 e câmbio manual, automatizado (cinco marchas) e automático (seis marchas) para fazer frente aos rivais, que usam motores bem eficientes e até opção de turbo. 

Elencamos cinco destaques e cinco pontos negativos do modelo inédito para dizer o que vai ajudar e o que vai atrapalhar a Fiat. Confira!

Prós

  • Desenho atual

    O Argo é bonito e tem uma estética muito bem resolvida, tanto por dentro quanto por fora. Deverá ser um carro daqueles que chamam a atenção no trânsito, principalmente na versão mais cara, HGT, com rodonas aro 17. Apesar disso, na opinião da redação de UOL Carros, não inova o segmento, o que é ruim em termos de projeto inédito. Leia mais

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    Versatilidade

    Substituir três carros de uma vez parece ser algo ruim em termos de mercado, mas a Fiat deverá ganhar dinheiro em cima disso. Afinal, produzir um só carro com diferentes motorizações e caixas de câmbio custa menos do que manter outros dois modelos (e mais o Palio de topo) em linha. Na imagem, o Argo 1.0 de entrada, com calota, faróis simples e sem luz de neblina. Leia mais

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    Planejamento internacional

    Atender a diversos tipos de perfis (do 1.0 econômico ao 1.8 mais esportivo) faz do Argo a grande arma da Fiat para o Brasil, mas não só isso: ele também quer ser o trunfo da marca em outros mercados sul-americanos. É a bola da vez: exportar. A filial brasileira confirmou a UOL Carros que o hatch fabricado em Betim (MG) vai à Argentina, ao Chile e ao México. Leia mais

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    Acabamento e espaço interno

    Desde a versão de R$ 46.800 (Drive 1.0, na foto), há evolução em termos de refino interno, principalmente quando comparado a Onix e HB20, que são os mais vendidos, mas trazem muito plástico duro na cabine. Obviamente o Argo mais caro se mostra ainda mais esmerado que o de entrada, mas mesmo na configuração "pé-de-boi" o novo Fiat traz painel honesto e com plástico superior ao que pode ser encontrado nos rivais. Mas isso porque é um carro, de fato, pensado para o segmento superior (compactos premium). O espaço para os passageiros de trás é bom. Leia mais

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    Murilo Góes/UOL
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    Tecnologia

    Todo Argo terá sistema start-stop (que desliga e religa o motor em paradas rápidas para economizar combustível) de série. Controles eletrônicos de tração, estabilidade e auxílio em rampa como equipamentos de série estão disponíveis já a partir da versão 1.3 Drive automatizada. No segmento de entrada, só o Ford Ka faz o mesmo até agora -- mas também cobra mais que os rivais. Há ainda conectividade com smartphones, mas isso já existe em outros modelos, faltava ser usado em algum Fiat. Mas isso já quase um padrão entre os compactos premium, que ainda entregam bom consumo. Resta ver como será seu comportamento durante os crash-tests e também no consumo diário. Na imagem, o Argo 1.8 HGT. Leia mais

Contras

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    Murilo Góes/UOL
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    "Copião"

    Ok, o carro é bonito e imponente, concordamos -- em resultado de enquete, o leitor de UOL Carros elegeu o hatch como "bonito". Mas tire o emblema da Fiat e... : temos um hatch com cara de Volks se visto de lado (repare na coluna C, que lembra muito a de um Gol) e alguns diriam até que uma evolução do HB20, dependendo do ângulo traseiro, principalmente por causa das lanternas bipartidas. Mesmo a dianteira é mais qualquer outra marca que a Fiat. Provocado no lançamento, sobre se o carro lembraria demais um Gol, um executivo da marca brincou: "Nós pegamos o Gol e melhoramos". A frase pode ter leitura positiva e negativa, resta ao público decidir. Leia mais

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    "Déjà-vu"

    O carro é bem acabado e traz diversos equipamentos interessantes para a categoria, mas muita coisa que se vê no Argo já podia ser vista em Renegade e Toro: painel de instrumentos com display digital, controle do ar-condicionado (que não tem duas zonas de resfriamento, por exemplo, algo que rivais já oferecem) e até a manopla de câmbio já eram velhos conhecidos. É novo usar a tela tátil flutuante sobre as três saídas de ar, mas isso também pode ser visto como cópia de Mercedes-Benz (que, pelo menos, é premium). Leia mais

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    Cadê o turbo?

    Se até Punto e Bravo tiveram uma versão turbinada (a T-Jet, com motor 1.4 sobrealimentado), era esperado que o Argo viesse com alguma versão parelha. Ficamos na vontade. Todo o conjunto de motores é conhecido de outros carros e aspirado do começo ao fim: 1.0 e 1.3 Firefly, em Uno e Mobi; e 1.8 E-torq Evo, o mesmo de Toro e Renegade -- que nada mais é do que uma recalibração do antigo e beberrão 1.8 E-torq, que surgiu lá em 2010. A questão não é o turbo pelo turbo, mas sim o uso de uma opção ágil e ainda assim eficiente de propulsores. Apostamos que um desses motores vai ser modificado em menos de um ano para se alinhar a alguma lei de emissões (como ocorreu com Toro, Renegade e Mobi, aliás). E você? Leia mais

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    Cadê a sexta marcha?

    O mesmo raciocínio do item anterior: é um projeto novo, porque não ter tecnologia de ponta e que garanta conforto e consumo? Por que insistir em mecânica ultrapassada? Com transmissão de cinco marchas (manual ou automatizado), na estrada, a 120 km/h e em quinta marcha, o motor vai girar acima das 3 mil rotações e, fora o ruído, vai gastar mais combustível. Só o Argo AT6 (a partir de R$ 67.800) escapa ao prognóstico. Leia mais

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    Murilo Góes/UOL
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    Consumo exagerado

    Um resumo das anteriores: o principal ponto fraco do Argo nas versões com motor de 1,8 litro é... o próprio motor. Mais antigo, mesmo com recalibração faz com que o consumo não seja um aliado. Na pista, rodando mais forte, não ultrapassamos a casa dos 5 km/litro (o tanque era de etanol). É importante considerar que o ar-condicionado estava ligado e o sistema start-stop, desligado. Ainda assim, o número assusta e sabemos que não há muito o que melhorar quando o carro for usado em ruas, avenidas e estradas: Toro e Renegade com este motor também não têm consumo muito melhor.

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