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Dez itens que você não percebeu, mas estão em extinção nos novos carros

Murilo Góes/UOL
Imagem: Murilo Góes/UOL

Leonardo Felix

Do UOL, em São Paulo (SP)

Nenhum automóvel está imune à (r)evolução tecnológica. Basta comparar um carro dos anos 50 e um atual, por exemplo. Com exceção às rodas, nem parece que estamos falando de produtos de um mesmo gênero.

As mudanças são imperceptíveis, muitas vezes, mas ocorrem de maneira constante e, quando vemos, determinada tecnologia à qual ficamos tão acostumados já virou coisa do passado. Quebra-ventos, vidro traseiros fixos, vidros com abertura basculante... tudo coisa de carro clássico e já abandonados na linha de produção.

UOL Carros selecionou 10 itens que ainda podem ser vistos em alguns carros novos, mas estão em processo de extinção. Alguns já podem ser considerados coisa rara num zero-quilômetro, enquanto outros ainda são frequentes, mas não devem viver mais do que cinco ou 10 anos para contar a história. Confira:

Quase itens de museu

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    Acendedor de cigarro

    Fumar era um hábito considerado elegante e refinado há algumas décadas. Nada mais natural, portanto, que os carros (especialmente de luxo) oferecessem um acendedor elétrico como cortesia em suas tomadas 12V. Em tempos de condenação ao tabagismo, raras são as fabricantes que mantêm esta peça. Chinesas como a JAC (na foto, temos um recém-lançado T5) e francesas como a Citroën são algumas exceções.

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    Cinto de segurança de dois pontos

    Padrões cada vez mais elevados de segurança exigidos por governos e também por entidades independentes, caso do NCAP, estão mobilizando as marcas a enfim dotarem todas as posições dos carros com encostos de cabeça e cinto de três pontos. Ainda há projetos de baixo custo que resistem à tendência, caso de Chevrolet Onix, Volkswagen up!, Fiat Mobi, Ford Ka, Renault Sandero, Toyota Etios... Vamos ver até quando.

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    Chave fixada na base e sem telecomando

    Quando até carrinhos de entrada como o Mobi oferecem chave do tipo canivete e com telecomando para abertura e fechamento das portas, então você pode ter certeza que o velho hábito de conectar e girar a chave à porta ou à ignição para abrir e ligar o veículo está acabando. A maioria dos carros brasileiros já sai de fábrica com travas elétricas de acionamento remoto. Projetos como Chevrolet Cruze, Nissan Kicks e Honda HR-V acrescentam, inclusive, partida por botão.

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    Coluna de direção fixa

    Já está ficando praticamente impensável comprar um carro zero que não disponha, pelo menos, de ajuste de altura para a coluna de direção. Afinal, somos diferentes, temos tamanhos de pernas, braços e troncos diferentes. Além disso, carros com airbags obrigam que o condutor se mantenha em distância segura do volante e isso só é obtido com ajustes totais, tanto no trilho do banco, quanto na coluna de direção. No Brasil, versões mais básicas de carros de entrada continuam a cometer o pecado de não ter esse ajuste. Em breve, porém, regular altura e também a distância do volante para o painel será praxe.

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    Faróis halógenos, luzes de neblina...

    Estes são itens que devem resistir por um tempo mais longo num mercado como o Brasil, mas certamente já terão virado peça de museu lá por 2030, ainda bem! Fala a verdade: é muito chato aguentar aquela luz incômoda do motorista sem noção que usa farol de neblina na cidade, seja dia ou noite (e sem ter neblina!). O que o futuro nos reserva é um conjunto óptico integralmente de LED, com acionamento automático e fachos adaptativos, para não ofuscar ninguém e gerar iluminação perfeita em qualquer situação. Isso sem falar no laser, que amplia a visibilidade noturna e já é visto em modelos mais caros das marcas alemãs, mas que deve demorar um tempo bem maior até ganhar corpo em carros mais baratos.

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    Freio de mão por alavanca

    Projetos de plataforma compacta, tal qual Nissan Kicks, Honda HR-V e Jeep Renegade, já contam com freios de estacionamento elétricos e acionamento por tecla. Portanto, pode escrever: dentro de não muitos anos aquele ato de fazer força para puxar o freio de mão estará banido de nossas atividades cotidianas.

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    Manivela para abertura dos vidros

    Novamente temos aqui um equipamento que só veículos de baixo custo e em versões de base continuam a oferecer. Para falar a verdade, podemos classificar como "raríssimo" um automóvel novo dotado de vidros manuais nas portas dianteiras, embora a velha e obsoleta manivela ainda se faça presente em várias portas traseiras.

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    Pino para abertura das portas

    A adoção de travas elétricas com abertura e fechamento por telecomando, ou até mesmo automático, gerou outra consequência: a morte dos famigerados pinos nas portas. Hoje o comando interno de travamento aparece ora concentrado em um botão único, localizado no apoiador de braço da porta do motorista ou no console central, ora em teclas individuais nas maçanetas. É até uma questão de segurança: quem nunca puxou o pininho com um barbante porque esqueceu a chave na ignição e o veículo ficou bloqueado que atire a primeira pedra.

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    Tanquinho de partida a frio

    Para conceber os carros flex sem tanta discrepância de funcionamento com gasolina ou etanol, a engenharia brasileira adotou uma solução interessante: um tanquinho auxiliar, abastecido sempre com gasolina, seria responsável pelo pré-aquecimento do motor. Foi uma ótima sacada, mas isso é passado: um carro moderno que se preza possui lanças pré-aquecedoras já na galeria de combustível, ou injeção direta. Chevrolet Onix/Prisma, Renault Sandero/Logan e Fiat Toro 1.8 (!) são exemplos de quem ainda não se atualizou (ou seria "não se tocou"?).

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    Tocador de CD e DVD

    O CD está prestes a se tornar item de sebo ou antiquário, isso todos já sabemos. Mas... tem carro que ainda se vangloria de ter como equipamento de série um tocador de CD ou DVD. Alguns casos são perdoáveis, porque o projeto é mais antigo e vai passar em breve por renovação. Agora, como explicar que modelos novos de marcas como Land Rover (na foto, um slot de Discovery Sport!), Mercedes-Benz, BMW... ainda usem o dispositivo? Bem, é questão de perfil de consumidor: clientes de carros de luxo são mais conservadores, então surpreendentemente serão os carros desse segmento os últimos a abandonar este item. Nos demais, já há migração em massa para espelhamento e projeção de celulares e de seus apps musicais.

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