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Mão na roda

Dez dicas para não errar ao comprar e usar a cadeirinha de criança no carro

Divulgação
Na hora da compra, procure dispositivos com o selo do Inmetro Imagem: Divulgação

Vitor Matsubara

Do UOL, em São Paulo (SP)

12/10/2018 04h00

Usar cadeirinha é fundamental para transportar crianças dentro do carro com segurança. Desde 2010, o Brasil conta com uma legislação específica que rege a utilização das cadeirinhas.Basicamente, a resolução 277 do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), conhecida como "Lei das Cadeirinhas", estabelece que crianças menores de 10 anos só podem ser transportadas no banco traseiro do veículo, em dispositivos específicos de acordo com a idade e com cinto de segurança.

Além de colocar a vida de seus filhos em risco, quem usa cadeirinha fora das especificações pode ser multada em R$ 293,47 e levar sete pontos na carteira de habilitação por cometer uma infração de natureza gravíssima.

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Mas não basta comprar a primeira cadeirinha que estiver na prateleira. É preciso tomar alguns cuidados antes de escolher o modelo certo.

"É importante que o consumidor escolha o dispositivo compatível com o peso e idade da criança, se atentando ao selo do Inmetro que garante as especificações de utilização eficaz do dispositivo. Outra dica fundamental aos motoristas é de que ele fuja de marcas sem o selo do Inmetro e/ou muito baratas em relação à média de mercado, pois a questão da escolha envolve segurança", afirma Gerson Burin, coordenador técnico do CESVI Brasil.

De fato, bons dispositivos infantis não são baratos, mas UOL Carros te ajuda a na escolha: ouvimos especialistas em segurança viária e até a fabricante de pneus Dunlop, que também tem pesquisas nessa lista, para listar 10 dicas para não errar na hora de escolher e usar a cadeirinha mais adequada (e segura) para a criançada.

  • Procure pelo selo do Inmetro

    Compre apenas cadeirinhas com selo de certificação do Inmetro. É ele que garante a qualidade do produto e a segurança da criança. Desde outubro de 2017, apenas cadeirinhas certificadas podem ser comercializadas no país -- para ter o selo, é preciso atender a métodos de ensaios e ciclos de avaliação estabelecidos pelo Inmetro. Mas é claro que existem modelos sem o selo sendo vendidos, sobretudo por preços mais baixos -- fuja! Burin afirma que "o selo garante que o dispositivo foi testado e aprovado para a sua finalidade, ou seja, levando em consideração a resistência, sistema de fixação, proteção e demais itens que garantem a segurança para a criança".

  • Cuidado na fixação

    Segundo Gerson Burin, do CESVI, a cadeirinha deve ser fixada ao banco do carro pelo cinto de segurança de três pontas. Modelos mais recentes e mais caros contam ainda com ganchos de fixação do sistema Isofix, mas os carros precisam ser compatíveis com este sistema. Do contrário, voltamos à primeira situação: será necessário usar o cinto de três pontos para fixar o assento. Se possível, dê preferência às cadeirinhas que trazem o cinto interno (aquela que vai segurar a criança efetivamente) com sistema de cinco pontos (ou "estrela"), que oferecem pontos de fixação acima do ombro, nas laterais, próximo do quadril e no meio das pernas. Teste tudo isso ainda na loja, com a sua criança -- os vendedores precisam deixar que os testes sejam feitos em todos os modelos nos quais você estiver interessado -- antes de fechar a compra.

  • Leia o manual de instruções

    A maioria dos motoristas tem o (péssimo) hábito de não ler o manual de instruções. E acreditam que só as dicas dadas pelos vendedores, no momento da compra da cadeirinha, é suficiente. Porém, o livro é a melhor maneira de descobrir como fixar a cadeirinha com segurança, inclusive em diferentes tipos de uso (se a criança estiver com roupas de frio, se o assento for instalado no banco da frente do carro, se for preciso inverter o sentido da cadeirinha etc). De fato, não se esqueça de consultar os dois manuais -- o do seu carro e o da cadeirinha.

  • Analise o espaço do seu carro

    Parece besteira, mas medir o espaço no banco traseiro do seu carro é fundamental antes de decidir qual cadeirinha comprar. Modelos maiores podem dificultar a fixação do item no banco do carro, enquanto modelos menores também podem ficar frouxos.

  • Uma cadeirinha para cada carro

    Caso você tenha mais de um veículo, o ideal é ter uma cadeirinha em cada carro. Se não for possível, e a gente sabe quem nem sempre é, saiba que vai levar um tempo para movimentar a cadeirinha de um veículo para o outro de forma adequada. Neste caso, se os carros foram compatíveis, tente optar por modelos com Isofix, de instalação menos complexa.

  • Verifique a fixação

    Depois de instalada, faça um teste. A cadeirinha deve resistir a solavancos provocados por um adulto, simulando um impacto no veículo. Só assim você garante a segurança do seu filho durante o transporte.

  • Aperte o cinto!

    No uso diário, não esqueça de prender bem a cadeirinha nos ganchos de fixação. O cinto de segurança do veículo precisa ficar justo. Verifique se a distância entre o cinto de segurança e o corpo do bebê é de um dedo. Se você conseguir colocar dois dedos neste espaço, um por cima do outro, o cinto precisa ser ajustado.

  • Atenção ao crescimento da criança

    Não adianta aproveitar a mesma cadeirinha se ela deixar de ser compatível com o peso ou tamanho da criança. Se ela crescer, troque a cadeirinha por outra mais adequada. O barato, nesse caso, sai muito caro: criança fora do peso ou do tamanho não estará protegida pela cadeirinha irregular e pode se ferir ainda mais em caso de acidente.

  • Cuidado com bebês

    Crianças de até 1 ano precisam viajar com a cadeirinha no sentido oposto dos bancos, ou seja, virada para o encosto do banco do passageiro. Esta é a posição obrigatória por lei, principalmente por ser considerada por especialistas como a mais segura para crianças bem pequenas. Mas atenção: não leve em consideração apenas a idade, mas também o tamanho e peso da criança (converse com seu pediatra e leia o manual). O motivo de todo esse cuidado é a sustentação do pescoço em caso de batida ou freada brusca -- e isso varia de acordo com o organismo da criança. Nos EUA, por exemplo, já se recomenda que a criança seja mantida de costas para o sentido de circulação até os 2 anos de idade -- claro, se ela couber no assento para bebê (conhecido como "bebê-conforto"). Se o bebê já for muito grande, passe para o assento seguinte, sempre atentando às indicações do manual.

  • Levar crianças fora da cadeirinha? Jamais!

    Se você tem um carro homologado para cinco pessoas, não há motivo para tentar levar mais gente do que o permitido. Isso vale ainda mais no caso de crianças. Caso seu automóvel não tenha mais do que cinco lugares, provavelmente você conseguirá levar no máximo três crianças -- ou duas, se as cadeirinhas forem muito largas.

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