Cultura do carro

Dez carros que dominam o mercado por falta de concorrentes

Leonardo Felix

Do UOL, em São Paulo (SP)

25/08/2017 04h00

O recente aumento da concorrência no mercado brasileiro -- que teve um considerável incremento no número de marcas e modelos, ao mesmo tempo em que o volume de entregas caiu bastante entre 2015 e 2016 -- fez com que ficasse muito mais difícil repetir o caso do primeiro Ford EcoSport: um modelo que "nada de braçadas" em vendas simplesmente porque não tem nenhum concorrente direto.

Mas ainda existem carros que conseguem reinar em nosso mercado. Listamos abaixo dez modelos que conseguiram se posicionar em "buracos" de diferentes segmentos e com, essas brechas, venderem bem. Os dados de comercialização são da Fenabrave (associação dos concessionários brasileiros). Confira:

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  • Imagem: Murilo Góes/UOL
    Murilo Góes/UOL
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    Honda Fit

    É hatch (como é conhecido no mundo) ou monovolume (como trata a Fenabrave)? Seja qual for a resposta, o importante é que o Fit consegue se destacar dos compactos "convencionais" brasileiros, posicionando-se como um modelo de maior status e valor agregado. Quem compete com ele? Difícil dizer. Vendas só não são maiores (14,5 mil emplacamentos registrados entre janeiro e julho) porque a fábrica da Honda em Sumaré (SP) opera em capacidade máxima, sem fôlego para produzir mais. E a re-estilização chegará em breve com controle de tração e estabilidade.

  • Imagem: Divulgação
    Divulgação
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    Fiat Weekend

    Projeto mais antigo em oferta no Brasil, desde 1997, o decano Fiat Weekend (que já foi Fiat Palio Weekend) não saiu de linha até hoje porque ainda há público: são 2,2 mil novos compradores em 2017 e praticamente nenhum concorrente para atrapalhar. É, basicamente, a única perua no Brasil que sustenta um nível decente de vendas, já que a Volkswagen SpaceFox, vinda da Argentina, sequer passa de 100 emplacamentos mensais.

  • Imagem: Murilo Góes/UOL
    Murilo Góes/UOL
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    Chevrolet Spin

    Há muita gente que torce o nariz para a Chevrolet Spin, por conta do visual controverso e do porte um tanto... desajeitado, por assim dizer. Mas o fato é que a minivan da General Motors navega sozinha num mar cada vez mais esquecido, o das minivans compactas, oferecendo muito espaço para cinco ou até sete pessoas a um preço acessível. Por isso comercializou mais de 13 mil exemplares nos sete primeiros meses do ano.

  • Imagem: Murilo Góes/UOL
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    Honda WR-V

    Nascido para se posicionar entre Fit e HR-V, o WR-V inaugurou no país um subsegmento de "mini-SUVs", formado por hatches anabolizados e com suspensão elevada para atrair quem gostaria de ter um SUV compacto, mas não pode pagar por um. Racionalmente seria possível colocar o JAC T40 como rival, mas sabemos que as limitações de rede e cotas de importação não fazem do chinês uma ameaça real. Resultado: 7,5 mil unidades vendidas até aqui no ano, mesmo tendo sido lançado em março...

  • Imagem: Murilo Góes/UOL
    Murilo Góes/UOL
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    Fiat Toro

    A grande sacada da Fiat nos últimos anos foi criar uma picape monobloco, cabine dupla e de perfil urbano (conceito que a própria marca batizou de "SUP") que ficasse entre a Strada e as convencionais picapes médias (Chevrolet S10, Toyota Hilux e cia.). Deu tão certo que de janeiro e julho de 2017 a Toro foi o veículo com caçamba mais vendido do Brasil, com quase 30 mil emplacamentos, à frente até da própria Strada. É verdade que a Renault entrou na dança antes com a Duster Oroch, mas esta é substancialmente menor em dimensões e simplesmente "não pegou" tanto.

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    Toyota Prius

    Ok, o Toyota Prius vendeu pouco mais de mil unidades até aqui no ano, mas estamos falando do único modelo híbrido comercializado em varejo por aqui, algo que nem Ford Fusion consegue fazer abertamente. E há que se contextualizar: é a primeira vez que o modelo supera a casa de quatro dígitos em vendas, o que mostra que os "carros verdes" têm potencial.

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    Audi A3 Sedan

    Se a BMW não oferece opção e a Mercedes-Benz derrapa com preço e limitações de importação do CLA, então a Audi rema sozinha no segmento de sedãs premium compactos: são 1,5 mil A3 Sedan comercializados nos sete meses iniciais de 2017. E olha que o modelo perdeu bastante espaço nos últimos tempos, devido à ascensão dos SUVs premium (o Q3 passou a ter uma demanda quase duas vezes maior).

  • Imagem: André Deliberato/UOL
    André Deliberato/UOL
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    Ford Fusion

    Que outro sedã grande de marca generalista existe hoje em nosso mercado? Volkswagen Passat e Hyundai Azera seriam as respostas, mas ambos são tão proibitivos (em relação a preços e disponibilidade de estoque) que deixaram o Ford Fusion desmarcado na área e cara a cara com o goleiro. Importado do México, o modelo vem aproveitando bem a brecha, com cerca de 2,5 mil emplacamentos registrados de janeiro a julho.

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    Chevrolet Camaro

    Tudo bem que o esportivo da General Motors já foi objeto de fetiche maior por parte dos brasileiros, mas ele continua sendo o único muscle V8 americano a ser oferecido oficialmente no Brasil. Em 2017, até aqui, foram meros 106 exemplares entregues, mas ele ainda é o carro esporte mais vendido no geral e concorre com diversos modelos 2.0 (turbo). A Ford diz que vai trazer no ano que vem o arquirrival Mustang, que já ansiosamente esperado pelos fãs locais faz tempo. Falta cumprir a promessa...

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    Murilo Góes/UOL
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    Range Rover Evoque Cabrio

    Aqui não estamos falando só de Brasil: que outro "SUV de luxo conversível" existe no mundo? Sim, é só ele, o Range Rover Evoque Cabrio. Dados específicos de venda não são divulgados pela Fenabrave (já que a contabilização é feita em conjunto com o Evoque fechado), mas o relevante aqui é saber que não existe qualquer outra excentricidade próxima a essa à disposição no mercado.

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