Carros

De SUVs a luxuosos, 5 carros que mudaram o rumo das montadoras

André Deliberato

Do UOL, em São Paulo (SP)

16/06/2016 08h00

Com o mercado cada vez mais competitivo, em todo o mundo, nenhuma fabricante consegue mais se manter viva e lucrativa seguindo apenas a própria tradição -- ou vivendo da própria história. É preciso se reinventar, ficar atento ao gosto do consumidor e às tendências de consumo.

Um exemplo preciso é o da Porsche: em 2002, a marca lançou o Cayenne, se antecipando o crescimento do mercado do SUVs, que deixaria de ser nicho anos depois para se tornar o principal filão de novidades. Foi preciso, naquele momento, "ignorar" a opinião dos fãs mais puristas, que consideraram o modelo "heresia".

Foi uma sacada matadora e livrou a empresa de períodos conturbados. Hoje, o Macan, outro SUV e menor que o Cayenne, é o modelo mais vendido da Porsche em todos os seus mercados. Ao histórico e veloz 911, resta a função de ser símbolo do espírito da empresa, mas não de garantir vendas -- e lucro.

Mas não só da necessidade de sobreviver ao mercado surgem modelos que mudam o perfil de uma fabricante. UOL Carros mostra cinco exemplos de carros que nasceram para quebrar paradigmas de diferentes formas.

  • Imagem: Vanessa Carvalho/Folhapress
    Vanessa Carvalho/Folhapress
    Imagem: Vanessa Carvalho/Folhapress

    Porsche Cayenne

    Lançado globalmente em 2002, o modelo rapidamente se tornou o segundo carro mais vendido da marca alemã, atrás somente do 911. Isso até o surgimento do Macan, o "baby-Cayenne", em 2014, que se tornou o modelo mais vendido da empresa em todos os segmentos e mercados. O Cayenne, além de tudo, inspirou outras fabricantes de modelos esportivos a se arriscarem no segmento: Maserati já copiou o movimento; Alfa Romeo e até Lamborghini serão as próximas. Leia mais

  • Imagem: Murilo Góes/UOL
    Murilo Góes/UOL
    Imagem: Murilo Góes/UOL

    Honda HR-V

    O sucesso dos jipinhos não acontece só no mercado de luxo. No Brasil, a Ford foi pioneira ao lançar, em 2003, o EcoSport, um SUV compacto feito sobre a base do Fiesta. Outras marcas observaram o sucesso que o carro da Ford fez ao longo dos anos 2000 e seguiram a receita. Hoje, diversos concorrentes transformaram o segmento num dos principais filões do mercado nacional. Mas o HR-V fez história: primeiro utilitário compacto da Honda, mudou o perfil da marca, tomou a liderança do mercado e fez tanto sucesso que a marca decidiu produzir outro SUV, ainda menor: o WR-V, como poderá se chamar, deve surgir no final de 2016. Leia mais

  • Imagem: Murilo Góes/UOL
    Murilo Góes/UOL
    Imagem: Murilo Góes/UOL

    Fiat Toro

    Apesar da ampla tradição no segmento de picapes compactas (147, Fiorino e Strada, respectivamente), a Fiat nunca conseguiu se aventurar no segmento de médias. Com a aliança com a Chrysler e compartilhamento de projeto com a Jeep na fábrica de Goiana (PE), surgiu a Toro, que usa base construtiva do Renegade, chassis monobloco (outro recurso inovador para a categoria) e configurações de motor bicombustível ou turbodiesel. Tem sido sucesso de vendas, ainda que não invada a área de Hilux, S10, Ranger e cia. Leia mais

  • Imagem: Murilo Góes/UOL
    Murilo Góes/UOL
    Imagem: Murilo Góes/UOL

    BMW Série 2 AT

    Até mesmo a marca bávara, reconhecida globalmente pelos carros esportivos de tração traseira, se rendeu à tendência de carros menores, mas mais espaçosos, eficientes e... tranquilos de se dirigir. A minivan Série 2 Active Tourer inaugurou o uso de tração dianteira e motor de três cilindros na empresa, além de privilegiar o espaço ao desempenho. Ainda assim, não é tão "careta" como se imagina. Leia mais

  • Imagem: Jens Meyer/AP Photo
    Jens Meyer/AP Photo
    Imagem: Jens Meyer/AP Photo

    Volkswagen Phaeton

    Em 2002, a Volkswagen resolveu criar um rival para os sedãs de alto luxo Audi A8, BMW Série 7 e Mercedes-Benz Classe S. O Phaeton era feito sobre a mesma base do A8, tinha 5,05 m de comprimento, 1,90 m de largura e 2,88 m de entre-eixos, ou seja, era exageradamente confortável e requintado. Mas ainda assim, era um Volkswagen (ou seja, com o estigma de carro popular): com exceção do mercado chinês, quem compra sedãs desse nível jamais cogitaria ter um na garagem. Totalmente fora do perfil da empresa, chegou a ter versões com motor W12 (12 cilindros), mas foi descontinuado no ano passado por ser extremamente caro de produzir. A Volks chegou a exibir a proposta para nova geração, totalmente voltada à China, mas o caso do Dieselgate colocou o plano na geladeira. Leia mais

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