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Conheça cinco detalhes que vão contra os planos do novo Ford EcoSport

André Deliberato

Do UOL, em Tatuí (SP)

27/06/2017 04h00

A Ford já traçou seus planos, embora não os deixe explícitos: quer, aos poucos, retomar o trono do segmento de SUVs compactos, lugar onde o EcoSport reinou por quase dez anos antes de perder a coroa em 2015 aos "novatos" Honda HR-V e Jeep Renegade.

Atualmente, segundo dados de vendas de janeiro a maio da Fenabrave (associação das concessionárias), o suvinho da Ford é o quarto colocado da categoria, atrás de HR-V, Renegade e Creta, nesta ordem.

Já falamos sobre as evoluções que podem fazê-lo atingir tal meta. Mas e as chances de flopar? Reunimos, abaixo, cinco detalhes que podem fazer a diferença contra o jipinho.

Cinco derrapadas

  • Cadê o turbo?

    O novo Eco terá dois motores em sua gama: um inédito propulsor de três cilindros e 1,5 litro nas configurações de entrada e o 2.0 Duratec Direct Flex nas de topo. Enquanto o primeiro promete ser um dos mais econômicos do segmento, o segundo já provou em nossa avaliação ser um dos mais ligeiros da categoria. Legal, mas podia ter turbo como o carro que será vendido nos Estados Unidos, né? No mercado norte-americano, o Eco terá tecnologia com o motor 1.0 Ecoboost...

  • Imagem: Murilo Góes/UOL
    Murilo Góes/UOL
    Imagem: Murilo Góes/UOL

    Espaço acanhado

    Como não trocou de geração, o espaço interno do EcoSport continua idêntico ao que era oferecido pelo atual: bom apenas para dois adultos no banco de trás, apertado para três -- o entre-eixos de apenas 2,52 metros é um dos limitadores. Com isso, o porta-malas também continua limitado (embora seja maior que o do Renegade), carregando até 362 litros. Qualquer outro SUV compacto tem bagageiro mais amplo.

  • Imagem: Murilo Góes/UOL
    Murilo Góes/UOL
    Imagem: Murilo Góes/UOL

    Freios a tambor

    Uma das maiores críticas em relação à segurança do SUV da Ford, que foi um dos primeiros modelos de fabricação nacional a tirar cinco estrelas nos teste de colisão do Latin NCAP, era o fato de ele não possuir freios a disco nas rodas traseiras -- no lugar, o Eco utiliza um conjunto mais simplório a tambor. Esta situação se repete com a atualização do modelo: nem mesmo nas configurações mais caras, como a 2.0 Titanium, o jipinho oferece sistema de freios mais eficiente no conjunto traseiro.

  • Som premium?

    Apesar do Eco de topo, que deverá custar perto dos R$ 100 mil, ter som de boa qualidade oferecido pela Sony, com nove alto-falantes e dois tweeters, não há sistema de áudio no carro vendido no Brasil que chegue perto dos conjuntos que serão oferecidos pelo modelo nos EUA, da Bang & Olufsen ou da Beats, dependendo da configuração escolhida. Além disso, o novo EcoSport gringo conta com o Fordpass (o OnStar da Ford), enquanto o Brasil ainda fica na espera por essa tecnologia.

  • Imagem: Murilo Góes/UOL
    Murilo Góes/UOL
    Imagem: Murilo Góes/UOL

    Estepe pendurado

    Além do desenho repetido da traseira, outro detalhe que sempre sofreu muitas críticas foi o posicionamento do estepe. Enquanto lá fora, por praticidade, a Ford decidiu retirá-lo da tampa do porta-malas, por aqui a empresa optou por mantê-lo alegando que este era um dos diferenciais do carro em relação aos rivais e uma das preferências de seus clientes. De fato, é um diferencial, já que ele é o único do segmento que foge da tendência atual e mantém o equipamento nesta posição.

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