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Salão de São Paulo

Balanço final: 5 coisas legais e 5 que deixaram a desejar no Salão de SP

Murilo Góes/UOL
Promotoras estão mais independentes, mas ainda sofrem com condições de trabalho do evento Imagem: Murilo Góes/UOL

André Deliberato<br>Leonardo Felix

Do UOL, em São Paulo (SP)

21/11/2016 13h51

Os cinco pontos positivos

  • Ar ficou mais profissional

    Do ponto de vista da estrutura não há o que reclamar do São Paulo Expo. O espaço é muito melhor que o do Anhembi, o que permitiu a criação de estandes maiores, mais bonitos e com padrão do que é visto em mostras internacionais de primeira linha. Também foi possível reservar áreas decentes para testes e duas praças de alimentação, uma no interior do pavilhão e outra em ampla área externa. Leia mais

  • Interação com o público

    As fabricantes apostaram pesado em experiências sensoriais que vão além do olhar. Em vez de ficar só olhando aos carros expostos, os visitantes puderam interagir com simuladores e equipamentos de realidade virtual. Se alguns tinham a intenção de ser apenas divertidos, outros mexeram de verdade com as emoções do público... Leia mais

  • Murilo Góes/UOL

    Clima de otimismo

    Depois de dois anos de queda acentuada do mercado de carros zero-quilômetro, o Salão serviu para amenizar o clima pessimista. As vendas seguem fracas, é verdade, e assim devem permanecer por mais algum tempo. Entretanto, o grande número de novidades e a boa presença de público deram uma arejada no ânimo. Leia mais

  • Murilo Góes/UOL

    Carros estavam legais. Bem legais

    É claro que um salão só vai ser bem-sucedido se os automóveis forem legais. No caso da mostra paulistana, havia muitos carros interessantes e, o mais importante, carros de verdade. Isso vale tanto para lançamentos (Chevrolet Tracker, Hyundai Creta, Honda WR-V...) quanto para conceitos (BMW X2, Creta STC, Volkswagen Gol GT...) ou showcars (Ford GT e Raptor, Fiat 124 Spider e Chevrolet Bolt). Leia mais

  • Porsche abriu para geral

    Em 2014 o estande da Porsche era o mais inacessível do Salão de São Paulo. A área ficou o tempo todo cercada e só quem tinha autorização furava a barreira. Entrar nos carros, então? Nem pensar. Agora que a marca tem representação oficial, a estratégia mudou radicalmente: este ano a maioria dos modelos ficou acessível e aberta para que os fãs pudessem sentir o gostinho, mesmo que breve, de conhecer de perto os esportivos alemães. O duro era encarar a fila... Leia mais

Os cinco pontos negativos

  • Anelisa Lopes/UOL

    Tratamento às promotoras

    Estamos em pleno 2016 e os resquícios de sexismo continuam presentes no Salão do Automóvel. UOL Carros denunciou o cotidiano de trabalho exaustivo, alimentação precária e assédio sofrido por promotoras dos estandes. No último dia da mostra o ambulatório do local registrou atendimento a uma profissional cuja temperatura do corpo estava em 32,5°. O motivo da hipotermia: o ar-condicionado estava muito gelado e ela não podia colocar roupa de frio. Leia mais

  • Eugênio Augusto Brito/UOL

    Acesso ruim ao pavilhão

    Se a estrutura do São Paulo Expo é muito melhor, o acesso continua precário. Pela Rodovia dos Imigrantes havia apenas um viaduto para acessar o pavilhão, cujas pistas são estreitas. As demais entradas ou foram pouco divulgadas ou estavam mal sinalizadas. Em praticamente todos os dias de evento o trânsito ficou pesado nos horários de abertura e fechamento, oferecendo enormes dificuldades para entrar ou sair do local. Leia mais

  • Murilo Góes/UOL

    O vazio do estande da Fiat

    Uma das grandes decepções, certamente, foi o estande da Fiat. Um dos maiores e em posição privilegiada -- era o mais próximo da entrada principal --, o espaço apresentou pouquíssimas novidades (o Mobi 3-cilindros passou praticamente despercebido), quase nenhuma opção de interação e enorme vazio entre um veículo e outro. Leia mais

  • Murilo Góes/UOL

    Tudo é SUV, até o que não é

    Salões sempre são espaços para mostrar tendências. Embora algumas tenham sido interessantes (como as cores quentes e as picapes), o Salão deste ano mostrou que o Brasil seguirá na "onda SUV" por um bom tempo. Entrar no segmento virou obrigação tão forçada que até quem não é utilitário de verdade, caso de Chery Tiggo 2, Honda WR-V e Renault Kwid, está tentando se vender como tal. Leia mais

  • Carros verdes: tão perto, tão longe

    A lista de "carros verdes" (elétricos e híbridos) expostos na edição 2016 foi grande: Chevrolet Bolt, Citroën Aircross Concept, Honda Clarity, Hyundai ioniq, Kia Niro, Toyota Prius e Mirai, e Volkswagen Budd-e foram alguns. Na prática, quase todos continuam longe de nossas ruas, simplesmente porque ainda não há cenário fiscal favorável ou estrutura para comportar veículos desse tipo em grande volume. Leia mais

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