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Traje específico para motociclistas poderia evitar mais acidentes no Brasil

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Usar traje completo é pouco prático e dispendioso, mas uma jaqueta com airbag integrado pode ser viável para quem pode investir Imagem: Reprodução
O Motociclista Roberto Agresti

Roberto Agresti, editor da Revista da Moto! desde 1994, volta a escrever para UOL Carros. Sua estreia na imprensa automotiva foi em 1984, com passagens pelas revistas Motoshow (atual Motor Show) e Motor 3. Atualmente, é comentarista da rádio CBN/CBN MOTO e colaborador do site AutoEntusiastas desde 2011.

Roberto Agresti

Colaboração para o UOL

01/02/2018 04h00

Legislação atual só obriga uso do capacete. Por que não mais itens?

O risco é companhia constante de quem roda de moto. Qualquer que seja o modelo, piloto e eventual passageiro estão mais sujeitos a traumas físicos do que em um automóvel. Ter plena consciência disso é um dos segredos para se tornar um motociclista com currículo isento de acidentes sérios.

Mesmo assim, por mais experiente que seja, pancadas nos pés e pernas, partes mais "expostas", fazem parte do jogo. Para minimizar as consequências destes acidentes, os trajes de pilotagem têm papel fundamental.

Muitos têm ótimos equipamentos de segurança, mas usam-nos apenas em viagens e/ou deslocamentos longos. E no dia a dia? Só porque estamos perto a chance de acidente se reduz? Não é bem assim...

Vestimenta completa

Os equipamentos de segurança de um motociclista devem ir, literalmente, dos pés à cabeça: botas específicas, luvas e capacetes evoluíram bem mais do que as próprias motocicletas, com evolução visível no design e brutal nos materiais utilizados, trazendo tecnologia de altíssimo nível que permitiu torná-los confortáveis e, sobretudo, práticos.

Os aparatos de segurança mais modernos não visam apenas proteção passiva. Exemplo extremo são os macacões dotados de airbags, que à partir desta temporada são obrigatórios para os pilotos da MotoGP. Dotados de sensores, tais macacões "entendem" quando devem acionar as cápsulas que inflam em ínfimo espaço de tempo as bolsas de ar que protegerão principalmente a coluna, região cervical e tórax do acidentado.

Usar um desses no dia a dia ainda é impensável, além de pouco prático e sobretudo dispendioso, mas uma jaqueta ou colete com airbag integrado pode ser viável para quem quer e pode investir em tal equipamento.

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E quem não pode?

Vale uma boa jaqueta convencional, com proteções nos ombros e cotovelo. Prefira comprar de empresas notórias em equipamentos para motociclistas, que normalmente conciliam expertise com testes severos visando homologação em países que exigem tal processo, que no Brasil é exclusivo dos capacetes.

Calças com proteções plásticas embutidas são artigos comuns em lojas especializadas e a escolha deve seguir o mesmo padrão da jaqueta. Porém, seu uso é mais complicado: a jaqueta se tira, pode ser guardada no baú, mochila ou deixada no escritório ou na escola. Mas e a calça? A solução é usar proteções externas, que podem ser colocadas sobre qualquer calça. Bonitas não são, mas funcionam.

Luvas e calçados merecem atenção especial quando o assunto é limitar danos, já que em um hipotético tombo os pés são a parte do corpo mais próxima do chão e é com as mãos que, instintivamente, vamos tentar nos proteger. Para escolher bem estes componentes vale a regra da marca especializada e, principalmente, o conforto -- não adianta escolher uma luva hiperprotetiva se ela for pouco prática, difícil de por e tirar ou, pior, que limite os movimentos da mão.

Quanto aos pés, escolha um calçado de cano alto e lembre-se que além de protetivo ele deve ser bom para caminhar.

O único equipamento de segurança obrigatório no Brasil é o capacete, mas acredito que uma grande parcela dos traumas físicos atuais poderia ser evitada, ou ao menos atenuada, com uma maior conscientização para o uso de trajes específicos. Realidade ainda distante de nossas ruas...

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