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Sustentabilidade, é? Salão de Milão aposta em esportivas nada amigáveis

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Claudio Domenicali, CEO da Ducati, posa sentado sobre a ignorante Panigale V4 Imagem: Divulgação
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O MotociclistaRoberto Agresti

Roberto Agresti, editor da Revista da Moto! desde 1994, volta a escrever para UOL Carros. Sua estreia na imprensa automotiva foi em 1984, com passagens pelas revistas Motoshow (atual Motor Show) e Motor 3. Atualmente, é comentarista da rádio CBN/CBN MOTO e colaborador do site AutoEntusiastas desde 2011.

Colaboração para o UOL, em Milão (Itália)

07/11/2017 12h12

Na semana passada escrevi neste espaço que o recém-encerrado Salão de Tóquio nos mostrou o futuro da motocicleta para os próximos 20 anos. As elétricas, as híbridas, as com inteligência artificial e que até as que se equilibram sozinhas foram as estrelas da mostra japonesa. Nenhuma delas você poderá comprar em breve, pois não passam de conceitos e carecem ainda carecem de tempo de desenvolvimento.

Se Tóquio serviu para apontar o amanhã, o Salão de Milão, inaugurado nesta terça-feira (7), serviu para colocar os pés no chão. A mostra realizada no centro de exposições de Rho, periferia da cidade italiana, fervilha novidades de alta cilindrada criadas para roncar alto já em 2018. Veja o que já é destaque.

Ducati parte para a ignorância

As marcas italianas jogam em casa e, claro, são as grandes estrelas. A Ducati, por exemplo, mostrou a aguardada Panigale V4, seu novo "cartão de visitas" tecnológico: uma superesportiva mais elaborada e destinada a pouquíssimos (e endinheirados) mortais. Sua versão de topo custará o equivalente a R$ 150 mil na Itália e a produção será limitada a 1.500 unidades. São nada menos que 224 cv de potência para 195 kg, formando a insana relação de 0,87 kg/cv (a mais exacerbada do segmento).

Exageros esportivos à parte, ainda há um pequeno espaço para os reles mortais com as novas Scrambler 1100 e Multistrada 1260.

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Honda fez de tudo para deixar a CBR 1000R mais estilosa Imagem: Divulgação

Honda faz cara de má

Já a Honda, maior fabricante de motos do mundo, veio para quebrar a imagem de que só tem máquinas "certinhas" e "bonitinhas" (basta ver a diferença de ousadia visual entre seus últimos produtos no Brasil, como PCX e CB 500, em comparação com os rivais Yamaha NMax e MT-07). Por isso a novíssima e prepotente CB1000R só compactua com sua antecessora o nome, sendo muito mais "motona". Não à toa, a potência subiu de 125 para 145 cv. A mensagem, no aumentativo, é clara: os japoneses querem continuar líderes.

Fora ela há uma versão "Adventure" da Africa Twin e uma CB 300R nada a ver com a extinta made in Manaus e chance quase zero de chegar ao Brasil.

Toru Hanai/Reuters
A exótica e arriscada Yamaha Niken Imagem: Toru Hanai/Reuters

Yamaha e o "triciclão" esportivo

A Yamaha ousou ao avisar que vai mesmo dar a cara a tapa e vender na Europa o "triciclão" esportivo Niken. Empurrada pelo mesmo motor da MT-09, tem grandes chances de fracassar se se mostrar um modelo sem sentido. Por isso a marca apelou ao sempre carismático Valentino Rossi para fazer a apresentação. O multicampeão da MotoGP chamou o modelo de "animal". Apostas mais seguras são a trail Ténéré 700, a bela Tracer 900 (em duas configurações) as renovadas MT-09 e MT-07.

Como diz um velho provérbio italiano, "o dia bom se percebe logo ao amanhecer". Pois o Salão de Milão mal começou e já mostrou que não vai decepcionar.

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