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De Senna a Hamilton, heróis da F-1 sempre tiveram seu amor por motos

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MV Agusta F4 LH44 tem ajuda de Lewis Hamilton no desenvolvimento... e no marketing Imagem: Divulgação
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O MotociclistaRoberto Agresti

Roberto Agresti, editor da Revista da Moto! desde 1994, volta a escrever para UOL Carros. Sua estreia na imprensa automotiva foi em 1984, com passagens pelas revistas Motoshow (atual Motor Show) e Motor 3. Atualmente, é comentarista da rádio CBN/CBN MOTO e colaborador do site AutoEntusiastas desde 2011.

Colaboração para o UOL

03/10/2017 04h00

Amor dos pilotos da Fórmula 1 por motocicletas é caso antigo. "Escapadinhas" ao guidão em busca de uma emoção inédita, radical e diferente daquela vivida nos cockpits dos carros da principal categoria do automobilismo mundial são frequentes entre ídolos de ontem e hoje.

Ayrton Senna, Emerson Fittipaldi e Nelson Piquet são os mais notórios entre brasileiros que, de maneiras diferentes, se envolveram com motocicletas. Entre os "gringos", Michael Schumacher, Sebastian Vettel e, agora, seu arquirival Lewis Hamilton tiveram e têm um "caso" com a moto.

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A mão dos pilotos

Dois dos citados, Lewis Hamilton e Ayrton Senna, estreitaram sua relação com motocicletas de maneira coincidente: como embaixadores de marcas notórias, Senna para a Ducati e Hamilton com a MV Agusta. Ambas italianíssimas, a Ducati entre os anos 1980 e 1990 pertenceu a uma família de industriais de Varese, norte da Itália, enquanto a MV Agusta ainda faz parte deste império familiar.

Senna era amigo pessoal dos irmãos Claudio e Gianfranco Catiglioni, filhos do fundador da Cagiva (acrônimo de "Castiglioni Giovanni Varese"). Compraram a Ducati à beira da falência e, literalmente, a ressuscitaram. Senna tinha uma 851 Superbike no Brasil e, no Principado de Mônaco, onde morava, usava a naked Monster.

No final de 1994, ano de sua morte, a Ducati apresentou uma versão da estupenda superesportiva 916 dedicada ao campeão brasileiro, segundo consta elaborada com indicações estilísticas fornecidas pelo piloto, o que fez o modelo merecedor do logo "Senna", com autorização da família.

Matuiti Mayezo/Folhapress
Senna pilotava uma Ducati 851 no Brasil (foto); em Mônaco, ia de Monster Imagem: Matuiti Mayezo/Folhapress

O sucesso fez surgir outras edições limitadas da motocicleta levando o nome do brasileiro, mesmo após a marca ter sido vendida pela família, em 1996. Tais modelos são extremamente cobiçados. 

O neto do fundador da Cagiva, também chamado Giovanni, era apenas um adolescente na época de ouro de Ayrton Senna. Agora à frente da histórica e vencedora marca MV Agusta, o executivo de 35 anos busca repetir o episódio de sucesso dos negócios da família e convocou ninguém menos que Lewis Hamilton, fã confesso de Ayrton Senna e motociclista convicto.

Em 2015 a MV Agusta lançou uma exclusivíssima naked, a Dragster RR LH (de Lewis Hamilton). Agora chegou a vez da violenta MV Agusta F4 LH44, míssil sobre duas rodas com mais de 200 cv e tiragem limitada a 44 exemplares, número favorito de Hamilton.

Fittipaldi, inclusive, começou competindo em corridas de moto antes de migrar para as quatro rodas. Recentemente, voltou ao mundo das duas rodas lançando uma Kawasaki ZX-10R com pintura preta e filetes dourados, emulando os anos de glória da Lotus com a qual venceu seu primeiro título na F-1, em 1972.

Não menos oportunista foi a Honda CB 450E "Nelson Piquet", hoje peça de coleção. Lançada em 1986 para aproveitar a entrada do brasileiro na equipe Williams -- com a qual no ano seguinte venceria o mundial de F-1 --, a motocicleta foi cobiçada e ao mesmo tempo a mais potente do Brasil. Pintada nas cores do carro do piloto, teve produção limitada a 240 exemplares. 

Já o relacionamento de Michael Schumacher com motocicletas foi exclusivamente prático: com elas, competiu no campeonato alemão de Superbikes em 2008 e 2009, declarando não querer abrir uma carreira paralela à bem-sucedida de piloto de F1, mas apenas desfrutar do que chamava de "a mais entusiasmante das emoções que já havia experimentado".

Sebastian Vettel também tem relação com motos: na adolescência, teve uma Cagiva Mito 125 e seu ídolo era o australiano Mick Doohan, mas nunca cogitou seguir a carreira do guidão. Atualmente, costuma chegar em alguns GPs montado em exemplares de sua coleção, como uma Kawasaki 750 Mach 3 de meados dos anos 1970, como fez na Áustria em 2016, ou na também furiosa Suzuki T500, em 2015 na Hungria.

Só que Vettel é um motociclista pacato e confessa nunca ter chegado perto do chão com seu joelho. Quatro vezes campeão da F-1, afirma que é muito mais fácil um piloto de moto ser rápido ao volante de um carro do que o contrário, afirmação que encontra eco na realidade: na história dos mundiais de Motovelocidade e de Fórmula 1, apenas um homem conseguiu ser campeão em ambas as categorias.

Depois de ser sete vezes campeão mundial nas motos entre 1956 e 1960, o inglês John Surtees migrou para a F-1 onde foi campeão pela Ferrari, em 1964.

Valentino Rossi, nove vezes campeão do mundo na motovelocidade, realizou vários testes com a Ferrari mas jamais deu o definitivo "salto" -- talvez por, como disse Michael Schumacher, não querer abandonar "a mais entusiasmante das emoções", que é pilotar uma motocicleta.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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