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O Motociclista

Quer uma moto maior? Modelos de 300 a 500 cc têm equilíbrio e bom preço

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O MotociclistaRoberto Agresti

Roberto Agresti, editor da Revista da Moto! desde 1994, volta a escrever para UOL Carros. Sua estreia na imprensa automotiva foi em 1984, com passagens pelas revistas Motoshow (atual Motor Show) e Motor 3. Atualmente, é comentarista da rádio CBN/CBN MOTO e colaborador do site AutoEntusiastas desde 2011.

Colaboração para o UOL

27/09/2017 15h48

Os recentíssimos lançamentos da estradeira BMW G 310 R e da Kawasaki X300 Versys servem para destacar a verdadeira pancadaria que está acontecendo neste importante segmento, no qual o consumidor desembolsa em torno de R$ 20 a 25 mil.

Pouca grana certamente não é, mas, pensando bem, por este valor é possível levar para casa modelos com bastante tecnologia, modernos e capazes de oferecer desempenho mais que razoável -- além de, muito importante, manterem a economia, tanto de combustível como a de exercício, em níveis plenamente aceitáveis.

Esta categoria pode ser comparada no mundo dos automóveis à de modelos como Chevrolet Onix, Hyundai HB20 e os recentes Fiat Argo e Volkswagen Polo em suas versões mais evoluídas em termos de motorização, equipamentos e acessórios. Não são modelos "de luxo", mas têm tudo aquilo que um bom carro deve ter, tanto do essencial quanto do supérfluo.

Segundo degrau

De modo geral, o comprador de uma moto desta categoria é um motociclista jovem que já acumulou certa experiência ao guidão de utilitárias de baixa cilindrada. Ele quer dar um "upgrade" em seu padrão de montaria e acrescentar um pouco mais de... tudo: potência, conforto, poder de frenagem, versatilidade e, obviamente, status.

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Kawasaki X300 Versys é outro exemplo de modelo deste segmento Imagem: Divulgação

Um fator que funciona como verdadeiro divisor de águas entre essas motos e os modelos de 125 a 250 cc é a capacidade de encarar rodovias de maneira mais tranquila, uma vez que o limite de 110-120 km/h da maioria das estradas brasileiras exige que as motos da categoria menor sejam "esgoleadas", enquanto que na faixa superior tal ritmo pode ser mantido de maneira mais natural -- e ainda manter alguma reserva de potência para eventualidades.

Não é só no punho do acelerador que reside a vantagem das 300 - 500 cc: o aspecto ciclístico de tais motos -- chassi, suspensões e freios -- também oferece um padrão de dirigibilidade superior. Essa questão não envolve apenas performance, mas principalmente a capacidade de encarar irregularidades da pavimentação pois, por melhores que sejam as atuais utilitárias, quando o ritmo da viagem aumenta (e ainda por cima se houver alguma bagagem ou garupa), as reações de um modelo do segmento superior sempre serão mais adequadas.

Modernidade

Dotadas de motores monocilíndricos ou bicilíndricos, estes modelos de 300 a 500 cc são plenamente alinhados ao que se encontra no restante do mundo e pertencem a uma geração técnica atualíssima, que privilegia durabilidade com desempenho e que na hora da oficina não exigem revisões dispendiosas e/ou especialização extrema.

Não seria exagero dizer que eles são os mais equilibrados da produção atual, já que oferecem performance global ao alcance de motociclistas com pouca experiência e também satisfazem aqueles que têm muitos quilômetros nas costas -- com exceção dos adoradores do desempenho radical, viciados em acelerações insanas e velocidades fora da lei, é impossível que um verdadeiro apreciador de motocicletas não perceba que elas consigam render enorme competência motociclística e prazer na pilotagem.

Tudo isso por cifras extremamente convidativas.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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