Coluna

O Motociclista

Rali é o melhor laboratório para fazer sua moto aguentar qualquer tranco

Divulgação
Para que pilotos profissionais possam chegar cada vez mais perto do limite nas competições off-road, é preciso oferecer um equipamento durável. Tamanho desenvolvimento não tarde em aparecer nos modelos de produção Imagem: Divulgação
Divulgação
O MotociclistaRoberto Agresti

Roberto Agresti, editor da Revista da Moto! desde 1994, volta a escrever para UOL Carros. Sua estreia na imprensa automotiva foi em 1984, com passagens pelas revistas Motoshow (atual Motor Show) e Motor 3. Atualmente, é comentarista da rádio CBN/CBN MOTO e colaborador do site AutoEntusiastas desde 2011.

Colaboração para o UOL

21/08/2017 13h19

Conheça quatro importantes evoluções que até as motocicletas de rua mais simples herdaram das competições off-road

Enquanto você está lendo estas linhas um bando de superpilotos está cruzando o planalto central do Brasil. Rodando em terrenos de todos os tipos, eles estão em busca de uma coisa só: ver a bandeira quadriculada da mais importante competição off-road do Brasil, o Rali dos Sertões.

Etapas difíceis, algumas com quase 700 km de extensão, vão se suceder dia após dia durante quase uma semana de prova, uma verdadeira tortura. Por menos interessado que você seja em competições, é importante saber que corridas têm um papel fundamental no desenvolvimento de motocicletas.

Laboratório perfeito para o desenvolvimento de veículos de qualquer espécie, as pistas de terra ou asfalto oferecem condições de uso extremo que confirmam a validade das soluções técnicas que, tempos depois, acabam incorporadas aos modelos de linha normal de produção.

Se na motovelocidade busca-se desempenho puro, que acabará se refletindo preferencialmente nos modelos de alta gama, ralis de longa duração como o Sertões -- e o mais conhecido de todos eles, o Dakar -- servem como laboratório ideal para as motos do dia a -dia.

Poeira, terrenos ruins, combustível de qualidade ruim e tombos (muitos tombos) são definitivamente fonte de valiosas informações para os técnicos conseguirem oferecer o nível de durabilidade, confiabilidade e eficiência mecânica que você espera de sua motocicleta.

A maior parte desse progresso tecnológico veio das competições e até modelos mais básicos se beneficiam do conhecimento adquirido em ralis.

SIGA UOL CARROS NO YOUTUBE

+ Inscreva-se no canal: https://goo.gl/B4mHyi

+ Instagram: https://www.instagram.com/uolcarros/

Evolução vista na prática

1. Pneus e rodas

Exemplos evidentes da evolução que deriva do off-road radical são pneus e rodas. São cada vez mais raros os episódios de furos, rasgos ou danos à carcaça de pneus em nossas motos. Rodas amassadas e problemas de dirigibilidade decorrentes de uso nas nossas ruas mal pavimentadas ruas, idem.

Onde exatamente está a mágica? No âmbito dos pneus, as carcaças evoluíram por conta não apenas de novos e melhores materiais, mas também de estruturas capazes de garantir a necessária flexibilidade sem perda de resistência.

No que diz respeito à banda de rodagem, o composto de borracha atualmente é formulado com especificações que preveem não apenas o melhor desempenho possível em piso seco ou molhado, como também a capacidade de manter comportamento homogêneo durante toda sua vida útil.

2. Suspensões

As suspensões se beneficiaram de materiais mais robustos e tecnologias inovadoras criadas para o uso extremo no fora-de-estrada. Um ótimo exemplo é o conjunto dianteiro do tipo SFF (garfo de funções separadas, em inglês), nascido no motocross e no rali, e que agora está sendo aplicado às utilitárias urbanas mais básicas da Honda, as conhecidíssimas CG.

Basicamente, o conceito é o de separar a função de amortecimento da função da mola: uma das bengalas atua controlando compressão e extensão, enquanto à outra cabe o papel de mola. O resultado é uma suspensão mais eficiente, robusta e leve, que oferece maior controle e segurança ao motociclista sem que isso encareça o preço final do componente ou torne sua manutenção mais complexa.

3. Motores

Nos motores, à parte a evidente (e obrigatória) evolução em desempenho, eficiência energética, consumo e emissão de poluentes, há o aspecto da confiabilidade. Avanços em metalurgia, sistema de arrefecimento, lubrificantes e filtros dedicados ao sistema de alimentação e lubrificação tornaram os propulsores melhores e mais duráveis.

Hoje, como no passado, é fundamental seguir à risca as recomendações dos fabricantes quanto aos intervalos de manutenção, mas a qualidade construtiva e o uso de óleos e fluidos de maior qualidade, em geral, ajudam a reduzir substancialmente as visitas ao mecânico, o que significa economia (de tempo e dinheiro) e tranquilidade ao usuário.

4. Transmissão

Muito relevante, também, é o passo adiante dado pelos sistemas de transmissão: a famosa “relação” -- santíssima trindade composta por corrente, coroa e pinhão -- tem atualmente uma durabilidade excepcional se comparada a duas décadas atrás.

Desde que a escolha recaia nos produtos feitos por renomados fabricantes, as correntes atuais não exigem constantes ajustes nem têm aquela malvada e perigosa mania de quebrar.

Linha de chegada é só o começo

Haveria outros tantas partes que poderiam ser mencionadas para exemplificar o progresso que as competições trouxeram para nossas motos comuns de rua, porém o recado já está dado: os pilotos que aceleram fundo rumo à bandeirada da 25º edição do Sertões estão contribuindo para tornar as motos que você comprará no futuro cada vez melhores.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Ocorreu um erro ao carregar os comentários.

Por favor, tente novamente mais tarde.

{{comments.total}} Comentário

{{comments.total}} Comentários

Seja o primeiro a comentar

{{subtitle}}

Essa discussão está encerrada

Não é possivel enviar novos comentários.

{{ user.alternativeText }}
Avaliar:
 

* Ao comentar você concorda com os termos de uso. Os comentários não representam a opinião do portal, a responsabilidade é do autor da mensagem. Leia os termos de uso

Escolha do editor

{{ user.alternativeText }}
Escolha do editor

Colunas - Coluna O Motociclista
Colunas - Coluna O Motociclista
Colunas - Coluna O Motociclista
Colunas - Coluna O Motociclista
Colunas - Coluna O Motociclista
Colunas - Coluna O Motociclista
Colunas - Coluna O Motociclista
Colunas - Coluna O Motociclista
Colunas - Coluna O Motociclista
Colunas - Coluna O Motociclista
Colunas - Coluna O Motociclista
Colunas - Coluna O Motociclista
Colunas - Coluna O Motociclista
Colunas - Coluna O Motociclista
Colunas - Coluna O Motociclista
Colunas - Coluna O Motociclista
Colunas - Coluna O Motociclista
Colunas - Coluna O Motociclista
Colunas - Coluna O Motociclista
Colunas - Coluna O Motociclista
Colunas - Coluna O Motociclista
Colunas - Coluna O Motociclista
Colunas - Coluna O Motociclista
Colunas - Coluna O Motociclista
Colunas - Coluna O Motociclista
Colunas - Coluna O Motociclista
Colunas - Coluna O Motociclista
Colunas - Coluna O Motociclista
Colunas - Coluna O Motociclista
Colunas - Coluna O Motociclista
Colunas - Coluna O Motociclista
Colunas - Coluna O Motociclista
Colunas - Coluna O Motociclista
Colunas - Coluna O Motociclista
Colunas - Coluna O Motociclista
Colunas - Coluna O Motociclista
Colunas - Coluna O Motociclista
Colunas - Coluna O Motociclista
Colunas - Coluna O Motociclista
Colunas - Coluna O Motociclista
Colunas - Coluna O Motociclista
Colunas - Coluna O Motociclista
Colunas - Coluna O Motociclista
Colunas - Coluna O Motociclista
Colunas - Coluna O Motociclista
Colunas - Coluna O Motociclista
Colunas - Coluna O Motociclista
Colunas - Coluna O Motociclista
Colunas - Coluna O Motociclista
Colunas - Coluna O Motociclista
Topo