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O Motociclista

Moto com 2, 3 ou 4 cilindros? Saiba quais são as vantagens de cada uma

Marcio Melo/Folhapress
Maior quantidade de cilindros, hoje em dia, não significa mais ter potência e torque abundantes, mas sim de oferecer a maior potência em altos giros. Por isso o som fascinante... Imagem: Marcio Melo/Folhapress
Divulgação
O MotociclistaRoberto Agresti

Roberto Agresti, editor da Revista da Moto! desde 1994, volta a escrever para UOL Carros. Sua estreia na imprensa automotiva foi em 1984, com passagens pelas revistas Motoshow (atual Motor Show) e Motor 3. Atualmente, é comentarista da rádio CBN/CBN MOTO e colaborador do site AutoEntusiastas desde 2011.

Colaboração para o UOL

04/07/2017 16h10

Conheça as principais qualidades dos diferentes tipos de motor oferecidos em modelos de médio porte no Brasil

Uma dúvida frequente nos motociclistas que querem dar um passo à frente e trocar uma moto pequena por uma maior e mais potente é com relação à motorização.

O mito do motor de quatro cilindros em linha ainda fala muito alto nos corações dos apaixonados. Literalmente, inclusive, pois nada é mais fascinante do que o ronco deste tipo de motor quando acelerado a fundo.

O fascínio dos "quatro-em-linha", cujo maior ícone recente é a Honda CB 600F Hornet, não se explica apenas pela sonoridade do escape: a performance brutal aliada à mecânica refinada é uma fórmula de sucesso que surgiu há muito tempo, no final dos anos 1960, quando a Honda apresentou a estonteante CB 750 Four.

Tal motocicleta foi um verdadeiro divisor de águas tecnológico pois consolidou a superioridade nipônica ante a até então dominante indústria motociclística europeia. Desde então, a receita do motor de quatro cilindros em linha é prioritária quando se busca desempenho.

Menos é mais?

Sair das pequenas motos equipadas com resistentes e econômicos motores de apenas um cilindro é sonho de muitos, mas evitar que tal passo se torne um pesadelo é muito importante.

Saber, por exemplo, que a complexidade técnica de um motor de quatro cilindros cobra seu preço não só na hora da compra, mas também na bomba de combustível e na manutenção, também é fundamental.

A solução, qual é? Talvez lembrar que atualmente há uma farta oferta de motocicletas com motores de dois ou três cilindros, que vão dos 300 cc aos 800 cc e oferecem performance sem custos -- tanto de aquisição como de manutenção -- dentro de parâmetros bem mais acessíveis.

A tecnologia atualmente empregada nas modernas bicilíndricas fez com que elas tenham dado verdadeiros pulos à frente, não apenas em termos de desempenho, como também em prazer na pilotagem.

Motores menos fracionados, ou seja, com menor número de cilindros, podem oferecer proporcionalmente mais torque em baixas e médias rotações do que motores tetracilíndricos, que por sua vez têm como característica principal a oferta de maior potência em altos giros. Daí vem o urro fascinante...

Sendo assim, para um uso esportivo, nada melhor do que o gritador de quatro canecos em linha. Mas se a ideia for ter uma moto com bom desempenho que proporcione facilidade de condução e ao mesmo tempo economia de combustível e manutenção, optar por motores com menos cilindros pode ser mais inteligente.

Entenda seu perfil

O importante é escolher o que realmente serve e o que se encaixa na realidade da utilização pretendida: se é esportividade, motores com maior número de cilindros são a opção ideal, apesar dos custos maiores. Se for o equilíbrio entre performance e economia, os modernos bicilíndricos são a opção ideal.

Quanto aos tricilíndricos, estes têm características mais próximas aos dos motores quatro em linha em termos de complexidade mecânica. Só que eles também trazem algo do caráter dos bicilíndricos, como o torque que surge em rotações mais baixas, assim como uma pitada de esportividade a mais. Porém, isso cobra seu preço em consumo de combustível e manutenção.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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