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VW põe Ducati à venda e fãs ligam sinal de alerta: quem será o novo dono?

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Principal temor é que novos proprietários "metam o bedelho" sobre modo italiano de criar motos como a 1299 Superleggera Imagem: Divulgação
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O MotociclistaRoberto Agresti

Roberto Agresti, editor da Revista da Moto! desde 1994, volta a escrever para UOL Carros. Sua estreia na imprensa automotiva foi em 1984, com passagens pelas revistas Motoshow (atual Motor Show) e Motor 3. Atualmente, é comentarista da rádio CBN/CBN MOTO e colaborador do site AutoEntusiastas desde 2011.

Colaboração para o UOL

08/05/2017 11h28

Grupos de China e Índia já teriam demonstrado interesse na marca, gerando preocupações sobre ameaça ao "DNA italiano"

Em 2012 a icônica marca de motocicletas italiana Ducati foi comprada pela Audi, que por sua vez pertence à Vollkswagen. O ruidoso negócio foi fechado por 860 milhões de euros, valor que não incluía os débitos da empresa.

À época, a Ducati pertencia à Investindustrial, da poderosa família Bonomi (detentora de 70% das ações), à também italiana BS Investimenti (20%) e a um fundo de pensão canadense (10% restantes).

Na ocasião, muito se falou sobre qual a real motivação dos alemães na compra. Uma hipótese seria adquirir domínio sobre a fabricação de motores com capacidade cúbica pequena e elevada potência específica.

Outra era a simples oportunidade de fazer um bom negócio: a Investindustrial queria vender e a Volkswagen tinha caixa. Com tal manobra, daria sequência à expansão em segmentos charmosos, de nicho, repetindo o sucesso da operação de 1998, em que adquiriu outra badalada marca italiana, a Lamborghini -- vizinha da Ducati nas cercanias de Bolonha, aliás. 

Grana alemã, direção italiana

Cinco anos se passaram e os ventos parecem ter mudado. As pesadas multas do escândalo conhecido por dieselgate parecem indicar que, ao invés de se expandir, a Vollkswagen precisa no momento focar em seu core business, as quatro rodas, e fazer caixa rapidamente.

Sob a propriedade dos alemães a Ducati continuou prosperando: 2016 foi o sétimo ano consecutivo da empresa gerando lucros, com faturamento bruto de 761 milhões de euros, sendo 51 milhões de lucro líquido. Crescimento de 4,1%.

Muito importante para os fãs de suas motocicletas foi que esta passagem da Ducati de mãos italianas para alemãs não mudou uma vírgula a filosofia que transformou a falida empresa dos anos 80 em bicho-papão das pistas, capaz de bater gigantes como Honda e Yamaha na MotoGP e, especialmente, no Mundial de Superbikes. A cúpula 100% italiana foi mantida, assim como a fama de excelência técnica. Aos alemães coube “apenas” contar os euros de lucro.

Candidatos à compra

A pedida atual pela Ducati, segundo indiscrições, é algo entorno do 1,5 bilhão de euros, praticamente o dobro da quantia paga em 2012.

Entre os possíveis compradores da Ducati estão empresas chinesas, como por exemplo a gigantesca SAIC Motors, ou a indiana Hero Motor. Seja como for, o temor maior é que o novo dono não repita a atitude dos executivos da Audi e queira "meter o bedelho" na condução da empresa.

Comenta-se que a única coisa que mudou na Ducati de 2012 para cá, quando os donos da marca de Bolonha passaram a ser alemães, foi a marca dos carros no estacionamento da diretoria. Sairam os Alfa Romeo e Mercedes-Benz e chegaram os Audi. E agora, o que acontecerá?

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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