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O Motociclista

Populares na Europa, triciclos compactos seriam ótimos nas ruas do Brasil

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O MotociclistaRoberto Agresti

Roberto Agresti, editor da Revista da Moto! desde 1994, volta a escrever para UOL Carros. Sua estreia na imprensa automotiva foi em 1984, com passagens pelas revistas Motoshow (atual Motor Show) e Motor 3. Atualmente, é comentarista da rádio CBN/CBN MOTO e colaborador do site AutoEntusiastas desde 2011.

Colunista do UOL

13/02/2017 13h23

Triciclos motorizados existem faz tempo. Os mais vistos nas ruas do Brasil atualmente são volumosos modelos artesanais com motores de derivação automobilística posicionados na traseira. Um par de largos pneus sustenta o peso de praticamente toda a mecânica e a uma solitária e distante roda dianteira, fininha, sobra o papel de dar a direção à geringonça.

A insólita arquitetura não permite milagres e quem já dirigiu um desses sabe que ele pode ser tudo: divertido, chamativo, exótico, mas jamais um veículo prático, tampouco seguro. De fato, une o "pior dos dois mundos": entala nos congestionamentos como um carro e, em caso de mau tempo, deixa seus usuários ensopados como uma moto.

A fórmula da praticidade

Bem diferentes são os modelos de três rodas de nova geração cujo pioneiro foi o Piaggio MP3, lançado há praticamente uma década. O triciclo italiano subverteu a ordem, posicionando duas rodas na frente com bitola estreita, para não prejudicar a agilidade. Porém, a sacada mais genial foi o sofisticado sistema de suspensão dianteira, que permite inclinar nas curvas.

O motor integrado ao sistema de suspensão traseiro, formando um conjunto único e compacto, favoreceu a distribuição das massas e a sempre necessária habitabilidade. Proteção para piloto e passageiro, encaixados atrás da carenagem, é excelente. A cereja do bolo está no amplo espaço sob o banco, capaz de abrigar capacetes e tralhas de diversos tipos.

Prático que só, o Piaggio MP3 fez e ainda faz razoável sucesso. Existe em versões de 125 a 500 cc e logo ganhou clones, como o requintado Peugeot Metropolis -- um luxuoso 400 cc desenvolvido com o "dedo" da divisão de automóveis do grupo PSA.

Além da Itália, pátria deste novo conceito de veículos, é a França um dos maiores mercados dos scooters de três rodas. Especialmente em Paris se vê muitos triciclos. Explicação? Talvez o piso de boa parte das ruas por lá ser realizado de "pavê", pequenos blocos de granito que, quando molhados, tornam-se tremendamente escorregadios.

Aí está uma incomparável vantagem dos três-rodas: incomparável estabilidade e aderência proporcionada não apenas pelos três pontos de apoio ao solo, como também pelo mencionado sistema de suspensão.

Com impressionante capacidade de frenagem e inclinação de até 40 graus nas curvas, atrai consumidores ao oferecer diversão e segurança. Gasto com combustível (em virtude do maior peso), preço e manutenção obviamente saem mais caros se comparados aos de scooters de mesma capacidade cúbica. É o senão que complica sua popularização.

Japoneses se rendem à tendência

Apenas em 2014 a indústria japonesa, há décadas dona do mercado mundial de motos, apresentou sua interpretação da nova fórmula de triciclos. A gigante Yamaha lançou o Tricity 125 e, sem poder usar o sistema de suspensão dianteira por quadrilátero deformável, patente do MP3, optou por um par de suspensões telescópicas.

Mais leve, simples e menor, o Tricity 125 se propôs como um três-rodas mais acessível e que conserva as qualidades evidenciadas pelos pioneiros europeus. 

E o Brasil?

Poucos meses atrás a marca japonesa dobrou a aposta na sua peculiar receita de triciclo lançando o Tricity 155, cuja maior capacidade expande o leque de opções sem prejudicar agilidade e praticidade. Para nós, a boa novidade que é que a divisão local da Yamaha trouxe algumas unidades do Tricity para avaliar a possibilidade de integrá-lo à gama.

Submetido a um breve test-ride pela imprensa especializada nacional, o triciclo comprovou que pode ser uma excelente opção para o mercado brasileiro: além de suas inegáveis qualidades dinâmicas, tem capacidade de engolir nossa má pavimentação com desenvoltura.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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