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O Motociclista

Mais de 30 motos foram lançadas em 2016; conheça as 10 mais importantes

Divulgação
O MotociclistaRoberto Agresti

Roberto Agresti, editor da Revista da Moto! desde 1994, volta a escrever para UOL Carros. Sua estreia na imprensa automotiva foi em 1984, com passagens pelas revistas Motoshow (atual Motor Show) e Motor 3. Atualmente, é comentarista da rádio CBN/CBN MOTO e colaborador do site AutoEntusiastas desde 2011.

Colunista do UOL

29/12/2016 17h44

Em ano péssimo para a indústria, número de lançamentos surpreende

O pior ano da década para indústria motociclística nacional foi, paradoxalmente, fértil em lançamentos. Mais de três dezenas de novidades chegaram às revendas em 2016.

Em parte, tal efervescência se deve à nova legislação, mais restritiva em termos de emissões, no ano que vem: a 2ª fase do Promot M4. Ele obrigou fabricantes a ajustar detalhes específicos em alguns modelos e dar aquele "tapinha" no visual e na técnica de motos mais defasadas.

Outra razão para tanta novidade vem de planejamentos antecipados -- leia: lançamentos programados antes da crise --, que foram mantidos apesar do mau momento. Outro fator importante foi o de estimular a vontade de compra dos poucos clientes que preservaram alguma capacidade de investimento, na faixa alta do mercado, o que explica alguns lançamentos de alta cilindrada.

Nesta última coluna de 2016, veja os dez modelos mais importantes lançados este ano.

Renato Durães/Infomoto
Imagem: Renato Durães/Infomoto
1. Yamaha NMax

É ousadia colocar um scooter no primeiro lugar, mas os motivos são simples. Enquanto os outros segmentos do mercado apresentaram forte retração nas vendas em comparação com 2015, os scooters continuaram com a bola cheia em 2016. O NMax chegou pretensioso, para brigar de frente com o Honda PCX -- que, logo depois do lançamento do rival, teve preço reduzido, fenômeno incomum que mostra a competência do recém-chegado, estimulando saudável concorrência onde quem ganha é o consumidor.

Mario Villaescusa/Infomoto
Imagem: Mario Villaescusa/Infomoto
2. Honda XRE 190

Uma moto cheia de qualidades que pertence ao segmento trail, que nos últimos anos tem se mostrado o "queridinho" do mercado. No entanto, as vendas ainda estão devagar. A culpa? Talvez da própria Honda, que tem em sua linha uma moto muito parecida, a NXR 160 Bros -- a motocicleta trail mais vendida do mercado. A Bros, dependendo da versão, é R$ 2 mil reais mais barata que a XRE 190, mas não tem o fundamental freio com ABS na dianteira, equipamento de segurança que pelo jeito ainda não é visto como essencial pelo cliente padrão desta faixa de mercado.

Mario Villaescusa/Infomoto
Imagem: Mario Villaescusa/Infomoto
3. Honda Biz 110i

O antigo slogan das Biz, "...só não combina com posto de gasolina...", cai como uma luva para a mais recente versão deste best-seller da Honda, que em 2016 estreou o moderno e econômico motor 110, alimentado por injeção, que surgiu na Pop em 2015. A Biz 110i é um dos mais populares modelos da marca líder de mercado, uma espécie de "jabuticaba" por causa de características brasileiríssimas que nenhuma outra Honda no mundo possui. Deriva da lendária CUB (vendida por aqui como Dream), a Honda mais vendida em todo o planeta, que entre nós ganhou um utilíssimo porta-capacete sob o assento. De motor novo, e muito econômico, segue sendo a motoneta mais querida do país.

Mario Villaescusa/Infomoto
Imagem: Mario Villaescusa/Infomoto
4. Kawasaki H2R

Uma motocicleta de R$ 350 mil que a própria Kawasaki declarou ter como meta vender uma única unidade no Brasil é importante? Sim, muito, e explico por quê: motos são veículos fascinantes por diversos aspectos e um deles é o fator desafio. Não é todo mundo que se dispõe -- e consegue -- pilotar motocicleta, menos ainda os que o fazem bem. Uma moto como a H2R e sua insana potência de 326 cv é surreal -- uma espécie de "Monalisa das motocicletas": cara, misteriosa e inalcançável. Uma máquina que se destina a capturar corações e mentes, mas não apenas dos aficionados por motos, também de um público mais heterogêneo. Uma criança que olhar para a Kawasaki H2R, mesmo que por foto, jamais se esquecerá dela. O feitiço da mais potente Ninja de todos os tempos seduzirá futuros clientes, conquistados pela emoção e pelo desafio "non sense" que ela representa.

Divulgação
Imagem: Divulgação
5. Yamaha Neo 125

Outro scooter? Sim, e um Yamaha, marca que no começo dos anos 1990 foi pioneira neste segmento quando ele praticamente não existia (Jog 50, BW'S, lembram?). Depois, a fabricante literalmente dormiu, deixando de apostar nas rodas pequenas e permitindo que Suzuki Burgman e Honda Lead estabelecessem o novo padrão da categoria. O atual Neo 125 só tem o nome em comum com o antigo Neo, e sua maior qualidade é, de longe, o precinho camarada: cerca de R$ 8 mil. Simplesmente não tem rivais.

Murilo Góes/UOL
Imagem: Murilo Góes/UOL
6. Honda CRF 1000L Africa Twin

É um sucesso no mundo todo desde que as vendas começaram, no primeiro semestre de 2015. Aqui, chegou apenas no fim de 2016, mas a Honda aposta forte que ela será a rainha da categoria. Tem um nominho famoso, que remete a um lendário modelo dos anos 1990, com o qual compartilha apenas o espírito aventureiro. Moderníssima, a maxitrail concilia as qualidades turísticas das gigantes do segmento (leia-se BMW R 1200 GS) com a agilidade das 800 cc. Apesar de a Honda ter "pesado a mão" no preço, a carreira da nova Africa Twin no Brasil, apesar da crise, deve ser brilhante.

Infomoto
Imagem: Infomoto
7. Ducati Scrambler

A Scrambler é a mais acessível das Ducati, marca que antes do lançamento deste modelo era vista como sonho distante e inacessível em virtude da exclusividade e dos preços elevados de seus modelos mais famosos, especialmente os superesportivos. A Scrambler é simples, básica e estilosa, ferramenta ideal para a marca italiana se enraizar no Brasil e aumentar sua fatia de mercado.

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8. Triumph Street Twin

Triumph são motocicletas admiradas no mundo todo. Boa parte disso se deve à exclusividade que ainda emana de uma marca que é alternativa às mais óbvias escolhas japonesas, italianas ou alemãs. A família mais clássica da marca foi renovada em 2016 no Brasil e a Street Twin é a mais acessível delas. O discurso feito para a Ducati Scrambler também serve para esta moderna moto com cara de antiga: servirá como elemento de disseminação das Triumph entre os brasileiros.

Mario Villaescusa/Infomoto
Imagem: Mario Villaescusa/Infomoto
9. Yamaha MT-03

A pequena bicilíndrica dá um show de forma e conteúdo. É a naked que todo fabricante gostaria de ter no catálogo e a mais ambicionada motocicleta de uma categoria que só tende a crescer. Sonho de consumo de quem quer sair das utilitárias. Terá de se confrontar com a BMW G 310R, que em breve será lançada no Brasil.

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10. BMW F 700 GS

Mal foi lançada e já está dando o que falar. Trata-se do clássico exemplo do "menos é mais": baseada na irmã de sucesso F 800 GS, que é mais potente, mais alta e mais cara, chegou para atender quem não precisa de tanto, mas quer usufruir da proverbial eficiência bávara.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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