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Novo Volkswagen Jetta estreia com qualidades para ser "o melhor do resto"

Murilo Góes/UOL
Modelo será vendido em duas versões de acabamento e motor 1.4 turboflex Imagem: Murilo Góes/UOL
Fernando Calmon

Fernando Calmon, engenheiro, jornalista e consultor, dirigiu a revista Auto Esporte e apresentou diversos programas de TV. Escreve às terças-feiras.

Colaboração para o UOL, de São Paulo (SP)

26/09/2018 14h55

Sétima geração do sedã traz design elegante e tecnologia para ficar atrás apenas de Honda Civic e Toyota Corolla

Mercado de sedãs médio-compactos sofre forte concorrência dos SUVs, perde fôlego, mas ainda atrai um público fiel e menos afetado por modismos. Pelo menos 17 marcas já ofereceram esses modelos; restaram 14, mas só oito têm algum peso nas vendas. Corolla é o dono do segmento, seguido por Civic, Cruze, Focus e Jetta.

O sedã da Volkswagen chega agora à sétima geração e é todo novo. Registrou antes um ciclo de vida da sexta geração (a primeira descolada do Golf) demasiadamente estendido: oito anos. Seu perfil se amolda à tendência atual de estilo com balanço dianteiro mais curto e o traseiro mais longo. A solução para a coluna traseira é elegante. O ganho na distância entre eixos de 3,7 cm garante espaço adicional para pernas no banco de trás. Carroceria 2,1 cm mais larga ampliou folga para os ombros. Porta-malas manteve bons 510 litros.

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O interior inclui atmosfera aconchegante e iluminação ambiente em 10 cores elegíveis. Tela multimídia de 8 polegadas forma conjunto de visual contínuo com o quadro de instrumentos virtual na versão de topo. Jetta não dispõe de certos itens existentes em modelos recentes da marca (Polo e Virtus) como saída de ar-condicionado para o banco traseiro e borboletas no volante para troca de marchas do câmbio automático (presentes até no Gol e Voyage). Mas o freio de estacionamento é eletromecânico.

Em compensação oferece conjunto de itens de segurança dos mais respeitáveis: frenagem automática pós-colisão, controle de cruzeiro adaptativo, freio automático para evitar colisões em baixa velocidade (até ao dar ré), alerta de distância do veículo à frente, seis airbags, luzes de rodagem diurna e faróis de LED, entre outros.

Há duas entradas USB (sem iluminação) e carregador de celular por indução é só acessório (de R$ 500). Ainda assim, manual do proprietário é integrado ao aplicativo de celular, que responde até 11 mil perguntas sobre características do carro. E central multimídia aceita espelhamento do Android Auto e Apple Car Play. Teto solar panorâmico (R$ 4.990) é opcional.

Rodando com o Jetta o destaque é o silêncio a bordo. Rivaliza até com Passat e outros modelos de segmento superior. Único motor disponível, de 1,4,-L turboflex de 150 cv e 25,5 kgfm, assegura agilidade tanto em cidade como nas ultrapassagens de estrada, embora nada arrebatador. Freios e direção eletroassistida seguem o bom padrão da marca.

São apenas duas versões, dentro da estratégia da marca de simplificar o portfólio: Comfortline (R$ 109.990) e R-Line (119.990). Na realidade o preço real é até um pouco mais em conta considerando as três primeiras revisões gratuitas (preço estimado em torno de R$ 1.400). VW não confirma, mas certamente haverá mais adiante uma versão de entrada e um motor mais potente. O posicionamento de preço é bem competitivo, em especial frente ao Corolla, ao se considerar a diferença de equipamentos de série em favor do sedã importado do México.

Jetta chega às lojas em outubro. Por suas qualidades intrínsecas e se tratar de um modelo inteiramente novo, aspira chegar ao pódio mesmo que em posição inferior aos dois japoneses. Estes, somados, dominam hoje dois terços do segmento.

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Alta Roda

Alta Roda
Imagem: Alta Roda
+ Renault nem se esforçou em negar o lançamento no Brasil do seu primeiro SUV com traços de cupê, onda iniciada pelo BMW X6, em 2014, e seus seguidores. Arkana estará à venda, primeiro na Rússia, já em 2019. Terá versão evoluída e maior da arquitetura Duster/Captur. A Coluna adianta início de produção nacional: previsto para setembro de 2020 com motor turbo.

+ Toyota Yaris, nas versões hatch e sedã, sobressai pelo silêncio de rodagem e suspensões muito bem calibradas. Sistema de direção é preciso, mas tem retorno à posição central algo lento. Desenho do painel e assoalho traseiro plano destacam-se. Algumas falhas de acabamento interno, revestimento do porta-malas e tanque de apenas 45 litros são pontos fracos.

+ Porsche confirmou retirada de produção de motores a diesel no Macan e Panamera (no novo Cayenne já estavam descartados). Décima fabricante a desistir desse tipo de motor, substituindo-o por híbridos plugáveis a gasolina. Marcas europeias cometeram esse erro estratégico por tempo demais, sem avaliar bem os altos custos das “muletas” exigidas pelo diesel.

+ Salão do Automóvel de São Paulo exibirá o sensacional McLaren Senna, supercarro de R$ 8 milhões. Apenas três unidades serão vendidas no Brasil de uma série limitada de 500. Pesa apenas 1.198 kg para 800 cv. Entre outras curiosidades do salão, o Oxygen, da Goodyear: usa fotossíntese para captar CO2 e devolver oxigênio por meio de musgos vivos nas laterais do pneu.