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Motor 1.0 de 185 cv? Brasília tem programa para acelerar projetos como este

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Bancada de testes: aprovação de motores nacionais mais eficientes pode ser acelerada com projeto Imagem: Divulgação/CPEbio
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Alta RodaFernando Calmon

Fernando Calmon, engenheiro, jornalista e consultor, dirigiu a revista Auto Esporte e apresentou diversos programas de TV. Escreve às terças-feiras.

Colaboração para o UOL

06/12/2017 19h44

"RenovaBio" mexe com emissão de gases; "efeito colateral" é acelerar desenvolvimento de carros com motores melhores no país

A Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) promoveu há alguns dias em São Paulo o seminário Eficiência Energética e Biocombustíveis. Um dos trabalhos apresentados, da Universidade Federal de Minas Gerais, foi sobre o desenvolvimento em laboratório de um motor exclusivamente a etanol. 

Depois de 14 anos, chegou a um resultado surpreendente ao aproveitar todo o potencial e características específicas do biocombustível: esse motor de 1 litro, sobrealimentado por turbo, entrega 185 cv. Seu consumo é até 10% inferior a um equivalente a gasolina. 

"O etanol sempre superou a gasolina em termos de eficiência energética. A novidade aqui é a paridade de consumo de combustível", explicou o professor José Baeta. 

A viabilidade comercial dependerá de mais estudos e investimentos. Como destravar isso? Em tese, com programas como o "RenovaBio".

Vamos a Brasília

O chamado "RenovaBio" é um projeto de lei importante para manter sob controle -- ou mesmo diminuir -- as emissões de gases de efeito estufa de veículos a combustão. Foi aprovado na última semana pela Câmara dos Deputados, em Brasília (DF). Acredita-se que a tramitação pelo Senado do chamado será tranquila e, finalmente, o Brasil terá um mecanismo moderno para limitar a liberação de CO2 na atmosfera.

Os meios de transporte (terra, mar e ar) respondem cerca um quarto das emissões totais deste gás a cada ano. O CO2 é capaz de provocar mudanças climáticas, segundo a maioria dos cientistas. Há os que discordam, porém está bem difícil convencer seus pares de que o gás carbônico tem efeito neutro sobre o clima do planeta.

"RenovaBio" é um programa estratégico bem estruturado e recebeu aperfeiçoamentos em sua tramitação. Uma das mudanças desconsiderou metas anuais obrigatórias de adição de etanol à gasolina ou de biodiesel ao diesel, para aliviar pressões oportunistas -- estas mais atrapalham do que ajudam.

O Brasil assumiu diretrizes de descarbonização dos transportes previstas na Conferência Mundial do Clima e precisava mesmo de uma legislação sem subsídios ou renúncia fiscal para biocombustíveis.

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Inspiração californiana

A ideia do "RenovaBio" teve inspiração nas leis do estado americano da Califórnia. Para cumprir as metas cria-se o comércio de créditos de carbono (CBios). As grandes emissoras (petrolíferas, em essência) compram créditos dos produtores de biocombustíveis. Estes são estimulados a buscar máxima produtividade e assim gerar mais Cbios. Fabricantes de veículos também se sentiriam estimulados a investir em motores mais eficientes -- como o 1.0 turbo de 185 cv.

Na verdade, essa é uma tendência em curso e só precisava desse empurrão estratégico. Desde 2014, Unicamp, USP, ITA e Instituto Mauá de Tecnologia receberam o apoio do Grupo PSA (Peugeot, Citroën, DS e Opel) e da Fapesp para fundar o Centro de Pesquisa em Engenharia (CPE) Professor Urbano Ernesto Stumpf -- o nome homenageia o cientista falecido em 1998, considerado o pai do motor a etanol no Brasil.

Com o RenovaBio, abre-se a possibilidade de autossustentação de CPEs que, além de oferecer resultados práticos, possam absorver riscos ao pesquisar algo inédito e avançado, como acontece nos EUA, Europa e Japão. Colaboram com o Centro acima citado cientistas da França, Itália, Inglaterra e Alemanha.

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Imagem: Alta Roda
+ Estratégia da Ford para importar o Mustang incluía, desde o início, a versão repaginada da última geração. Em geral isso ocorre depois de quatro anos, mas neste caso a previsão era mudar no terceiro ano. Pré-venda em 11 de dezembro na faixa dos R$ 300 mil em versão única, chamada GT Premium. Motor V8 de 466 cv é comandado por câmbio automático de 10 marchas.

+ Projeto Berlineta deve se materializar em 2019. Trata-se de um carro de competição brasileiro em colaboração com a ítalo-germânica Micla. Apenas 850 kg de peso, motor central, tração traseira e mecânica a definir. Seu estilo é um tributo ao inesquecível Willys Interlagos, a versão nacional do Alpine A108, cuja releitura moderna acaba de estrear na Europa.

+ Atmosfera interna e motor 1.0 turbo são os grandes destaques do novo Polo. Bancos com assentos generosos, painel bem projetado, espaço para pernas na parte traseira, precisão de direção e ótimo câmbio automático de seis marchas completam o conjunto. Rodas de aro 17 da versão Highline tornam o rodar mais áspero que as de aro 15 da Comfortline.

+ Faróis de LED (Diodos Emissores de Luz, em inglês) vão substituir de forma mais rápida do que se pensava os de xenônio. Embora a tecnologia de LED seja cara, o aumento de produção está diminuindo seu custo. Além disso, ao contrário de lâmpadas de xenônio, LEDs dispensam sistemas de regulagem automática de altura dos fachos e de limpeza das lentes por jato de água.

+ Para inibir o uso do celular enquanto se está ao volante, a GM decidiu entrar no ramo de comércio eletrônico, nos EUA, por meio da central multimídia no painel. De início, a oferta de itens é pequena: apenas reservas em restaurante, teatro e pequenas compras. Faz parte da estratégia de evitar distrações e será disponibilizada aos poucos em toda a linha de modelos daquele mercado.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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