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Caronas e aluguéis ganham evidência e "carro próprio" tem risco de extinção

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Compartilhamento de carros é nova tendência mundial: para quê comprar se você pode alugar e gastar menos? Imagem: Reprodução
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Alta RodaFernando Calmon

Fernando Calmon, engenheiro, jornalista e consultor, dirigiu a revista Auto Esporte e apresentou diversos programas de TV. Escreve às terças-feiras.

Colaboração para o UOL

29/11/2017 15h49

Soluções alternativas à propriedade de um automóvel para uso cotidiano e mesmo para viagens continuam a despertar interesse em vários países. Há opções que variam de aplicativos de caronas pagas, como "Uber" e "Blablacar", por exemplo, ao compartilhamento de um mesmo veículo, aluguéis temporários (por horas até) e convencionais, caronas entre conhecidos e outras possibilidades criativas.

Tudo isso, porém, ainda apresenta diferentes graus de aceitação em várias partes do mundo. Por esse motivo, uma das maiores companhias de pesquisa de mercado automobilístico, a norte-americana J.D. Power, decidiu avaliar como os chineses encaram essa possibilidade de abrir mão da propriedade de seu meio de transporte.

Antes é importante saber que a relação de 200 veículos por 1.000 habitantes na China (um carro para cada cinco pessoas) é muita baixa frente aos 800 dos EUA (quatro carros para cinco) e principais países da União Europeia (o Brasil também está na faixa de 2/5, como a China).

Em números absolutos, no entanto, os 25 milhões de veículos vendidos por ano na China fazem do país mais populoso do mundo um mercado extremamente atraente. Os melhores anos nos EUA limitam-se a 17 milhões de unidades/ano e com tendência de acomodação. Já a China continuará a fabricar ainda mais veículos -- de 5% a 6% de crescimento anualmente -- sem se vislumbrar ainda em quando esse ritmo pode começar a cair.

Apesar de os americanos terem apresentado e desenvolvido os aplicativos de carona, pesquisas apontam que 69% dos motoristas ainda preferem manter a propriedade sobre um automóvel. No Brasil, essa proporção deve ser maior pela baixa densidade da frota frente ao número de habitantes.

Reprodução/Enel
Algumas cidades brasileiras, como Curitiba (PR), já têm projetos de elétricos compartilhados e postos de recarga Imagem: Reprodução/Enel

Surpresa

A China surpreendeu os pesquisadores. De acordo com o relatório de satisfação dos consumidores sobre soluções de mobilidade, publicado neste 28 de novembro último, 19% dos chineses se declaram "muito desejosos" e 51% "levemente desejosos" de abrir mão de possuir um carro em seu nome se opções alternativas estivessem disponíveis.

A empresa de pesquisa atribui esse resultado à expansão sem precedentes dos serviços de carona pago, aliado a um sistema robusto de internet móvel e a meios de pagamento facilitados. Nem mesmo a Uber aguentou o tranco da concorrência com a companhia local Didi Chuxing, da qual foi sócia, e depois se retirou do país. A Didi levou ao surgimento de rivais, porém nenhum a ameaça de perto.

Consumidores chineses apreciam em particular a possibilidade de fazer reserva do carro em serviço, flexibilidade e conveniência, embora destaquem preocupações com a privacidade. O mais surpreendente é o fato de o país ter começado a se motorizar tardiamente, o que em teoria deveria despertar desejo maior de exercer a propriedade.

No entanto, é preciso lembrar de um pormenor: em grandes cidades (como Xangai e Pequim) o governo chinês controla o mercado ao cobrar taxas elevadas pelo direito de ter uma placa de licenciamento. Isso ocorre em razão da poluição causada não apenas por veículos, mas principalmente por usinas termoelétricas a carvão.

Apesar de o relatório apresentar essa surpresa, continua de alguma forma indefinido como os consumidores do resto do mundo farão suas escolhas definitivas: propriedade, pagar pelo uso ou as duas formas.

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Imagem: Alta Roda
+ Rumores confirmaram-se: Carlos Alberto de Oliveira Andrade, presidente do Grupo Caoa, disse que por trás da criação de uma marca 100% brasileira está produção própria de um carro elétrico até 2022 -- tocado em conjunto com a consultoria alemã Edag e reservado para Anápolis (GO). Quanto à Caoa Chery, estuda inéditos sete anos de garantia.

+ Ford agregou valor ao Fiesta 2018: sete airbags, reforços estruturais na carroceria, retoques visuais em grade e para-choque dianteiro, câmera de ré de alta definição e última versão do sistema multimídia. Motor (1.0 EcoBoost) agora está apenas na versão intermediária. Preços: R$ 56.690 a 71.190. Só Europa recebeu nova geração: EUA, Brasil, China e Índia continuam com a atual.

+ Liberadas fotos do sedã compacto anabolizado Fiat Cronos, previsto para chegar ao mercado na Argentina (onde será produzido) e no Brasil em março do ano que vem. Estilo bem atraente e parte frontal marcantemente diferenciada em relação ao hatch Argo, do qual deriva, apesar de a fábrica tratar como plataforma diferente. Espaço interno é praticamente igual nos dois modelos.

+ SUV que marca presença nas ruas, de linhas elegantes e sem penduricalhos é o Peugeot 3008. Dispõe de trem de força saudável, sem dispensar interior criativo e acabamento diferenciado ao utilizar apliques de tecido. Volante de diâmetro reduzido traz prazer ao dirigir. Pormenor dispensável: ponteiro do conta-giros movimenta-se em sentido anti-horário.

+ Jaguar E-Pace também está no programa de vendas antecipadas que várias marcas buscam explorar no mercado brasileiro. Encomendas aceitas agora e entregas em abril de 2018, por preços entre R$ 222.300 e 278.080. Motores de 249 cv e 300 cv. O primeiro SUV compacto da marca estreia ainda câmbio automático ZF de nove marchas igual ao dos Land Rover nacionais.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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