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Marcas já estudam como "blindar" carros elétricos e autônomos de hackers

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Carro autônomo promete chegar logo ao "nível 5", onde não precisa de volante... e se um hacker implantar vírus no sistema? Imagem: Eric Risberg/AP
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Alta RodaFernando Calmon

Fernando Calmon, engenheiro, jornalista e consultor, dirigiu a revista Auto Esporte e apresentou diversos programas de TV. Escreve às terças-feiras.

Colaboração para o UOL

16/11/2017 19h35

Conectividade, automação, compartilhamento e eletrificação são assuntos do momento e, como esperado, dominaram os trabalhos técnicos, conferências e debates no 26º Congresso SAE Brasil, realizado na última semana, em São Paulo. 

Essas quatro vertentes, na verdade, estão em verdadeira ebulição no mundo, provocam discussões algumas vezes acaloradas e inúmeras soluções alternativas. Tudo distribuído em 17 painéis e 151 relatórios, sendo 116 inéditos.

O tema central este ano foi "A mobilidade inteligente e a transição para o futuro". A transição, realmente, é o que gera muitas dúvidas ou mesmo especulações. Uma das preocupações, externada por palestrantes, aponta para segurança dos dados em um mundo conectado. Ainda pairam desconfianças sobre a tal "blindagem" contra hackers ou, simplesmente, falhas tecnológicas.

A solução de veículos autônomos, por exemplo, pode passar por regiões segregadas de tráfego onde todos os veículos (não apenas alguns) teriam condições de trocar informações em tempo real e evitar provavelmente 100% dos acidentes.

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Além do problema de duração das baterias, elétricos conectados também precisarão se livrar de hackers Imagem: Divulgação

Evolução tecnológica

No último dia do Congresso, na semana passada, coincidentemente ocorreu a primeira colisão leve, em Las Vegas, estado de Nevada (EUA), entre um estreante micro-ônibus autônomo e um caminhão. Nada além de arranhões nos dois veículos, porém sem tempo de fazer parte dos debates por aqui.

Mais alguns avanços são necessários, entre eles mapas digitais extremamente precisos e roteadores de tráfego de confiabilidade superior. Neste campo, aproxima-se batalha entre Google Maps e Here (pertencente ao trio alemão Audi, BMW e Daimler).

Até o momento, Google e seu braço Waze conseguiram posição de destaque indiscutível no mundo e no Brasil. Mas já se notam falhas de rotas em ambas as plataformas, algumas mesmo inaceitáveis, que irritam e provocam atrasos desnecessários, quando se buscava exatamente o oposto. Nada como a boa e esperada concorrência para que todos ganhem.

Doug Patton, presidente da SAE International, admitiu a falta de um modelo pronto de compartilhamento de automóveis aplicável em todo o mundo. Na opinião desta Coluna, trata-se de um ponto bastante relevante. Realidades e contrastes são tão diferentes até mesmo dentro de um país, como o Brasil, que é preciso relativizar a apontada "falta de interesse dos jovens pelos automóveis". Em grandes cidades, pode ocorrer graças às opções existentes, entretanto nas médias e pequenas o cenário indica ser outro.

Na exposição agregada ao Congresso, empresas tinham o que mostrar ou mesmo indicar tendências. A brasileira Moura, fabricante de baterias convencionais, tem projetos para as de íons de lítio, mas por enquanto visa apenas nichos de mercado em parceria com chineses.

Por outro lado, a Eaton exibiu um sistema de redução de emissões evaporativas durante o abastecimento em postos de serviço. Essa é uma fonte primária de formação de ozônio, porém implica modificações de projeto nos veículos que demandam tempo e aumento de custos. É um problema a equacionar no futuro breve, além de modificações tanto nos postos, como nas refinarias e nos caminhões-tanque.

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Imagem: Alta Roda
+Embora sem revisar todas suas projeções para este ano, Anfavea admite que maioria dos indicadores -- vendas, produção e exportação -- podem ser superados. Mercado externo baterá recorde histórico graças à Argentina. Isso levou a aumento expressivo de 28,5% de produção, nos dez primeiros meses de 2017. Em breve deixarão de existir trabalhadores afastados.

+ Renault anunciou meta estratégica de participação de mercado no Brasil. Dos atuais 8%, a marca francesa espera subir para 10% em 2022. Parece pouco, mas é ambicioso. Projeções da empresa apontam que os SUV responderão por até 22% das vendas totais de automóveis no país. Detectou, ainda, certo limite para crescimento contínuo deste segmento por razões de preço.

+ Jaguar F-Pace combina interior bem projetado a comportamento dinâmico que, sem ser o mais refinado, atende à maioria das situações. SUV tem acerto de suspensão de certa forma exagerado em "esportividade", mas silêncio interno surpreende por se tratar de motor a diesel (agora de fabricação própria) de 180 cv. A visibilidade é boa, mas o banco merece maior apoio lombar.

+ Durante evento no Haras Tuiuti, no interior de São Paulo, a Mercedes-Benz demonstrou um recurso muito interessante para redução dos efeitos do estresse causado pelo ruído de colisão. Ao detectar situações perigosas, o sistema emite preventivamente o chamado "ruído rosa", com 80 dB a 86 dB, entre 0,4 s e 3 s. Disponível, de início, só no novo Classe E.

+ Apliques, cor azul exclusiva e detalhes de bom gosto estão presentes em uma edição especial da S10 comemorativa do primeiro século de produção mundial de picapes Chevrolet -- com destaque para o logotipo estilizado na grade. As 450 unidades numeradas (preço único de R$ 187.590 é elevado) podem se valorizar em médio prazo. Já foram fabricadas 85 milhões de picapes Chevrolet desde 1917.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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