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Chevrolet Equinox, R$ 149.900, chega com bom preço e equilibrado em tudo

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Alta RodaFernando Calmon

Fernando Calmon, engenheiro, jornalista e consultor, dirigiu a revista Auto Esporte e apresentou diversos programas de TV. Escreve às terças-feiras.

Colaboração para o UOL

26/10/2017 04h00

A participação dos SUVs no mercado brasileiro subiu de 6,8% em 2012 para nada menos de 17,4% em 2017. Do alto desses números nenhum fabricante pode deixar de atacar com mais e mais produtos. Foi exatamente o que a GM fez: para defender sua liderança de mercado, fechou a lacuna existente entre o Tracker e Trailblazer ao decidir importar do México o médio Equinox em sua versão de topo, a Premier.

Esse segmento inclui mais de 15 competidores, desde os nacionais Jeep Compass (este o líder em vendas disparado), Hyundai ix35 e New Tucson a até modelos mais caros da Volvo e Land Rover. No entanto, a Chevrolet mirou na faixa central de preço médio ponderado por vendas, que representa 50% do mercado.

A primeira surpresa é justamente o preço único de R$ 149.900: substitui com vantagem o descontinuado Captiva por oferecer nível de equipamentos bem superior. Mesmo isento de imposto de importação, seu preço parece subsidiado pelo fabricante -- para se ter ideia, o mesmo modelo, com todos os opcionais, é vendido nos EUA por cerca de R$ 120 mil (em conversão direta). Com a carga fiscal muito maior no Brasil, preço sugerido deveria superar R$ 160 mil.

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Equinox estreia no Brasil a versão de acabamento "Premier", topo de gama na linha Chevrolet em todo o mundo Imagem: Divulgação

Seu estilo atrai, mesmo sem ousadias. A cabine tem acabamento similar ao do Cruze, com o qual partilha arquitetura. Por isso, à exceção dos bancos de couro mais requintados, há plásticos duros em excesso, porém a "pobreza" para por aí. Oferece teto solar panorâmico com abertura até o banco de trás, controle de ruído via de cancelamento por ondas sonoras, duas memórias de regulagem elétrica do banco do motorista, vedação tripla das portas e central multimídia de oito polegadas com Android Auto e Apple Car Play, além de carregamento de celulares (compatíveis) por indução. Tampa do porta-malas pode ser aberta ao passar o pé por baixo do para-choque.

Além disso, apresenta bom pacote de segurança: fora seis airbags e assistência de frenagem de emergência, há alertas de colisão frontal, ponto cego, esquecimento de pessoas ou objetos no banco traseiro e de tráfego transversal ao dar ré.

Interessante é o assoalho traseiro plano, apesar de vir com tração integral. Este sistema (acionado por botão) pode variar de 0 a 100% a distribuição de torque não só entre os eixos, como também entre os lados direito e esquerdo.

Motor 2.0 turbo com injeção direta de gasolina entrega 262 cv, 37 kgfm e se integra de forma perfeita a um câmbio automático de nove marchas. Esse conjunto permite acelerar de 0 a 100 km/h em 7,6 s, mais rápido que a maioria dos concorrentes. A potência flui de forma contínua, com troca de marchas pouco perceptíveis. A 120 km/h, motor quase sussurra a apenas 1.600 rpm. Por isso, o ótimo consumo anunciado de 8,4 km/l na cidade e 10,1 km/l na estrada.

Direção e suspensões muito bem calibradas conseguem lidar bem com 1.693 kg de massa total e 4,65 m de comprimento. O Equinox, apesar de altura típica de um SUV, tem dirigibilidade próxima a de um automóvel. Pena o freio de estacionamento elétrico não ter acionamento automático nas paradas.

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Imagem: Alta Roda
+Apesar de nova rodada de pressões das concessionárias Fiat para lançamento de um SUV de maior porte com base na picape Toro, está difícil a marca italiana ceder. Alega que no Grupo FCA cabe à Jeep os utilitários esporte e não haveria razão para dividir mercado com o Compass. Na Itália, porém, Jeep Renegade e Fiat 500 X saem da mesma linha de montagem.

+ Durante fórum Brasil-Alemanha de Mobilidade Elétrica, semana passada em São Paulo, afloraram novas dificuldades para implantação no país: custo alto das estações de recarga rápida (R$ 200 mil), legislação para permitir "varejo" de abastecimento em eletropostos, falta de padronização dos plugues de recarga e transição para veículos elétricos lenta demais.

+ Destaque para o motor Booster Jet do Suzuki Vitara e sua integração com câmbio automático tradicional de seis marchas. Trata-se de um 1.4 turbo de 146 cv e 23,5 kgfm que assegura grande agilidade ao garantir relação peso-potência de 8 kg/cv. Pareamento de telefones via wi-fi é muito prático e sem fios para atrapalhar. Tela multimídia central de 10 polegadas é ótima.

+ Primeiro Congresso Brasileiro do Mecânico, organizado pela Infini Mídia (revistas "O Mecânico" e "Carro"), em São Paulo, mostrou público-alvo bastante interessado em novas tecnologias e de se aproximar dos fabricantes de autopeças. Palestrantes abordaram todo o setor e houve até "desentendimentos" em aspectos mais polêmicos.

+ Inaugurado em São Paulo o Museu da Imprensa Automobilística (Miau), de responsabilidade do jornalista Marcos Rozen. Ambiente aconchegante e de muito cuidado com detalhes, inclusive cafeteria temática, promove verdadeira viagem no tempo sobre a história do setor pelo lado da comunicação especializada. Entrada a R$ 15, por tempo limitado. Contato: miau.museu@gmail.com.

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