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Veja quais os carros mais vendidos do Brasil no 1º semestre por segmento

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Alta RodaFernando Calmon

Fernando Calmon, engenheiro, jornalista e consultor, dirigiu a revista Auto Esporte e apresentou diversos programas de TV. Escreve às terças-feiras.

Colaboração para o UOL

12/07/2017 12h41

Colunista Fernando Calmon divide ranking em categorias e aponta os best sellers de cada uma; SUVs são destaques

Foi uma surpreendente recuperação do mercado brasileiro, acima da esperada. Nos primeiros seis meses de 2017 as vendas cresceram quase 4% em relação ao mesmo período de 2016. A média diária de comercialização no mês passado superou 9 mil unidades pela primeira vez este ano.

Por enquanto os bons resultados concentraram-se nas vendas corporativas, mas o segundo semestre historicamente costuma ser melhor que o primeiro.

Apesar de o consumidor tradicional do varejo, que sustenta o mercado saudável, continuar retraído e com crédito restrito, a queda da inflação abriu espaço para algumas reduções de preços nominais. Os preços reais (descontada a inflação) já estavam estáveis ou em queda.

Outros fenômenos do primeiro semestre: modelos há mais tempo em produção com motores de baixa eficiência energética estão definhando: peruas, crossovers puros e esportivos apresentaram encolhimento de até mais de 50% (curiosamente, carros esporte de verdade aumentaram as vendas em 42%, puxados pela Porsche).

SUVs médio-compactos deram um salto graças ao sucesso do Jeep Compass, que inibiu até o desempenho do Renegade (conforme a coluna previu).

Assumiram liderança no tradicional ranking semestral desta coluna Ford Fusion, Mercedes-Benz SLC, Porsche 911 e Compass em relação a dezembro de 2016. Jaguar aparece duas vezes com o sedã XF e o SUV F-Pace. Hyundai Creta é outro destaque.

Lembrando que a classificação da coluna soma hatches e sedãs da mesma família, independentemente do nome do modelo. Sedãs com entre-eixos de significativa diferença classificam-se à parte (Grand Siena, Logan, Etios e outros). Base é o Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores).

Citados apenas os modelos mais representativos e pela importância do segmento. Compilação de Paulo Garbossa, da consultoria ADK.

+Compactos: Onix/Prisma, 21%; HB20 hatch/sedã, 12% Ka hatch/sedã, 10,4%; Gol/Voyage, 9,9%;  Sandero, 7%; Mobi, 4,6%; Fox, 3,8%; Etios hatch, 3,75%; Uno, 3,7%; up!, 3,3%; Etios sedã, 2,7%; Palio, 2,5%; Grand Siena, 2,4%; Cobalt, 2,1%; Logan, 2%; Versa, 1,6%; Fiesta hatch/sedã, 1,54%; March, 1,5%; City, 1,4%. Dupla líder continua a crescer.

+Médios-compactos: Corolla, 38%; Civic, 19%; Cruze hatch/sedã, 15%; Golf/Jetta, 7%; Focus hatch/sedã, 6%; Sentra, 2,8%; C4, 2,5%. Corolla imbatível.

+Médios-grandes: Fusion, 30%; Mercedes Classe C, 28%; BMW Séries 3/4, 25%. Fusion retoma liderança.

+Grandes: Mercedes Classe E/CLS, 45%; BMW Série 5/6, 27%; Jaguar XF, 10%. Mercedes segue sossegado.

+Topo: Mercedes Classe S, 42%; BMW Série 7, 28%; Chrysler 300 C, 12%. Líder tradicional.

+Esportivos: Mercedes SLC, 30%; Subaru WRX, 29%; Audi TT, 20%. Briga acirrada.

+Superesportivos: 911, 43%; 718 Boxster/Cayman, 27%; BMW Z4, 14%. Domínio Porsche.

+Peruas: Weekend, 71%; Golf Variant, 13%; SpaceFox, 9%. Resultado imutável.

+SUVs compactos: HR-V, 20%; Renegade, 15,6%; Creta, 15,2%. Honda aguentou o tranco.

+SUVs médios-compactos: Compass, 53%; ix35/Tucson, 16%; Audi Q3, 5%. Compass arrasou.

+SUVs médios-grandes: SW4, 63%; XC60, 11%; Pajero Full/Dakar, 9%. Toyota mais que tranquilo.

+SUVs grandes: Trailblazer, 35%; Mercedes GLC, 9,6%; Jaguar F-Pace, 10%. Avanço do líder.

+Monovolumes pequenos: Fit/WR-V, 54%; Spin, 32%; C3 Aircross, 12%. Ficou fácil.

+Crossovers: ASX, 53%; Range Rover Evoque, 36%; Freemont/Journey, 9%. Sem mudanças.

+Picapes pequenas: Strada, 43%; Saveiro, 36%; Montana, 11%. Strada: menos fôlego.

+Picapes médias: Toro, 34%; Hilux, 22%; S10, 20%. Liderança se consolida.

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+Anfavea revisou para cima as previsões para 2017. Em relação ao ano passado, a entidade agora espera crescimento das exportações de 35,6% e da produção, 21,5%. Números realmente estimulantes para aliviar capacidade ociosa na indústria. Quanto ao mercado interno vai esperar mais um mês para sentir a temperatura política em Brasília: manteve mais 4% sobre 2016.

+Nissan iniciou produção do Kicks nacional não apenas com uma versão de entrada e câmbio manual por competitivos R$ 70.500. O SUV compacto já havia surpreendido ao oferecer pacote tecnológico bem acima dos concorrentes locais. Agora se superou com alerta de colisão e assistente inteligente de frenagem. Desempenho é bom, apesar da potência limitada: compensa pelo baixo peso. Câmbio CVT, porém, mostra limitações.

+Produzir 8 milhões de unidades de um único modelo é marco de respeito em qualquer mercado. No Brasil o Gol conseguiu esse feito desde 1980, quando foi lançado ainda com motor arrefecido a ar. Depois liderou vendas no país por 27 anos consecutivos, feito inédito. Hoje voltou ao posto de automóvel de entrada da Volkswagen, posicionado pouco abaixo do preço do subcompacto up!.

+Petrolífera estatal da Argentina, a YPF, está de olho grande no mercado brasileiro de óleos lubrificantes. Chegou a ter 3,5%, baixou para 2% e pretende voltar a crescer. Segundo a empresa, duas décadas atrás os lubrificantes tinham cerca de 5% em volume de aditivos. Hoje chegam a 25% na linha de topo, os sintéticos. A formulação é segredo de estado para essas companhias.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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