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São Paulo é cidade que mais usa o Waze no mundo; quais os prós e contras?

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Aplicativo já possui mais de 3,5 milhões de usuários só na capital paulista, um recorde mundial Imagem: Reprodução
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Alta RodaFernando Calmon

Fernando Calmon, engenheiro, jornalista e consultor, dirigiu a revista Auto Esporte e apresentou diversos programas de TV. Escreve às terças-feiras.

Colaboração para o UOL

24/05/2017 10h04

Aplicativo traz novas facilidades a motoristas, mas ainda precisa corrigir alguns percursos. Fernando Calmon analisa

A tendência dos motoristas brasileiros de utilizar novas tecnologias que facilitem sua vida no trânsito pesado do dia a dia fica amplamente demonstrada pela rápida aceitação dos sistemas de navegação por GPS.

Era um acessório relativamente caro no começo, mas a introdução nos telefones inteligentes impulsionou sua utilização. Hoje, os chamados navegadores portáteis caíram em desuso.

Centrais multimídias nos veículos passaram a incluir o GPS, porém esbarraram no preço elevado e na necessidade de atualizar mapas. Mais uma vez os celulares deram sua contribuição, pois mapas digitais recebiam atualizações frequentes e sem custos.

Google Maps, Navtec (hoje, Here) e TeleAtlas (agora, TomTom) abriram novas fronteiras para traçar rotas. Permitiram ao motorista chegar a lugares onde nunca passou antes dispensando informações de terceiros ou mapas de papel.

Isso, no entanto, era insuficiente. Uma startup (empresa iniciante) israelense, batizada de Waze, deu o terceiro e decisivo passo para revolucionar o modo mais rápido e prático de chegar de um ponto a outro. Tudo graças à rede de dados móveis das operadoras telefônicas e à colaboração dos usuários do serviço.

Estes passaram a relatar problemas no trânsito, acidentes, alagamentos e a agregar informações de forma automática sobre o percurso ao simples ato de abrir o aplicativo no celular.

A empresa logo foi adquirida pelo Google, mas as duas redes continuam independentes. Pelo que se sabe, compartilham apenas dados de acidentes. Os concorrentes TomTom e Here reagiram por meio de convênios com redes controladoras de tráfego e outras informações.

Porém, só em São Paulo Waze tem 3,5 milhões de usuários, o que a torna a cidade mais conectada ao aplicativo no mundo. Se o motorista informa o final da placa, recebe caminho alternativo (quando possível) para evitar a zona de rodízio.

O engajamento dos motoristas chega a apontar mais de dois mil buracos por dia, bom roteiro para a prefeitura que desejar amenizar esse martírio.

Zonas de risco e outros problemas

De outro lado, há queixas sobre roteiros passando por locais perigosos.

André Loureiro, diretor da empresa no Brasil, informou à Coluna uma providência: “Em agosto de 2016, iniciamos um programa piloto no Rio de Janeiro onde usuários podem apontar zonas de risco de criminalidade. Nossa equipe checa as informações e alimenta os algoritmos de atualização. Aos poucos teremos roteiros alternativos e esse serviço se estenderá a outras cidades”.

Outra facilidade em falta é a integração do Waze ao Android Auto. Centrais multimídia têm telas maiores e de melhor resolução.

Feita a conexão, acaba o problema de dirigir enquanto se mexe no telefone (o que é proibido por lei) ou mesmo o de ter que fixar o smartphone no para-brisa ou no painel (prática que no Brasil, infelizmente vira chamariz a assaltos), além de aumentar a segurança na exibição da rota e facilitar acionamento de comandos.

Loureiro não pôde informar quando isso será possível.

Versão para caroneiros

O diretor do Waze confirmou, porém, que até o final do ano o programa Waze Carpool estará disponível na capital paulista.

O aplicativo poderá ser usado por quem está a pé à procura de carona solidária. O custo, calculado automaticamente, cobrirá apenas despesas de combustível. Promete tornar-se alternativa de mobilidade, diferente de serviços do tipo Uber e outros.

Como funciona a projeção de celulares? Entenda

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Imagem: Alta Roda
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+Queda das vendas de veículos novos tende a diminuir a frota brasileira. Segundo estudo do Sindipeças (sindicato dos fabricantes de peças automotivas), em 2016 havia 42,9 milhões unidades entre automóveis e comerciais leves e pesados, apenas 0,7% a mais que em 2015. Comerciais leves (-1,1%) e ônibus (-0,9%) recuaram pela primeira vez desde 1990. Motos também diminuíram 1,2%, para 13,5 milhões.

+Audi decidiu abrir o leque de seu portfólio. Aposta firme nas versões esportivas de alta gama: R8 (motor V10 Plus, 610 cv), R$ 1.170.990; RS6 e RS7 (V8 turbo, 605 cv), R$ 669.990 e R$ 728.990, respectivamente. Nos próximos meses e adentrando em 2018 terá mais oito novidades, entre elas o novo Q5 importado do México e, portanto, a preço mais competitivo.

+Entre os sedãs compactos o HB20, na versão de topo Premium, se destaca pela oferta de bom equipamento multimídia e volante multifunção. Motor de 1.600 cm³ e câmbio automático convencional de seis marchas formam um conjunto equilibrado. No entanto, com carga total falta um pouco de fôlego e perde em estabilidade direcional frente a alguns concorrentes.

+Abordagem mais técnica e menos política. Assim a cidade de São Paulo enfrentará os atropelamentos que cresceram este ano. Tempo de semáforos aumentará 20% para travessias de pedestres. Companhia de Engenharia de Tráfego detectou que a maioria dos acidentados tinha mais de 50 anos. Com o envelhecimento da população torna-se importante essa providência.

+Câmara dos Deputados analisa proposta que torna crime adulterar tecnologia ou substância para reduzir poluição ambiental. Hoje é fraude comum, praticada por motoristas, transportadoras e oficinas mecânicas, anular a ação do Arla 32 em motores diesel de caminhões e ônibus. Volume desse reagente é 50% menor que o previsto na frota circulante.

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