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Carrões, futurismo e Brasil no radar: por que Salão de Genebra está tão bom

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Alta RodaFernando Calmon

Fernando Calmon, engenheiro, jornalista e consultor, dirigiu a revista Auto Esporte e apresentou diversos programas de TV. Escreve às terças-feiras.

Colaboração para o UOL, em Genebra (Suíça)

15/03/2017 11h14

Fernando Calmon analisa os principais destaques da agitada edição 2017 da mostra suíça, a melhor dos últimos anos

Uma das melhores edições nos últimos anos do Salão de Genebra cerra suas portas no próximo domingo com um legado de tirar o fôlego. Foram tantas novidades, carros-conceito e de sonhos, revelação de tendências e veículos especiais, que visitantes terão dificuldades de relatar tudo o que viram.

Na véspera da abertura, a General Motors anunciou a venda de sua subsidiária alemã Opel (e a coirmã britânica Vauxhall) ao Grupo PSA (Peugeot, Citroën e DS), que passa ser o segundo em vendas no mercado europeu.

Já no período da mostra, o grupo Volkswagen e a Tata assinaram, na Índia, um memorando de colaboração, em geral primeiro passo para voos mais altos no futuro.

Carros do futuro

Por falar em voar, é exatamente isso que a Italdesign e a fabricante de aviões Airbus pensaram como alternativa ao trânsito congestionado. Nesse caso a solução se parece com um drone: quatro rotores elevam o carro e o deslocam em curta distância.

O autônomo Sedric, primeiro veículo-conceito com sinergia de todas as marcas do grupo VW, dispensa volante, pedais e quadro de instrumentos. Trata-se de um monovolume ideal para uso como táxi ou transporte.

Carros para o Brasil

Uma das maiores bombas do evento foi que a Volkswagen confirmou -- sem mostrá-lo, já que a apresentação mundial ocorrerá no Salão de Frankfurt, em setembro -- a produção do novo Polo aqui, no segundo semestre, simultaneamente à Alemanha com a arquitetura MQB de Golf e Passat. 

Para o Brasil foi ainda reservado o Virtus, primeira aplicação dessa arquitetura em um sedã compacto, mas de dimensões generosas (sem previsão para a Europa). 

Entre os carros que chegarão importados este ano destaques para Volvo XC60 e Range Rover Velar. O primeiro avançou na condução semiautônoma nas estradas de pista simples, ampla maioria no mundo. Se o motorista se distrair e invadir a faixa contrária em que exista um veículo, é reconduzido automaticamente à sua própria. Atua entre 60 km/h e 140 km/h.

Velar, quarta derivação de SUVs médios Land Rover, tem intenção de se opor ao Porsche Macan, o mais vendido da marca alemã. Reestilizações também interessantes dos Audi RS5, SQ5 e do RS3, tendo este o último motor de cinco cilindros a gasolina em produção no mundo, de 400 cv!

Em Genebra, cantão francês da Suíça, impressionou a calorosa recepção para a releitura moderna e impactante do Alpine A110, pequeno cupê de mecânica Renault dos anos 1960. É provável a marca francesa importá-lo para o Brasil, onde a geração anterior A108 foi produzida entre 1961 e 1966 como Willys Interlagos. Apenas 882 unidades deixaram a linha de montagem. 

Carrões do presente

Do oriente vieram soluções audaciosas. A chinesa Techrules apresentou o Ren com dois, quatro ou seis motores elétricos e até 1.305 cv de potência e 238 kgfm de torque (!!!). Tem três lugares em uma fileira (motorista na posição central, mais elevada), e Giorgetto Giugiaro assina seu desenho audaciosamente futurístico.

De Cingapura veio outro elétrico, o Vanda Dendrobium, cujas duas portas e teto rígido abertos lembram uma orquídea selvagem. Em polo oposto, no aspecto retrô, a estreante britânica Eadon Green, apresentou o Black Cuillin cupê inspirado no Morgan Aero dos anos 1930.

Entre os supercarros houve duas estreias. Ferrari 812 Superfast (sucessor do F12 Berlinetta), que a mítica fabricante italiana anuncia como o mais rápido de seus modelos até hoje (0 a 100 km/h em 2,9 s), e o McLaren 720S, que acelera exatamente igual.

A marca sueca de produção artesanal Koenigsegg estima que seu híbrido Agera RS Gryphon, de 1.500 cv, vá de 0 a 400 km/h em 20 s!

Emerson Fittipaldi mostrou maquete em tamanho real de seu carro esporte EF7 desenvolvido para as pistas, mas que poderá ter versão de rua. O ex-piloto, de 70 anos, se associou à Pininfarina e à HWA. Serão apenas 39 unidades, motor V-8 de 600 cv e apenas 1.000 kg de peso. Primeira unidade dentro de um ano custaria cerca de 50% do McLaren 720S.

Estreou também o Volkswagen Arteon, sedã-cupê de quatro portas médio-grande antes conhecido como CC, que inicia diversificação estilística dos modelos da marca.

Roda Viva

+Volvo XC90 T8, de sete lugares, agora também é oferecido na versão híbrida plugável em tomada. Motor elétrico de 82 cv e 24 kgfm aciona apenas as rodas traseiras, o que permite tração 4x4 sem necessidade de cardã. Tanque de gasolina diminuiu para dar lugar à bateria. Autonomia puramente elétrica alcança até 50 km, em uso urbano. Preço: R$ 456.950 a 519.950.

+Fiat e o portal Amazon implantaram, no mercado italiano, processo de compra pela internet. Depois de configurado, encomendado e receber um pequeno desconto, o cliente retira o carro na concessionária. Os três modelos oferecidos (Panda, 500 e 500 L) cobrem dois terços da oferta atual da marca. Ainda não há decisão de levar a experiência para outros países.

+Projeto na Câmara dos Deputados cria a obrigatoriedade de justificativa por escrito nas decisões dos julgamentos das autuações e penalidades de trânsito. Deve ficar esquecido nas comissões. Iniciativa do deputado Alberto Fraga (DEM-DF) esbarra na falta de estrutura das juntas de apelação. Motoristas ficam sem saber por que seu recurso foi indeferido. Lamentável.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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