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Honda quer manter novo Civic no trilho até mercado reagir; entenda

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Alta RodaFernando Calmon

Fernando Calmon, engenheiro, jornalista e consultor, dirigiu a revista Auto Esporte e apresentou diversos programas de TV. Escreve às terças-feiras.

Colunista do UOL

24/08/2016 12h29

Situação difícil do mercado garante ao consumidor, mais do que nunca, a decisão de escolher. Entre os sedãs médios, particularmente, trava-se verdadeira batalha para atrair os possíveis (e poucos) compradores.

Este ano vem sendo marcado pela renovação em diferentes níveis: começou com a atualização do Nissan Sentra, seguido pelo inteiramente novo Chevrolet Cruze. Esta semana, começam as vendas da décima geração do Honda Civic. A Citroën aproveitou o embalo para lançar o C4 Lounge 2017 apenas com motor turbo de 1,6 litro e 173 cv (etanol).

As atenções, porém, concentram-se ao grande e constante rival do líder Toyota Corolla. A décima geração do Civic foi muito bem recebida no mercado americano e logo assumiu a primeira posição no segmento. Não teria porque ser diferente aqui, pois o carro ficou maior, mais equipado, com bom espaço para pernas no banco traseiro, porta-malas amplo de 519 litros e estreia versão de topo, Touring, que utiliza novo motor turbo 1.5 de 173 cavalos (apenas gasolina, inicialmente, e flex quando for nacionalizado daqui a um ano). Além disso, o estilo -- fundamental para o brasileiro -- é bastante arrojado, porém dentro dos limites. Até as lanternas traseiras superdimensionadas harmonizam-se bem, sem chegar ao exagero.

Tudo estaria no bom caminho, portanto. Mas há entraves.

Civic Touring vale R$ 125 mil?

Controle da fábrica

Para ir bem com o Civic, a Honda terá que administrar a capacidade da planta de Sumaré (SP), onde produz seus quatro modelos (Fit, City, Civic e HR-V) -- sem contar o futuro WR-V, novo crossover em fase final de desenvolvimento.

A oferta inicial do Civic será de 3.000 unidades/mês, certamente abaixo do seu potencial. Sabe-se que existe uma nova unidade fabril pronta em Itirapina, a 110 quilômetros de Sumaré, mas ela só poderá entrar em operação quando se esgotar a capacidade de dois turnos de Sumaré e for possível fabricar mais 5.000 unidades/mês no novo local, mesmo que em turno único. A maioria das japonesas não aprecia trabalhar em três turnos, o que em teoria resolveria a questão.

Este dilema industrial e a decisão de não produzir mais do que se possa vender explicariam a política de preços do sedã, tão ousada para cima como o próprio modelo, para segurar a demanda não atendível. O Civic agora começa em R$ 87.900 e vai a R$ 124.900.

De início, versão de entrada (Sport) representará 24% da produção, intermediárias (EX e EXL) 48%, todas com o atual motor 2.0 de aspiração natural, e a nova Touring, 28%. Este não é um mix normal, nem o definitivo, porém reflete a situação de hoje e dos próximos meses.

Na prática

O carro deixa boas impressões ao guiar: caixa de direção eletroassistida de relação variável (apenas 2,2 voltas de batente a batente), nova suspensão traseira multibraço e câmera acoplada ao espelho retrovisor direito são destaques.

A caixa de câmbio CVT tem desempenho melhor com o motor mais potente, quando se podem usar borboletas atrás do volante e as sete marchas virtuais apresentam respostas que beiram alguma esportividade.

Assoalho traseiro deixou de ser plano por razões de aerodinâmica e de espaço vertical interno incontornáveis em um projeto moderno. Mas a entrada de fio para smartphone exige certo contorcionismo para a idade média dos clientes de sedãs...

Siga o colunista: Fernando Calmon no Facebook

Roda Viva

+ Congresso da Fenabrave (associação das concessionárias) destacou o clima de possível reação das vendas no último trimestre deste ano. Barry Engle, presidente da GM América do Sul, além de projetar crescimento do mercado em 12% para 2017, reconheceu que a indústria se empolgou demais no planejamento anterior. É raro um executivo fazer análise tão sincera.

+ Expectativa maior do congresso foi sobre o que pensava o governo federal acerca do plano de renovação de frota, rebatizado de Programa de Sustentabilidade Veicular. Ainda está em análise para possível anúncio no próximo ano, mas já se sabe que com fortes limitações no orçamento público. Ordem é aguardar e peneirar as sugestões, de fato, viáveis.

+ Depois de investimento de R$ 46 milhões, Toyota está apta para desenvolvimentos locais. Em sua fábrica de no ABC Paulista inaugurou esta semana seu 15º centro de pesquisas -- os demais estão no Japão, EUA, Europa, Ásia e Austrália. Nos planos, além de reestilizações e testes de novos motores, surgirão derivações de produtos específicos para a América Latina.

+ Novo Mini Cabrio mostra que nunca convém ficar de fora do restrito mercado de conversíveis. Oferecido apenas na variante Cooper S, o carro é harmonioso, independentemente da capota aberta ou fechada. Motor BMW de 2 litros e 192 cv "empurra" de verdade. Acabamentos e materiais são de primeira qualidade e preço acompanha: R$ 164.950.

+ Ford modernizou sua central multimídia com tela capacitiva de 8 polegadas na linha 2017 dos Focus hatch e sedã, além de incluir luzes diurnas de LED. Preços ainda não foram anunciados, porém versões intermediárias continuarão com o sistema anterior. Nova central mais rápida e intuitiva inclui Android Auto e Car Play, integrando pacote de itens de segurança e conforto.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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