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Alta Roda

Cruze mostra grande salto do carro brasileiro em tecnologia... e preço

Murilo Góes/UOL
Segunda geração da família de modelos médios vem da Argentina só com motor turbo e itens de carros de luxo para encarar novidades da concorrência Imagem: Murilo Góes/UOL
Divulgação
Alta RodaFernando Calmon

Fernando Calmon, engenheiro, jornalista e consultor, dirigiu a revista Auto Esporte e apresentou diversos programas de TV. Escreve às terças-feiras.

Colunista do UOL

01/06/2016 13h36

Segunda geração do Chevrolet Cruze sedã começa a ser vendida no final de junho, a partir de R$ 89.990, com fabricação agora na Argentina e alinhada ao modelo homônimo produzido os EUA, dos quais quatro milhões de unidades já foram produzidas desde 2008.

Sua derivação hatch (que chega ao Brasil no segundo semestre) chama-se Astra na Europa e foi eleita Carro do Ano em 2016.

O salto tecnológico inclui carroceria de maiores dimensões – 6,2 cm mais comprida, 0,9 cm mais alta e entre-eixos 1,5 cm maior –, com rigidez aumentada em 25% e, ao mesmo tempo, 106 kg mais leve sem aplicação de alumínio em alta escala.

Coeficiente aerodinâmico (Cx) de 0,30 melhorou 15%: até a terceira luz de freio no teto recebeu atenção especial. Um dos pontos de maior destaque, motor turboflex -- único disponível -- de 1,4 litro, alcança 153 cv a 5.200 rpm e 24,5 kgfm a 2.000 rpm (etanol), além de dispor de sistema desliga-liga suave e preciso.

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Carregador de celulares por indução (sem fio) é um dos mimos mais modernos Imagem: Murilo Góes/UOL
Recheio de primeira

Internamente, melhorou bastante o painel sem fugir da tradição do habitáculo dianteiro duplo que estreou no Corvette, em 1953, e mantido como conceito. Surpreende não haver plásticos macios. A marca preferiu investir na costura francesa (duplo pesponte) dos bancos de couro e laterais de portas.

Também estão aprimorados a central multimídia MyLink de segunda geração, com tela capacitiva de 8 polegadas, e o mostrador de 4 polegadas no centro do quadro de instrumentos. Entre as informações úteis estão pressão dos pneus e, em porcentagem, a vida útil restante do óleo do motor.

O sistema de concierge OnStar, de segunda geração, continua de série. Há possibilidade de carregamento de celulares por indução (sem fio), restrito ao sistema Android. No pacote de tecnologia destacam-se o assistente de permanência na faixa, alertas de colisão frontal (não freia de forma autônoma) e de ponto cego, sistema de estacionamento automático e farol alto inteligente.

Perfeito casamento do motor de torque elevado com o câmbio automático convencional de seis marchas, direção precisa e suspensões muito bem acertadas estão entre as boas qualidades do Cruze.

Bateria, por exemplo, foi deslocada para a parte traseira a fim de melhor distribuir o peso entre os eixos dianteiro e traseiro. Interessante o reposicionamento dos espelhos retrovisores para melhora do campo visual, especialmente favorável no uso urbano.

A fábrica informa aceleração de 0 a 100 km/h em 8,5 s e nota A em consumo pelo padrão Inmetro: 11,2 km/l e 14,0 km/l, respectivamente em cidade e estrada, quando abastecido com gasolina; e 7,6 km/l e 9,6 km/l (idem, com etanol). Isso o projeta na melhor colocação entre sedãs médios vendidos no Brasil. 

Murilo Góes/UOL
Motor 1.4 turboflex, de 153 cv e 24,5 kgfm, dispõe de injeção direta e sistema start-stop Imagem: Murilo Góes/UOL

Quanto vale?

Questão delicada é a dos preços -- versão de topo sai por R$ 107.450, que precisa ser avaliada dentro do cenário inflacionário de 10% no ano passado, em primeiro lugar. Depois de quase uma década de reajuste abaixo do IPCA, a festa acabou.

Desvalorização cambial trouxe impacto nos custos. Seria até maior, se o modelo não viesse da Argentina. Novos itens, antes inexistentes ou opcionais, são a forma de atrair compradores de maior poder aquisitivo.

A diferença de valor percebido sobre o ano-modelo 2016, segundo cálculos da GM, vai de R$ 5.000 na versão LT até R$ 14.000 na LTZ.

Siga o colunista no Twitter: @fernandocalmon.

OnStar é herança do Cruze 1; assista e relembre

Roda Viva

+Ford antecipou características do motor 1.0 EcoBoost (agora, sim, com injeção direta e turbocompressor) que estreia no Fiesta em junho. Importado da Romênia, o 3-cilindros renderá 125 cv e 20,4 kgfm de torque, dados imbatíveis nesta cilindrada. De início apenas a gasolina, será instalado na versão de topo com câmbio automatizado de dupla embreagem 6-marchas.

+Gol 2-portas acaba de receber o mesmo rejuvenescimento interno do restante da linha, que elevou as vendas do modelo. Mercado de duas portas no Brasil hoje é pequeno. No caso do compacto da Volkswagen, varia entre 5% e 10%, dependendo da compra de frotistas. Mas há vantagens: no preço de R$ 33.620 (menos 9,5% em relação ao 4-portas) e no peso (menos 28 kg).

+Peugeot 208 comprovou, na prática, ser mesmo imbatível em consumo de combustível no uso rodoviário, graças ao motor tricilíndrico de 1,2 litro (aspereza um pouco além da esperada). Supera facilmente 17 km/l, a 100 km/h, com gasolina. Em cidade também leva vantagem, mesmo sendo um compacto completo (versão Allure). Desempenho bem próximo ao de um 1.5.

+Leitor desta coluna, motociclista, lembra que tachões e sonorizadores ainda existentes, apesar de proibidos por lei, são grande risco para motos e scooters. Necessário ficar bem atento, pois uma queda pode ser fatal. Reclama, ainda, de ciclovias que cruzam ruas e avenidas: tinta logo se desgasta e a superfície fica extremamente escorregadia quando molhada.

+Serviços expressos de funilaria, conhecidos como lanternagem, estão aos poucos se ampliando. Começou em garagem do shopping Eldorado, de São Paulo. ChipsAway, de Pittsburgh (EUA), desenvolveu a técnica de reparo rápido de riscos e pequenos amassados em lataria e para-choque. Franqueada oferece dois anos de garantia, mas o dano requer avaliação prévia.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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