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Picapes médias evoluem para não comer poeira; S10 entra na onda

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Alta RodaFernando Calmon

Fernando Calmon, engenheiro, jornalista e consultor, dirigiu a revista Auto Esporte e apresentou diversos programas de TV. Escreve às terças-feiras.

Colunista do UOL

10/05/2016 17h23

Mercado pode ser pequeno, mas continua avançando em grande parte pelas vendas em cidades de portes médio e pequeno, em especial as participantes do agronegócio. Em 2015 as representantes de porte médio representavam 4,5% do total de picapes comercializadas. No primeiro trimestre de 2016, o índice já subiu a 5,9%. Tende a se expandir com a oferta de modelos, atualizações de linhas e conteúdo.

É o caso da Chevolet S10 2017, com a qual a GM espera, até o final do ano, retomar a liderança perdida para a Hilux sem esquecer do avanço da novata Fiat Toro. Renovação frontal, incluindo luzes diurnas de LED nas versões mais caras, melhorou o visual da picape, embora sem mudanças na traseira (salvo a realocação da câmera de ré).

Interior recebeu novos materiais de acabamento, tela multimídia de 8 polegadas com a segunda geração do sistema de conectividade MyLink, afora sensores de chuva e de acendimento dos faróis. Agora há alertas para mudança de faixa e de proximidade do veículo à frente, neste caso com três ajustes de distância e nível sonoro.

Mecanicamente há a estreia da direção eletroassistida. Motores continuam a ser o 4-cilindros flex de 2,5 litros -- 206 cv e torque de 27,3 kgfm (etanol) -- e o 2.8 turbodiesel -- 200 cv e 51 kgfm (câmbio automático) ou 44,9 kgfm (manual). Ambas as transmissões têm seis marchas.

Peso em ordem de marcha foi reduzido em até 35 kg. Melhorias aerodinâmicas (12%), redução de ruído de vento (8%), recalibragem de molas e novos coxins foram sentidas numa primeira avaliação, em asfalto e terra, da versão cabine dupla de topo High Country (4x4, automática e com reduzida verdadeira).

A GM manteve os preços do ano-modelo anterior -- de R$ 97.890 a R$ 167.490, fora opcionais --, em 13 configurações possíveis.

Em termos de itens de segurança a S10 ainda fica bem trás da recém-reestilizada Ford Ranger. Faz falta, em particular pelo tamanho, peso e preço do veículo, o controle eletrônico de estabilidade de série em todas as versões. Mas a histórica posição de 20 anos de liderança entre as picapes médias certamente ajuda a manter clientes fiéis, o que já não é muito fácil nos dias de hoje. 

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Baseado na S10, suvão Trailblazer também muda de cara e mantém motore; preço de entrada cai R$ 4.000 para conquistar cliente do SW4 Imagem: Divulgação

Trailblazer

Simultaneamente a GM lançou a Trailblazer 2017, em versão única para sete passageiros, e com a mesma base motriz anterior: V6 3.6 a gasolina (279 cv) e o mesmo 2.8 diesel da S10. A fábrica informa 50 novos itens no seu SUV médio-grande, redução de massa de 13 kg e melhoria no consumo de combustível de até 3,4%.

Apesar de todas as mudanças e componentes adicionais, anunciou redução de até R$ 4.000, que corrige a exagerada precificação anterior. Configuração V6 custa R$ 159.990 e a diesel, R$ 189.990. Em relação ao líder Toyota SW4 a diferença chega a quase R$ 70.000.

Trailblazer, apesar de ser um veículo pesado (até 2.161 kg em ordem de marcha), tem boa vocação estradeira, após avaliação da Coluna entre Brotas e Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, em especial com o motor V-6. Destaque para a direção eletroassistida, que compensa a inclinação natural da via e pode até reduzir trepidações em desbalanceamento moderado das rodas.

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Roda Viva

+Abril voltou a registrar maus resultados para as vendas internas de veículos. Em relação ao mesmo mês de 2015 a queda foi de 26% e, ao considerar o quadrimestre, houve recuo de 28%. Isso pode indicar que, finalmente, o fundo do poço está chegando, pois a média diária de comercialização de março e abril deste ano (em torno de 7.000 unidades) praticamente se manteve.

+Apesar de números desanimadores, a Anfavea ainda não reviu projeções de vendas, produção e exportação para 2016. Entidade prevê queda de apenas 7% no principal indicador do mercado interno. Estoques totais caíram de 48 dias em março para 46 dias em abril, ainda longe da normalidade de até 35 dias, ao considerar mais de 1.000 modelos e versões de 35 marcas.

+Volkswagen mudará nos próximos meses seu plano de manutenção periódica que estabelece prazo semestral para troca de óleo em todos os modelos. Vai se igualar aos demais fabricantes ao preconizar apenas uma visita anual às concessionárias ou a cada 10 mil quilômetros rodados (esse intervalo já foi de 15.000). Na Europa é comum trocas a cada dois anos.

+JAC T5 destaca-se por seu estilo atual, vem bem equipado (tela multimídia de 8 polegadas) e espaço atrás, assim como porta-malas, rivalizam com o Honda HR-V. Direção elétrica tem atuação excessiva em estrada e adequada em cidade. Câmbio manual de seis marchas é ruidoso nos engates. Acabamento melhorou bastante, apesar de algumas marcas aparentes de solda.

+Nada contra atualização dos valores de multas (estavam realmente defasados) e de aumentar penalidade para gravíssima no caso de uso e “manuseio” do celular. Se o telefone estiver fixado no painel ou para-brisa e usado como navegador (o que é permitido) se exigirá bom senso de quem fiscaliza? Parece, também, ilegal a correção automática de multas pelo IPCA.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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