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Barrar "RG do carro" foi acerto; falta definir uso do celular

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Chip com rastreador e bloqueador para automóveis seria obrigatório, mas foi revogado Imagem: Divulgação
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Alta RodaFernando Calmon

Fernando Calmon, engenheiro, jornalista e consultor, dirigiu a revista Auto Esporte e apresentou diversos programas de TV. Escreve às terças-feiras.

Colunista do UOL

20/10/2015 20h06

Enfim, boas notícias chegam de Brasília. Se não nas áreas política e econômica, pelo menos o otimismo vem de algumas regulamentações que afetam 60 milhões de brasileiros habilitados a dirigir os 40 milhões de veículos (sem incluir motos) que formam a frota circulante, excluídos os sucateados sem baixa oficial nos registros dos departamentos estaduais de trânsito.

Sempre é bom reconhecer quando o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e seu órgão executivo máximo, o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), acertam em suas decisões, mesmo quando isso significa voltar atrás em regulamentações polêmicas ou em desacordo ao bom senso. Verdade que há muitas pressões políticas e de fundo econômico de setores que ganham ou perdem com as Resoluções que têm força de lei, segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Depois da decisão que tornou o extintor de incêndio facultativo em automóveis e comerciais leves, no mês passado, finalmente revogou-se agora a exigência de que todos os veículos viessem de fábrica com rastreador e bloqueador para dificultar furtos e roubos. Já se sabia dos problemas técnicos e também do aumento de custos a onerar compradores em cidades pequenas e médias. No caso de caminhões, cada interessado achou soluções próprias. Também merece aplauso a criação do Registro Nacional de Veículos em Estoque (Renave), que diminuiu custos na comercialização de veículos usados.

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Sistemas de espelhamento de celular (como Mirrorlink; Android Auto, do Google; e CarPlay, da Apple) ainda precisam de regulamentação Imagem: Divulgação

Espelhamento de celular

Uma sugestão ao Contran é regulamentar o chamado espelhamento dos celulares em telas multimídias. Alguns fabricantes de veículos, por falta de clareza na lei, inibem a reprodução de imagens de aplicativos (Waze, Google Maps, entre outros) muito úteis no traçado de rotas menos congestionadas em tempo real. Se é permitido fixar um telefone no painel ou parabrisa com as mesmas informações, por que não numa tela mais nítida e segura de operar no painel? Afinal, não se trata de imagens de filmes ou de TV, mas de mapas.

Algumas iniciativas do Congresso Nacional, porém, são desastrosas. Uma decisão puramente demagógica alterou o CTB e tornou falta gravíssima a multa por circular em qualquer faixa de ônibus. Antes havia uma graduação de multas -- semelhante a velocidade em excesso -- entre corredor (em geral, do lado esquerdo e com estações de embarque) e faixas à direita. Não tem sentido igualar os dois tipos de infração. Faixas precisam ser interrompidas antes e depois de vias transversais, além do tráfego de entrada e saída de lojas, garagens e estacionamentos que deixam a "infração" ao arbítrio de quem multa, fora casos controversos.

Entre os projetos que tramitam no Legislativo Federal está a de obrigatoriedade do uso de farol baixo em estradas durante o dia. Em países de alta incidência solar, como o Brasil, isso não tem sentido, sem considerar que farol de uso diurno precisa ser específico e deixar desligadas as lanternas traseiras e dianteiras. Especialistas dos EUA estudaram o assunto a fundo e, apesar dos 250 milhões de veículos que circulam por lá, descartaram essa medida.

O Contran também poderia tornar obrigatório a DRL (luz de uso diurno, em inglês) de LED, como se vê em vários modelos. Gastam pouca energia, sinalizam melhor e aumentam a segurança. São aceitos sem restrições em todos os países. A recomendação atual (ninguém é obrigado) é ligar farol de durante o dia em estradas: uso urbano não está contemplado.

Siga o colunista: twitter.com/fernandocalmon

Murilo Góes/UOL
Citroën C3 é um dos poucos carros feitos no Brasil que oferecem o DRL (LED diurno) Imagem: Murilo Góes/UOL

Roda Viva

  • Durante o recente Fórum Direções, organizado pela Quatro Rodas, o ex-presidente da Audi no Brasil e atual presidente da Gol, Paulo Kakinoff, relembrou a frase famosa: "Reconheço duas coisas sobre a crise: não sei quando ela acabará, mas sei que acabará". Compradores de carros novos, porém, continuam ansiosos: quando vão parar de adiar seus planos?
  • Terceiro trimestre de 2016 parece a resposta com mais adeptos entre os analistas. Supondo que este ano as vendas totais (veículos leves e pesados) alcancem 2,5 milhões de unidades, elas só voltariam a crescer, e lentamente, daqui a um ano. Para alcançar o patamar mágico de 4 milhões de veículos/ano (em 2012 foram 3,8 milhões), só 2022. Uma década perdida!
  • Nova arquitetura (maior por dentro, menor por fora), estilo menos amarrado ao padrão francês e itens sofisticados marcam os novos C4 Picasso e Grand C4 Picasso (7 lugares). Impostos altos e real desvalorizado puxaram os preços: R$ 110.900/117.900 e R$ 120.900/127.900, respectivamente, fora opcionais. Ousadia positiva é diferenciar o desenho das duas versões.
  • Prova da virada da Volvo é o XC90. Além de imponente (4,95 m de comprimento), leva até sete passageiros sem sacrificar demais os da terceira fileira. Motor 2.0 de 320 cv usa turbo e compressor, mas sua sonoridade deixa a desejar, sem deixar de lidar bem com as duas toneladas de peso (em ordem de marcha). Tela multimídia tátil vertical de 9 polegadas é um dos pontos altos.
  • Yon Motor é um rastreador de fácil instalação (menor e mais leve) que acaba de chegar ao mercado e adaptável a qualquer tipo de veículo por ser à prova d'água. Aplicativo gratuito para smartphone permite, por exemplo, os pais monitorar a forma como os filhos guiam. Custa R$ 960, mais plano de dados (R$ 268/ano).

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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