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Em metamorfose, Renault muda Logan e quer surpreender Brasil até 2016

Divulgação
Alta RodaFernando Calmon

Fernando Calmon, engenheiro, jornalista e consultor, dirigiu a revista Auto Esporte e apresentou diversos programas de TV. Escreve às terças-feiras.

Colunista do UOL

12/11/2013 21h20

Apenas um ano depois da Europa, a nova geração do Renault Logan chegou ao Brasil merecendo de fato o adjetivo: todos os painéis da carroceria mudaram e o interior subiu de nível claramente. Lançado aqui em 2007, o sedã com dimensões de modelo médio e preço de compacto já tinha perdido fôlego de vendas e boa parte delas era para frotas e serviços.

Graças à oferta de opções, o segmento de sedãs pequenos subiu na preferência dos consumidores: de 14% para 17%, entre 2011 e 2013.

Para metamorfose na imagem espartana em excesso, a Renault focou em recursos antes inexistentes no modelo e até no segmento: ar-condicionado automático, controlador e limitador eletrônicos de velocidade, revestimento sem costura dos bancos (estreia mundial, segundo a empresa) com regulagem de altura no do motorista, encosto do banco traseiro rebatível (bipartido na versão de topo), mola a gás para sustentar o capô, manta isolante dessa peça nas versões mais caras e sistema multimídia com tela sensível ao toque de 7 polegadas e navegador.

A fábrica tomou a decisão estratégica de oferecer esse sistema em 50% da produção, por preço convidativo de R$ 840. Intuitivo, inclui interessante modo de avaliar e estimular tocada do motorista para economizar combustível.

Estilo do carro ainda não é campeão, porém evoluiu muito pela maior inclinação do para-brisa, formato das portas e aerodinâmica melhorada (Cx de 0,37 para 0,34). No total mudaram-se 72% das peças e apenas o comprimento cresceu 6 cm. Massa total aumentou apenas três quilos, o que demonstra apuro no projeto. Chamam atenção escolha correta dos materiais de acabamento interno, quadro de instrumentos e maior número de porta-objetos.

Alguns deslizes permanecem: parafusos aparentes de fixação dos bancos dianteiros ao assoalho podem machucar os dedos (antes havia capa, que Renault promete repor), chave de roda e macaco fixados à vista no porta-malas e luzes de sinalização mal posicionadas nos faróis. Motores de 1,0 litro e 1,6 l não mudaram; cada uma responde por 50% das vendas.

Ao avaliar aquele de maior cilindrada, 106 cv/etanol (8% mais potente em relação à gasolina), a conclusão foi bom desempenho geral, inclusive suspensões e freios. Comando do câmbio e direção continuam, sem dúvida, em nível inferior aos dos concorrentes. Câmbio automático saiu de produção, mas em janeiro próximo estreia o automatizado de uma embreagem. Quanto ao motor de menor cilindrada, único multiválvulas de quatro cilindros e 1 litro, alcança 80 cv (etanol) e nota A no programa de etiquetagem de consumo do Inmetro.

Preços atraentes são marcas registradas do Logan, nas três versões (Authentique, Expression e Dynamique): de R$ 28.990 a R$ 44.250. Indicam variações mínimas em relação às que saíram de linha, apesar das grandes melhorias.

TEM SURPRESA
Renault planeja chegar em 2016 a 8% do mercado brasileiro (hoje, quase 7%). Para tanto lançará nove produtos, incluídos importados, novos modelos e evoluções dos atuais. Além do Sandero, em março próximo, estão na lista, segundo prevê essa coluna, SUV compacto Captur, novo Duster, Mégane hatch e sedã (Fluence), Clio IV, Twingo, Kangoo e picape de cabine dupla derivada do Duster.

Siga o colunista: twitter.com/fernandocalmon


RODA VIVA
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+ Enquanto produção e exportação continuam em alta (12% e 31%, respectivamente), no acumulado do ano até outubro, mercado interno recuou 0,7%. Estoques um pouco elevados (40 dias) ainda não preocupam a Anfavea: aposta em fechamento positivo, de 1% a 2%, sobre o ano recorde de 2012. Alterações já permitem prever possível avanço do leasing em 2014.

+ Nissan chega meio tarde ao segmento de médios-grandes, mas o Altima se revela um produto a se olhar com atenção. Tem porte adequado, bom espaço interno (entre-eixos de 2,77 m) e mudanças mecânicas interessantes nas suspensões e principalmente no câmbio automático CVT Xtronic. Até quem não gosta deste tipo de câmbio vai apreciar as seis marchas virtuais inteligentes.

+ Motor de 2,5 litros/182 cv permite ótima desenvoltura ao Altima e ainda se classifica nota A em consumo, mesmo que importe menos nessa faixa. Porta-malas (436 litros) é bem menor do que o de compactos anabolizados Logan ou Cobalt. Vem em única versão, completa, por R$ 99.800. Custa nos EUA por volta de US$ 30.000 e, assim, há aí subsídio na absorção de impostos.

+ Toyota lança versão pseudoaventureira Etios Cross, seguindo o modismo. Mas exagerou na dose. Apêndices, como imitação de quebra-mato na grade dianteira, apliques nas caixas de rodas e defletor de teto com dimensões incomuns, se afastaram bastante de um mínimo de racionalidade estética. Preço é até razoável -- R$ 45.690 -- pelos equipamentos que oferece.

+ Três fabricantes de amortecedores acabaram por reconhecer que erraram na sugestão de troca "preventiva" a cada 40.000 km. Surpreendente é terem voltado ao discurso do passado, inadequado e de certa forma oportunista. Em mensagem à coluna, a Nakata foi a única se desculpar, por meio de sua assessoria.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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