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Como trocar o carro familiar pelo superesportivo milionário em um só dia

Divulgação
Alta RodaFERNANDO CALMON

Fernando Calmon, engenheiro, jornalista e consultor, dirigiu a revista Auto Esporte e apresentou diversos programas de TV. Escreve às terças-feiras.

Colunista de UOL Carros

23/08/2011 21h46

A função de jornalista especializado em automóveis pode levar a experiências insólitas, como avaliar em menos de 24 horas um modelo familiar e um superesportivo. Em 44 anos escrevendo sobre o setor, nunca tinha acontecido de guiar um monovolume para sete passageiros, com todo o conforto e espaço -- Chrysler Town & Country -- e, quase em seguida, a série especial de um carro esporte apenas para motorista e acompanhante -- Audi R8 GT -- capaz de atingir 320 km/h.

  • Mova a seta para a direita para ver totalmente o superesportivo alemão Audi R8 GT;
    Com a seta para a esquerda, surge o familiar norte-americano Chrysler Town & Country

O Town & Country na versão completa, importada do Canadá, custa R$ 173.900. É produto de nicho de mercado com uma arquitetura interna incomum: 2+2+3. A fileira intermediária tem apenas dois confortáveis bancos que podem ser rebatidos com facilidade impressionante. Até três crianças com folga ou, com menos conforto, três de adultos (porte em torno de 75 kg de peso) acomodam-se na última fileira. Nesta o sistema de rebatimento é elétrico, bipartido (1/3; 2/3) e forma uma superfície totalmente plana.

Apenas três unidades foram reservadas ao Brasil, da série especial de 333 exemplares do R8 GT, ao preço de R$ 1 milhão cada. Esse modelo serve de demonstração de força tecnológica da marca alemã com a fórmula clássica de aumento de potência e diminuição de peso. O motor V-10 de aspiração natural passou para 560 cv, a exatas 8.000 rpm, sem ajuda de turbocompressor. Missão mais difícil foi retirar 100 kg da massa total de um modelo, como o R8, que se caracteriza pela construção em alumínio por si só bastante leve.

Entre as várias soluções criativas da Town & Country destacam-se duas: as travessas do rack de teto embutidas nas barras longitudinais (dispensa ferramentas para montagem) e o deslocamento do estepe do fundo porta-malas para o meio do chassi (sem rebater bancos comporta 900 litros).

O Audi R8 GT pesa apenas 1.525 kg, incluído o funcional e largo aerofólio traseiro em fibra de carbono. Na luta para perder peso valeu até a pintura sem verniz para ganhar apenas dois quilos (2% do total aliviado). Por compartilhar a mesma arquitetura do Lamborghini Gallardo (também do Grupo VW), o superesportivo da Audi, nessa edição especial, custa cerca de 30% menos que um Ferrari 458 Itália, por exemplo. Mas é capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em 3,6 s, ajudado pela tração nas quatro rodas e o sistema de controle automático em arrancadas ferozes.

O novo motor V-6 de 283 cv e câmbio automático de seis marchas formam um conjunto bastante honesto para a proposta da minivan da Chrysler. O acabamento ficou melhor e o painel mais moderno. O pomo da alavanca de câmbio tem dimensões exageradas.

A experiência com o R8 GT incluiu um desafio aos jornalistas, na pista de 5.000 metros de comprimento da fábrica de aviões da Embraer, em Gavião Peixoto (SP). Teste de aceleração máxima, apenas em um sentido, por cerca de 4.000 m. A pista com quase 100 m de largura parece estreitar, quando se passa de 300 km/h, mas é fácil dominar o carro. Devem-se passar as marchas no limite correto e tentar dirigir absolutamente em linha reta. Fiquei nos 318,8 km/h, porém o colega Eugênio Augusto Brito foi a 324,5 km/h, na mesma tarde. Na parte da manhã, Tarcísio Dias atingiu 326,5 km/h. O mesmo carro passou 50 vezes por esse teste.

Siga o colunista: www.twitter.com/fernandocalmon
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SOBE
Volkswagen Up! estreia no Salão de Frankfurt, em 13 de setembro próximo, e há grande expectativa sobre o seu preço. Trata-se de um subcompacto (3,54 m de comprimento) de nova geração, com alta flexibilidade para derivações, inclusive uma para o Brasil, até 2013. Fala-se em 9.500 euros (cerca de R$ 22.000), na Alemanha, preço bastante competitivo.

DÁ-LHE CANA
Matriz
energética brasileira é um destaque no panorama mundial por possuir grande parcela renovável. Derivados de petróleo ainda dominam com 38%. Contudo, a segunda fonte, surpreendentemente, é a cana-de-açúcar (18%), somados o etanol e a cogeração de energia elétrica. Hidroelétricas respondem por 15%. Fonte: British Petroleum, estudo de 2009.

TOYOTISMO
Método
de gestão Toyota, com seu modo de produção enxuta e de melhoria contínua aplicável em muitos setores, tem especialistas de renome fora do Japão. Um deles, Jeffrey Liker, fará palestras nos dias 13 e 14 de setembro, em São Paulo. O americano já escreveu três livros sobre o tema, de grande repercussão no mundo administrativo e de negócios.

ALTOS E BAIXOS
Expedição
da Palio Weekend elétrica, comandada por Paulo Rollo, saiu de Los Angeles e já circula no Brasil, nas etapas finais. Os extremos em termos de autonomia -- 58 km e 143 km -- aconteceram na subida e descida de serra, de trecho na Colômbia. Subindo as baterias sofrem e descendo os freios regenerativos ajudam na recarga.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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