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07/01/2010 - 14h45

Suzuki GSX-R 750 é opção menor de superesportiva para pilotos 'enferrujados'

Da Infomoto
Quando se entra na faixa dos 40 anos -- período em que, em tese, a vida financeira está estabilizada e os filhos crescidinhos -- muitos decidem realizar o antigo sonho de voltar a pilotar uma moto. Muitos destes motociclistas "enferrujados" acabam optando por modelos superesportivos, que aliam status e prazer sobre duas rodas. Mas algumas dúvidas pairam no ar: além da falta de prática, as motos superesportivas estão cada vez mais potentes, e com o passar dos anos temos que nos adaptar às limitações impostas pelo tempo. Qual é, então, a melhor opção? Racionalmente, não seria uma superesportiva. Porém, muitas vezes, a emoção fala mais alto e entre as opções disponíveis no mercado brasileiro está a Suzuki GSX-R 750.
  • Mario Villaescusa/Infomoto

    Suzuki GSX-R 750 tem corpo de máquina de 1000 cm³ com maneabilidade de uma 600 cm³

O modelo tem as mesmas características da sua irmã mais velha, a GSX-R 1000, porém com um motor um pouco mais manso, com 150 cavalos. Traz ainda menor peso e a maneabilidade das motos de 600 cm³ de capacidade. Detalhe: a linha GSX-R acabou de completar 25 anos em produção. Mais bonita, a Srad 750, como é popularmente conhecida, tem preço sugerido de R$ 54.670 (R$ 6.500 mais barata que a GSX-R 1000).

Apesar da diferença na capacidade do motor e no preço, elas têm muito em comum, como o motor com a mesma arquitetura -- DOHC (duplo comando no cabeçote), quatro tempos, quatro cilindros em linha, 16 válvulas, refrigeração líquida e injeção eletrônica --, além de medidas semelhantes de distância entre-eixos (1.415 mm), distância do solo (130 mm) e altura do assento (810 mm). As diferenças apresentadas pela GSX-750 ficam por conta do desenho das carenagens, conjunto óptico, escape mais curto e tanque com menor capacidade (16,5 litros). Mas é embaixo da carenagem que encontramos as respostas para afirmar que a Srad 750 é mais fácil de pilotar.

Única superesportiva do mercado nacional de 750 cm³ de capacidade cúbica, a moto consegue aliar a maneabilidade das supersport de 600 cm³ e o torque desde as baixas rotações das superbikes de 1000 cm³. O torque máximo é de 8,8 kgfm só a 11.200 rpm, porém a GSX-R 750 conta com a válvula SET (Suzuki Exhaust Tuning) que limita o fluxo de gases em baixas rotações e otimiza a curva de torque também em baixos regimes. Com isso não é preciso andar "esgoelando" o acelerador para acelerar a valer. Até mesmo quem quiser andar mais tranquilamente vai curtir essa superesportiva. Aliás, para quem está enferrujado a dica é ir na manha até se acostumar com a moto, acelerando e freando com cuidado.

Mas não se engane! Apesar da potência menor, esse propulsor de quatro cilindros em linha acelera para valer. E aí está um dos grandes prazeres de se pilotar uma moto desse segmento: basta girar o acelerador com vontade para ver os giros crescerem e a velocidade aumentar de forma alucinante. Por isso mesmo é preciso cuidado e preparo para pilotar uma máquina dessas.

Suzuki GSX-R 750

MotorDOHC, 749 cm³, quatro cilindros em linha, 16 válvulas, quatro tempos, refrigerado a líquido.
Potência150 cv a 13.200 rpm.
Torque8,8 kgfm a 11.200 rpm.
AlimentaçãoInjeção eletrônica, partida elétrica.
CâmbioSeis marchas
SuspensãoGarfo telescópico invertido, com múltiplos ajustes (dianteira); monoamortecedor, com ajustes de pré-carga da mola (traseira).
FreiosDisco duplo de 310 mm de diâmetro e mordido por pinça de quatro pistões (dianteiro); disco simples de 210 mm de diâmetro e pinça de um pistão (traseiro).
Pneus e rodas120/70 ZR 17 (dianteira), 190/50 ZR 17 (traseira).
Dimensões2.400 mm (comprimento); 715 mm (largura); 1.125 mm (altura); 1.415 mm (entre-eixos); 810 mm (altura do assento).
Peso163 kg (a seco).
Tanque16,5 litros.
CoresPreta, preta e laranja e azul.
CICLÍSTICA
Outros dois fatores contribuem para melhor maneabilidade dessa Suzuki: a centralização de massas, com o escapamento sob a moto, e o baixo peso (163 kg a seco), conseguido com o chassi em liga de alumínio.

As suspensões ajustáveis também ajudam neste trabalho: garfos telescópicos invertidos na dianteira e balança traseira monoamortecida. Outro ponto forte são os freios, com são dois discos flutuantes de 310 mm na dianteira, mordidos por pinças de fixação radial de quatro pistões opostos. Na traseira, disco simples de 220 mm com pinça de um pistão. Basta acioná-los com vontade para que essa Suzuki 750 estanque no chão. Sem dúvida, um dos melhores conjuntos de freio da categoria.

Outro atrativo desta máquina é o painel de instrumentos, com tacômetro analógico, velocímetro digital em tela de cristal líquido, e luzes indicadoras em LEDs e shift-light (luz de troca de marcha). Se o preço sugerido de R$ 54.672 estiver dentro do seu orçamento prepare-se, pois a Suzuki GSX-R 750 é garantia de altas doses de emoção.

PILOTAGEM CORRETA
Para os quarentões baixinhos, acima do peso e com poucas "horas de voo" sobre uma superesportiva, como eu, a sugestão é fazer um curso de pilotagem. Assim o piloto vai ficar mais familiarizado com a moto e também vai aprender técnicas corretas. Pilotar uma superesportiva não é uma tarefa das mais fáceis e exige preparo técnico e físico. Mas se a postura estiver correta, com certeza o motociclista não terá dores nas costas e nos braços.

A dica principal é apoiar as pontas dos pés nas pedaleiras, que na GSX-R 750 são ajustáveis. Não apoie seu peso sobre os braços e na parte dianteira da moto. Pilote mais relaxado e com as costas retas. Aperte e controle a moto com as coxas, como se estivesse sobre um cavalo. Nas mudanças de direção empurre a pedaleira para baixo para o sentido que quer seguir.

Outra dica importante para quem não está acostumado a pilotar modelos esportivos: a cada 100 quilômetros rodados pare e estique o esqueleto. Na estrada beba líquido -- água, sucos ou isotônico -- e faça lanches leves. Outro detalhe fundamental é pilotar sempre muito bem equipado. Uma moto como a GSX-R 750 exige macacão, luvas, botas e um capacete de qualidade. (por Aldo Tizzani)

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