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Livina tem dimensões maiores que os concorrentes, mas acaba devendo em acabamento interno
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POR DENTRO DO 1.8 FLEX
UOL Carros testou por alguns dias a versão de entrada do Livina com motor 1.8, segunda mais barata da gama e responsável por pouco mais de 13% das vendas do monovolume. Motor e câmbio são similares ao do exemplar avaliado pela Auto Press, mas o empobrecimento da versão mais simples é notável: da abertura, direto na fechadura da porta e sem direito a comando ou alarme na chave, a detalhes de acabamento interno, o Livina básico se aproxima do padrão encontrado em carros populares e, salvo por alguns equipamentos encontrados ou pelo desempenho, pode fazer o motorista esquecer que pagou R$ 50.690.
O despojamento chega a ser desconcertante e difícil de explicar em alguns momentos. O motor 1.8 flex permite que o motorista escolha qual combustível utilizará e em qual proporção, mas sem computador de bordo ficará difícil controlar o consumo. No quesito segurança, cintos dianteiros sem ajuste de altura, airbag apenas para o motorista e nada de freios com ABS na lista de equipamentos. Mimos como espelho de cortesia no para-sol ou porta-revistas nos bancos? Nem pensar. Por fora, calotas de plástico cobrem as rodas de ferro aro 14, a grade fosca perde brilho e charme e não há faróis de neblina.
A ausência de uma modularidade típica das minivans também pesa. O banco traseiro rebate, mas seu encosto é inteiriço e não há 'sintonia fina': nada de recuo ou elevação. Qual o forte deste Livina então? O desempenho acertado de motor e câmbio, principalmente no trânsito pesado. E o bom espaço interno, suficiente para abrigar (com jeitinho) uma família de cinco pessoas e suas compras no mercado. (por Eugênio Augusto Brito, da Redação)
| Nissan Livina |
| Motor: A gasolina e álcool, dianteiro, transversal, 1.598 cm³ ou 1.798 cm³, quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro (comando duplo de válvulas no cabeçote para o 1.8). Injeção eletrônica multiponto sequencial e acelerador eletrônico. |
| Transmissão: Câmbio manual de 5 marchas no 1.6; automático de quatro marchas no 1.8.M Tração dianteira. |
| Potência: 104/108 cv (g/a) a 5.750 rpm no 1.6; 125/126 cv (g/a) a 5.200 rpm no 1.8. |
| Torque: 14,9/15,3 kgfm (g/a) a 3.750 rpm no 1.6; 17,5 kgfm (g/a) a 4.800 rpm. |
| Diâmetro e curso: 79,5 x 80,5 mm (1.6) e 84 mm x 81,1 mm. Taxa de compressão: 10:1 (1.6) e 9,9:1 (1.8). |
| Suspensão: Dianteira independente do tipo McPherson, com barra estabilizadora, molas helicoidais e amortecedores hidráulicos telescópicos e barra estabilizadora. Traseira semi-independente, com eixo de torção molas helicoidais, amortecedores hidráulicos telescópicos e barra estabilizadora. |
| Freios: Discos na frente e tambor atrás. Oferece ABS e EBD de série nas versões SL 1.6 e 1.8. |
| Carroceria: Monovolume em monobloco, com quatro portas e cinco lugares. 4,18 metros de comprimento, 1,69 m de largura, 1,57 m de altura e 2,60 m de entre-eixos. Oferece airbag duplo frontal de série nas versões SL 1.6 e 1.8 e para motorista nas demais. |
| Peso: 1.159 kg (1.6), 1.172 kg (1.8), 1.181 kg (1.6 SL) e 1.193 kg (1.8 SL). |
| Porta-malas: 449 litros/769 l com banco rebatido. |
| Tanque: 50 litros. |
| Desempenho - O motor 1.8 16V com 126 cv e 17,5 kgfm (com álcool) é esperto em arrancadas e no uso cotidiano, em baixas rotações. A potência e torque são adequados para imprimir ao monovolume de 1.193 kg um desempenho equivalente ao de um sedã médio. De zero a 100 km/h, são necessários 11,5 segundos e a velocidade máxima é de 180 km/h, suficiente para um veículo familiar. O câmbio automático de quatro marchas é bem escalonado e proporciona respostas rápidas quando é requerido. A retomada de 60 a 100 km/h em "Drive" é cumprida em 8,9 segundos, o que garante certa agilidade em ultrapassagens. Nota 8 |
| Estabilidade - A suspensão do monovolume do Nissan possui um bom compromisso entre a estabilidade e o conforto. O conjunto mostra-se acertado e não deixa o Livina adernar em excesso nas curvas. A direção, com assistência elétrica, é extremamente leve em manobras e em baixas velocidades, mas ganha o peso correto em ritmos mais elevados e não exige correções em retas. Os freios, a disco na dianteira e tambor na traseira, com ABS, EBD e assistente emergência, ajudam a parar o carro de maneira equilibrada. Nota 7 |
| Interatividade - A ausência de ajuste de altura do banco do motorista e dos cintos chega a ser inusitada para um modelo que custa R$ 56.690. E chega a contradizer a própria proposta de modularidade e flexibilidade tão enaltecida pelas minivans. O volante possui ajuste apenas em altura. Ainda assim, a bordo do Livina o motorista conta com pontos positivos, como a ampla área envidraçada e visibilidade desimpedida, auxiliada pela posição alta de condução e pelos retrovisores laterais bem dimensionados. Os botões dos vidros e travas estão posicionados em locais de fácil acesso, nas portas, e o rádio tem comandos de bom tamanho. O quadro de instrumentos, com iluminação alaranjada, é descomplicado e de fácil visualização. Nota 6 |
| Consumo - O Nissan Livina SL 1.8 16V automático fez a média de 6,7 km/l com álcool e uso 2/3 urbano e 1/3 na estrada. Apenas razoável. Nota 6 |
| Conforto - A suspensão proporciona um bom nível de conforto de rodagem, sem, contudo, isolar todas as imperfeições do piso. Os bancos são revestidos em um tecido aveludado e os dianteiros apoiam bem o corpo em curvas. Atrás, o espaço é bom tanto para os pés, quanto para os ombros e cabeças. Três ocupantes se acomodam sem sobras, mas também sem passar por apertos. O isolamento acústico é comprometido pelo ronco do motor, que acima das 3.500 rpm invade sem cerimônia o habitáculo, e pelos ruídos de rodagem. Nota 7 |
| Tecnologia - O monovolume é baseado na plataforma do Dacia/Renault Logan, lançada originalmente em 2004, que não conta com recursos como suspensão traseira independente. O motor 1.8 16V esbanja mais modernidade, como variação de fase na abertura de válvulas. O câmbio automático possui apenas quatro velocidades e o modelo fica devendo em detalhes, como ajustes de altura do banco do motorista, de profundidade do volante, dos cintos dianteiros, além de cinto de três pontos e encosto de cabeça para o passageiro central traseiro. Entre os principais itens de série, o Livina traz ar, direção elétrica, trio elétrico, rádio/CD/MP3 com entrada auxiliar, airbag duplo e freios ABS com EBD e assistência de emergência. Nota 7 |
| Habitabilidade - O ponto alto do monovolume. Além do espaço suficiente para cinco passageiros, as portas têm bom ângulo de abertura e facilitam o acesso. O porta-malas comporta 449 litros e conta com boa abertura e banco traseiro bipartido. Há um bom número de porta-objetos nas quatro portas e porta-copos à frente do câmbio e no console central para os ocupantes de trás. Nota 8 |
| Acabamento - Os arremates e encaixes são precisos. Mas, os materiais utilizados são modestos no aspecto. A padronagem do painel, em duas cores, com plástico preto texturizado na parte superior e cinza na inferior, disfarçam um pouco a simplicidade. Há detalhes em plástico metalizado no console central, na manopla do câmbio, nos aros das saídas de ar laterais e no volante, que conta com revestimento em couro. Nota 6 |
| Design - O Livina é um modelo com desenho atual, mas sóbrio, com painéis laterais planos e faróis que avançam sobre os para-lamas e capô. Os destaques ficam por conta da grade dianteira, com acabamento cromado na versão SL, e da terceira janela lateral, com inclinação acentuada. Nota 7 |
| Custo/Benefício - Por R$ 56.690 (sem pintura metálica, a R$ 950), o Livina SL 1.8 16V oferece uma relação custo/benefício interessante para o segmento, sendo mais barato e potente que o Honda Fit, e mais equipado e maior em dimensões que Fiat Idea e Chevrolet Meriva. Nota 8 |
| Total - O Nissan Livina SL 1.8 16V Flex somou 70 pontos em 100 possíveis. NOTA FINAL: 7 |

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