UOL Carros

10/03/2009 - 18h30

Citroën C4 hatch chega para brigar por público jovem

EUGÊNIO AUGUSTO BRITO
Da Redação
Atualizada às 18h45 de 11/3

Quase três anos depois, a Citroën completou a gama C4 no Brasil, ao apresentar para parte da imprensa especializada, nesta segunda e terça-feiras, a versão hatch de seu C4. Cerca de 50 cm menor que o sedã Pallas, mas com visual mais arrojado e jovem, o modelo já está a venda desde o finalzinho de fevereiro nas lojas da marca, por preços que começam em R$ 53.800 e vão a R$ 75.500, em duas versões de acabamento (as tradicionais GLX e Exclusive), duas motorizações (1.6 e 2.0, ambas 16V e flex) e opção de câmbio manual de cinco velocidades ou automático de quatro (com motor 2.0).

Há uma "pegadinha" no preço, uma vez que o comprador deve pagar, obrigatoriamente, o extra da pintura metálica, que custa R$ 800 -- porque por ora não há cores sólidas. Ou seja, o preço inicial de cada versão é, na verdade, sempre R$ 800 acima do que a Citroën anunciou (e que reproduzimos aqui). De qualquer modo, o C4 branco está prometido para daqui a algumas semanas.

Fotos: Giulliano Ricciardi/Divulgação

Até a coluna central é tudo igual ao C4 Pallas; daí para trás, linhas arredondadas, volumes próprios
e maior leveza delimitam o visual ao mesmo tempo ousado e requintado do C4 hatch

O hatch chega com um perfil intermediário dentro da família C4, de médios premium da Citroën. O pioneiro, no país, foi o esportivo VTR, de três portas e visual polêmico (com sua tampa do porta-malas vincada e feita em vidro); depois, veio o três-volumes Pallas (atual sexto colocado entre os sedãs médios, com 2.115 unidades no ano); por fim, foi a vez da minivan Grand Picasso (para sete pessoas) e, no último mês, da versão menor C4 Picasso (para cinco pessoas).

Feito na fábrica de Palomar, na Argentina, o hatch tem as seguintes medidas: 4,26 metros de comprimento (50 cm menor que o sedã), com 2,61 m de entre-eixos, 1,77 m de largura e 1,46 m de altura. O porta-malas tem capacidade para 320 litros (contra 580 l do Pallas) e o tanque, para 60 litros de combustível.

UM PALLAS MENOR
Olhando para a concorrência, a Citroën ambiciona uma boa posição, vendendo 1.000 carros/mês em um segmento que cresceu 21%, chegando às 110 mil unidades em 2008, o dos hatches médios com valor na faixa dos R$ 60 mil. A mira específica é sobre Chevrolet Vectra GT, Volkswagen Golf, Fiat Stilo, Peugeot 307 (que compartilha plataforma com o C4), Ford Focus e Nissan Tiida. A estratégia é posicionar o C4 hatch como uma versão mais curta e de apelo mais jovem do Pallas, com quem compartilha cerca de 75% dos componentes (visualmente, pode-se dizer se tratar do mesmo carro até a coluna central), e pegar carona no bom apelo comercial do irmão maior. O fato é que o dois-volumes traz as mesmas versões de acabamento e motorização do sedã: GLX e Exclusive, com propulsores 1.6 16 V flex, que rende de 110/113 cavalos de potência com álcool/álcool, e 2.0 16V flex, de 143/151 cv. Além disso, há também a opção de câmbio manual, de cinco velocidades, ou automático sequencial, de quatro.

PREÇOS E VERSÔES
GLX 1.6R$ 53.800
GLX 2.0R$ 56.300
GLX 2.0 ATR$ 60.800
Exclusive 2.0R$ 64.300
Exclusive 2.0 ATR$ 68.800
Pintura metálica
(valor obrigatório)
R$ 800
Pack Technologique R$ 5.800
E como ocorre com o sedã, o C4 hatch vem bem equipado mesmo em sua versão mais básica, com ar-condicionado, direção eletro-hidráulica, airbag duplo e freio a disco nas quatro rodas com ABS (sistema antitravamento) e auxílio de frenagem em emergência (AFU, na sigla francesa), entre outros, de série. Itens de sucesso da franquia, como volante multifuncional com miolo fixo, enorme painel digital centralizado, ar-condicionado digital de duas zonas, faróis de xênon direcionais e controle de tração, também se fazem presentes. Como novidade, há a conexão Bluetooth, com teclas no volante, para telefonia.

Fotos: Giulliano Ricciardi/Divulgação

Um único arco abriga o para-brisa, forma o teto e, com caimento acentuado, delimita a traseira

REJUVENESCIDO
Durante a apresentação, UOL Carros teve acesso a todas as versões do C4 hatch, em test-drive feito nas proximidades da cidade de Jundiaí, a cerca de 70 quilômetros da capital paulista, o que serviu para constatar que mesmo a versão GLX 1.6, com câmbio manual e acabamento em veludo, passa longe do termo "de entrada", devido à extensa lista de itens de série, tornando-se uma séria opção para quem busca um sedã médio de bom custo/benefício e pretende rodar tranquilamente em ambiente urbano ou até mesmo em viagens feitas sem pressa.

Mas, como fica evidente ao se observar o visual do modelo, muito do apelo do C4 hatch está focado em seu estilo mais dinâmico. Com peso variando entre 1.200 e 1.292 kg (quase 120 quilos mais leve que o sedã) e formas mais arredondadas, que melhoraram o coeficiente aerodinâmico (cx 0,29), o hatch proporciona uma experiência de direção mais prazerosa. Neste ponto, os quase 40 cv de diferença (com álcool) para o motor 2.0 fazem a diferença, principalmente na busca de uma tocada com maior desempenho. Já a caixa automática de quatro velocidades segue jogando contra, como no sedã, embora seu escalonamento esteja mais acertado e ela já não "grite" tanto quando se busca maior aceleração (forçando o conjunto a reduzir marchas). O acerto de suspensão, mais duro, também funciona melhor no modelo mais curto do que no sedã.

Com estas características, o público esperado para o C4 hatch também é diferente, mais jovem. A Citroën estima que seu consumidor ideal seja do sexo masculino, na faixa dos 40-45 anos, em busca de produtos ousados. Mas com o perfil mais "redondo", que muitas vezes lembra o da minivan C4 Picasso, nada impede que também as mulheres, que podem considerá-lo "fofo", mais enxuto e menos assustador que o sedã, se encantem com o modelo.

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