A Ford do Brasil prevê que entre este mês e o próximo, maio, a oferta do novo Ka entre em equilíbrio com a demanda, evitando ou pelo menos aliviando as filas de espera pelo carro -- que, como mostrou reportagem de
UOL Carros nesta quinta-feira (10), podem chegar a 200 dias nas revendas.
A Ford diz que a curva de produção -- a quantidade de unidades do modelo a sair da fábrica -- é ascendente. Ou seja, está produzindo uma quantidade maior do novo Ka. Segundo a empresa, em março o aumento foi de 1.500 carros ante fevereiro. Foram 6.000 veículos, contra 4.500.
O efeito disso nas concessionárias, aparentemente, ainda não foi sentido, já que o tempo médio de espera solicitado pelas 11 revendas consultadas por
UOL Carros foi de 90 dias, com o máximo de 200 dias (quase sete meses) pedido em uma delas, 120 dias em quatro, e apenas duas prometendo o carro em um mês. O prazo independe da motorização (1.0 ou 1.6) e das versões. Mas ainda estamos no primeiro terço de abril.
De acordo com a Ford, o Ka 2009 é um carro "muito aguardado pelo público e de alta aceitação". Por isso, "é inevitável que ocorram, neste primeiro momento, casos de fila de espera".
"Mas todas as ações necessárias para agilizar a entrega dos veículos estão sendo tomadas, e a previsão é de que em abril e maio a relação entre demanda e oferta se estabilize", encerra o texto da montadora.
O novo Ka vendeu 4.677 unidades em março, segundo a Fenabrave (a federação dos distribuidores), obtendo o 10º lugar em vendas gerais no Brasil. No ano, são 9.765 emplacamentos. O Ka é produzido na planta da Ford de São Bernardo do Campo, no ABC.
Quando foi lançado, em 14 de dezembro do ano passado, a montadora disse pretender fabricar 60 mil unidades do compacto este ano. Caso o ritmo de 6.000 unidades/mês seja mantido, esse número deve ficar entre 65 mil e 70 mil carros.