A Volkswagen apresentou nesta segunda-feira (23), em São Paulo, o Jetta Variant, versão perua do já conhecido sedã importado do México. O carro, que repete a mecânica do três-volumes, deve começar a ser vendido no Brasil no começo de abril.
O preço inicial da versão única do Jetta Variant é de R$ 91.940, o que o coloca um degrau acima dos seus concorrentes no segmento, que são Toyota Corolla Fielder (R$ 85.810), Peugeot 307 SW (R$ 82.490) e Renault Mégane Grand Tour (R$ 79.070).
Os preços entre parênteses referem-se às versões top e completas de cada um desses modelos -- somente elas podem concorrer com a equipadíssima station wagon da Volkswagen. Com todos os opcionais (bancos de couro, faróis de xênon e teto solar Skyview), ela chega a custar R$ 104 mil.
O Jetta Variant também vai disputar espaço com um outro carro da Volks com o qual divide o "sobrenome": o luxuoso Passat Variant com motor 2.0 turbo, muito mais caro (começa em R$ 126.950). A Volks garante que não haverá "canibalização" (disputa entre carros da mesma marca pelo mesmo tipo de consumidor), e aposta na venda de 3.000 exemplares do Jetta Variant até o final do ano.
Pode parecer ambicioso para um produto tão caro -- mas não em tempos de mercado aquecido. Na semana passada, por exemplo, a Honda disse projetar uma vendagem de 9.000 unidades do crossover CR-V (que também custa mais de R$ 90 mil) no mesmo período.
 Porta-malas do Jetta Variant comporta 505 litros de bagagem |
 Ar-condicionado atua em separado para motorista e passageiro
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| Num test-drive de cerca de 250 km em estradas de boa e razoável qualidade, o Jetta Variant mostrou-se agradável de conduzir -- e de ser conduzido nele. Mas, antes, o lado de fora: o carro possui um design mais interessante que seus concorrentes. Só a grade frontal de contorno cromado e os faróis com dois canhões redondos bem destacados já dão um baile na relativa caretice do segmento. |
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Trazer o Jetta Variant para brigar num segmento tão específico faz parte da estratégia da Volks de aumentar sua oferta de carros premium -- que, segundo a própria montadora, são os que custam mais de R$ 57 mil (a rigor, de Bora para cima). Por isso a marca deve importar para o Brasil, num prazo ainda a ser definido, o conversível Eos e o SUV Tiguan.
O que ele temO principal argumento da Volks para vender um carro mais caro que os concorrentes diretos é sua lista de equipamentos de série -- que, de fato, é bem completa.
No item segurança, o Jetta Variant possui airbags frontais e laterais dianteiros e do tipo cortina, três apoios de cabeça no banco traseiro, freios com ABS (sistema antitravamento) e controles eletrônicos de tração e estabilidade (ASR e ESP).
Quanto ao conforto, há ar-condicionado digital dual-zone, retrovisores com antiembaçante e sistema de som para seis CDs -- com dez alto-falantes e comandos no volante. A unidade testada por
UOL Carros possuía dois opcionais: bancos de couro com aquecimento e apoio lombar duplamente regulável (nos dianteiros) e o Skyview, que ocupa praticamente todo o teto do veículo.
O trem de força é composto pelo motor 2.5 litros de cinco cilindros e 20 válvulas, capaz de gerar 170 cavalos de potência aos 5.000 giros e entregar torque de 24,5 kgfm aos 4.250 giros; e pela transmissão Tiptronic de seis velocidades, com opção de trocas seqüenciais e modo esportivo ("S"). A promessa é chegar a uma velocidade máxima de 205 km/h. O motorista senta-se diante de uma direção eletroassistida e, para ajudá-lo a conduzir, conta com piloto automático e computador de bordo; para ajudar a parar, há sensor de estacionamento traseiro.
Sem rebatimento, o porta-malas do Jetta Variant comporta 505 litros de bagagem. Está na média do segmento: é menos que o Mégane Grand Tour (520) e o 307 SW (562), mas é mais que o Corolla Fielder (411).