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30/11/2007 - 19h44

Corsa hatch se encontra com o motor 1.4

Da Auto Press
A segunda geração do Chevrolet Corsa no Brasil, lançada em 2001, nunca empolgou muito. A General Motors manteve a antiga versão do compacto sob a configuração de sedã, alcunhada de Classic e com um preço mais em conta. Resultado: o hatch mais moderno jamais chegou perto do desempenho de vendas da geração anterior, que chegou a ter filas de espera de meses na época do lançamento, em 1994.

Pedro Paulo Figueiredo/Carta Z Notícias
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Para complicar, o novo Corsa hatch só possuía versões com o desanimante motor 1.0 (com preços próximos ao Classic 1.6) ou com o superdimensionado 1.8, que superava a barreira dos R$ 40 mil. A chegada do motor 1.4 Econo.Flex, em fins de junho, porém, deu um sopro de vida ao dois volumes.

Com preço mais atraente e motor mais eficiente que o 1.0, e mais econômico que o 1.8, o Corsa passou da média de 3.340 unidades/mês nos seis primeiros meses do ano, para 4.389 unidades/mês após a chegada dessa nova motorização.

FICHA TÉCNICA
Motor: Gasolina ou álcool, dianteiro, transversal, 1.389 cm³, quatro cilindros em linha, duas válvulas por cilindro e comando simples de válvulas no cabeçote. Injeção eletrônica de combustível multiponto seqüencial. Acelerador eletrônico.
Transmissão: Câmbio manual de cinco marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira.
Potência: 105 cv com álcool e 99 cv com gasolina a 6 mil rpm.
Torque: 13,4 kgfm com álcool e 13,2 kgfm com gasolina a 2.800 rpm.
Diâmetro e curso: 77,6 mm x 73,4 mm. Taxa de compressão de 12,4:1.
Suspensão: Dianteira do tipo McPherson, com molas helicoidais e amortecedores telescópicos hidráulicos pressurizados a gás. Traseira semi-independente com braços oscilantes, molas tipo barril com diâmetro variável e amortecedores hidráulicos pressurizados a gás.
Freios: Discos ventilados na frente e tambores atrás.
Carroceria: Hatch compacto em monobloco com quatro portas e cinco lugares. 3,83 metros de comprimento, 1,64 metro de largura, 1,43 metro de altura e 2,49 metros de distância entre-eixos.
Peso: 1.056 kg em ordem de marcha. 460 kg de carga útil.
Porta-malas: 260 litros.
Tanque: 44 litros.
Chevrolet Corsa Premium 1.4
A unidade de força "importada" do sedã Prisma fez a diferença. Responde hoje por cerca de 70% das vendas totais do Corsa, e é, sem dúvida, a melhor relação custo/benefício na linha. Por R$ 31.645 na versão de entrada Maxx, tem-se um propulsor que gera 105 cv com álcool e 99 cv com gasolina a 6.000 giros. O torque é de 13,4/13,2 kgfm disponíveis nos 2.800 giros. Com motor 1.0 de 79/77 cv na versão Joy, começa em R$ 29.515. Já a versão Premium, como o modelo testado, tem preços a partir de R$ 34.465.

Além de ar-condicionado, direção hidráulica, ajuste de altura do banco do motorista, limpador, lavador e desembaçador do vidros traseiro, a versão Premium conta com itens como trio elétrico, mostrador digital de hora e temperatura e alarme na chave e fechamento automáticos das portas ao atingir 15 km/h.

A maior parte dos itens diferentes das outras configurações, porém, são meramente cosméticos. O interior tem quadro de instrumentos modificado e console central na cor prata. As rodas são de liga leve aro 14 e o modelo ainda conta com faróis de neblina e maçanetas e carcaças dos retrovisores na cor do veículo.

Preços e mais preços
O modelo testado ainda contava com uma infinidade de acessórios que lhe conferiam uma roupagem mais esportiva, como aerofólio traseiro, saias e spoiler. Por dentro, descansa-braços, sistema de som com MP3, porta-óculos, entre outros itens que elevariam o preço do veículo para quase R$ 45 mil. Nos "normais" R$ 34.465, o modelo Premium fica mais barato que o Fiat Palio ELX 1.4 -- que, com os mesmos equipamentos, custa R$ 38.330.

Com motorizações superiores, o Ford Fiesta 1.6 Flex sai por R$ 40.885 e o Volkswagen Fox Plus 1.6, chega a R$ 43.195. Mas vale ressaltar que todos eles oferecem itens de segurança (ABS e airbag) como opcionais, equipamentos que não são ofertados no Corsa 1.4 Econo.Flex. (por Fernando Miragaya)

IMPRESSÕES AO DIRIGIR
O motor 1.4 desenvolvido para o Prisma caiu como uma luva no Corsa. Sem o mesmo vigor do modelo 1.8, mas bem mais esperto que o propulsor mil, os 105 cv do compacto (com álcool) do motor do compacto proporcionam arrancadas eficientes. O zero a 100 km/h, por exemplo, foi obtido em razoáveis 12,5 segundos. As retomadas, porém, são bem mais ágeis.
Graças ao torque disponível antes dos 3.000 giros, o modelo responde bem às investidas no pedal do acelerador na hora de ultrapassar. De 60 km/h a 100 km/h em quarta, por exemplo, foram necessários 7,1 s.
Outra boa surpresa do motor é que ele grita pouco. Mesmo acima dos 4.000 giros, o propulsor roda macio. Pisando fundo, foi possível alcançar a máxima de 175 km/h. Nesta hora, o Corsa manifesta uma sensação incômoda de flutuação, mesmo em retas. Mas nada que prejudique a estabilidade do carrinho.
Nas curvas fechadas e em altas velocidades, a carroceria torce bem pouco e o modelo não aderna. Méritos para o bom acerto da suspensão. Mas foi mesmo na bomba de combustível que o Corsa Premium 1.4 mostrou seus atrativos. O carro testado obteve a boa média de 8,8 km/l com álcool, em circuito 2/3 urbano e 1/3 rodoviário.


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