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Luiza Dantas/Carta Z Notícias Tracker voltou ao mercado brasileiro no ano passado e vende pouco |
A volta do Chevrolet Tracker ao mercado brasileiro no fim do ano passado deu a impressão de que, finalmente, surgia um rival mais competitivo para o EcoSport. Afinal, o utilitário esportivo da General Motors (montado em CKD na Argentina e baseado no Suzuki Grand Vitara) conta com muito mais ímpeto "off-road". E poderia ameaçar, mesmo que timidamente, a liderança isolada do exemplar da Ford, que vende mais de 3.500 unidades/mês.
Só que a limitada capacidade da planta portenha, aliada ao visual datado do modelo e, mais recentemente, ao lançamento de uma nova geração do Grand Vitara lá fora, atrapalharam qualquer perspectiva para o jipinho da Chevrolet, que não ultrapassa as 500 unidades mensais.
Afinal, no preço o Tracker não deixa de ser bastante competitivo. A GM pede R$ 59.990 pelo modelo. O utilitário esportivo compacto da Ford, na versão XL 1.6, por sua vez, parte dos R$ 49.680. Mas na configuração mais barata com motorização 2.0, a XLT, sai por R$ 62.490.
O modelo da Chevrolet leva a vantagem por ter tração 4x4 com reduzida e uma lista de equipamentos que inclui ar-condicionado, direção hidráulica, freios com assistentes ABS e EBD, airbag duplo frontal, teto solar e trio elétrico.
O único EcoSport com tração nas quatro rodas e nível de itens de fábrica semelhentes, a versão 4WD, que não dispõe de reduzida, custa iniciais R$ 66.120.
A idade e o conjunto do Tracker, contudo, jogam contra. O modelo dispõe de um eficiente, mas antigo, motor 2.0 litros de 128 cv a 5.900 rotações; o EcoSport 4WD tem propulsor 2.0 de 147 cv. O torque máximo do propulsor da GM é de 17,7 kgfm a 4.300 giros. Isso sem contar o visual defasado do jipinho argentino.
Com linhas quadradonas até normais em um SUV, ele conta com um desenho bastante comportado e conservador, que fica evidente já no conjunto ótico retangular com uma grade trapezoidal ao centro.
Tudo em linha reta
Nas laterais, nenhuma ousadia. Molduras na parte posterior das portas e musculosidades no pára-lamas traseiro. A parte de trás ostenta o indefectível estepe pendurado na tampa do porta-malas. O vidro e a carroceria têm cortes predominantemente retos e apenas os pára-choques possuem alguns detalhes mais bojudos. As lanternas verticais e majoritariamente retas completam o visual.
De qualquer forma, o Tracker não deixa de oferecer uma interessante relação custo/benefício. O modelo conta ainda com regulagens de altura do banco do motorista e da coluna de direção, rodas de liga leve aro 16, bagageiro no teto, console central, espelhos cortesia nos pára-sóis, rádio/CD player, ajuste lombar do assento do condutor, comando interno de abertura da tampa do porta-malas, banco traseiro bipartido e relógio digital.
Só que o futuro do modelo é duvidoso. A Suzuki já faz um novo Grand Vitara (da mesma plataforma de onde surge o Tracker) e a GM não confirma se vai partir para a nova versão do jipe. (Fernando Miragaya)
| IMPRESSÕES AO DIRIGIR: CHEVROLET TRACKER | |
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