UOL Carros
 

01/10/2008 - 17h11

Brasil deve receber o sedã Chevrolet Cruze

CLÁUDIO DE SOUZA
Enviado especial a Paris
A General Motors apresentou nesta quarta-feira (1), em Paris, as suas novidades para o Mondial de l'Automobile 2008, o maior salão do automóvel em quantidade de visitantes em todo o mundo. O evento abre as portas para a imprensa nesta quinta. Na prévia da GM, apenas carros da Chevrolet, sua principal marca na América Latina. Foram exibidos o sedã Cruze, o elétrico Volt, o novo Camaro e o carro-conceito Orlando.


Chevrolet Cruze mostra design ousado, incomum na marca da GM Foto: Divulgação

Para falar do que está mais próximo da (nossa) realidade: o Cruze surge como novo carro global da Chevrolet e começa a ser vendido na Europa em março de 2009. O modelo é um sedã com linhas de cupê de quatro portas, mas não exatamente como o Volkswagen Passat CC ou o Mercedes-Benz CLS. A brevidade do seu terceiro volume lembra mais o Honda Civic e até mesmo o Nissan Sentra.

O Cruze (talvez não com esse nome) deve ser vendido no Brasil, numa data ainda a definir. Foi o que disse a UOL Carros o vice-presidente mundial de design da GM, Ed Welburn. Essa pode ser a sentença de morte para o nosso Vectra. O Cruze tem porte parecido ao do veterano sedã que nós conhecemos (as dimensões exatas não foram divulgadas), mas parece mais moderno e adequado para enfrentar rivais como o próprio Civic e outros sedãs médios.


O perfil do Cruze segue a tendência dos cupês de quatro portas Foto: Divulgação

Basta observar o conjunto óptico, o mais ousado que a Chevrolet já mostrou, bastante afilado nas pontas superiores, gerando uma impressão de fluidez; e também a grade dianteira com uma generosa porção sob a barra que a divide e leva o logotipo dourado da marca. A traseira à moda de cupê, vista de lado, faz pensar em modelos da BMW, mas o desenho das lanternas (quando observado por trás) é semelhante ao de modelos da Volkswagen.

A colocação das rodas (de 19 polegadas na unidade exibida, mas essa medida deve ser opcional, pois a Chevrolet fala em 17 polegadas no material de divulgação) mais perto das extremidades da carroceria acentua a impressão geral de silhueta de cupê, além de aumentar o entreeixos e, conseqüentemente, o espaço interno. No habitáculo, alguns mimos, como DVD, som de última geração e painel iluminado com LEDs, além de um maior cuidado na escolha de materiais e texturas.

O Cruze chega às lojas da Europa com motores 1.6 e 1.8 a gasolina, além de um turbodiesel 2.0. Esses propulsores serão capazes de gerar potências de 112, 140 e 150 cavalos, respectivamente. Uma segunda opção a diesel, com potência um pouco menor, de 125 cavalos, virá em seguida.

OS OUTROS CARROS
Entre as demais atrações da Chevrolet para o Salão de Paris está a nova geração do "pony-car" esportivo Camaro, que traz um motorzão 6.2 V8 de 400 cavalos e um sabor de nostalgia no visual, especialmente da dianteira, com seus faróis "escondidos" mantendo a aura do modelo clássico. O que será mostrado no evento parisiense é o carro de produção -- ou seja, o que vai mesmo às ruas.


O novo Camaro, na versão de rua; sob o capô, motor V8 Foto: Cláudio de Souza/UOL

Já o carro-conceito Orlando é um crossover (que mistura características de mais de um tipo de veículo, no caso minivan e utilitário-esportivo) de sete lugares, que ocuparia um degrau acima do Captiva em termos de tamanho, e vários degraus acima da Zafira em termos de modernidade de projeto -- mas essa conhecida minivan não está ameaçada, e terá uma nova geração. Uma curiosidade: o nome Orlando vem da cidade norte-americana que é "o destino da família que quer se divertir", segundo um executivo da Chevrolet (que, ao falar isso na apresentação do carro, deve ter se esquecido de que estava em Paris).


Orlando, conceito de crossover familiar que nao 'mata' a Zafira Foto: Divulgação

Por fim, há o elétrico Volt já na versão de produção, anunciado com orgulho pela General Motors em seu aniversário de 100 anos, em setembro. O carro, que usa baterias de lítio para gerar força para o eixo dianteiro, pode rodar cerca de 60 quilômetros com uma única carga, que é feita diretamente numa tomada de energia. Depois que a bateria se esgota entra em ação o motor convencional (que pode usar o E85, mistura flex com até 85% de etanol), que a recarrega. De acordo com a GM, a economia de combustível para quem usar o Volt por 100 km diariamente pode chegar a 2.100 litros anuais.


Volt, que roda até 60 km só com a primeira carga Foto: Divulgação

Como a propulsão principal é por eletricidade, não há curva de torque: toda a força do motor -- cerca de 37 kgfm -- está disponível assim que a partida é dada. E o ruído é próximo de zero. Mesmo na configuração que vai às lojas, o Volt manteve um ar futurista, ajudado pela grade sólida e pelas curvas muito sinuosas, pensadas para diminuir ao mínimo o atrito com o ar -- o que ajuda a aumentar a autonomia. Por dentro, o aspecto é de nave espacial, mas há lugar para apenas quatro pessoas (o console central é estendido e divide o banco traseiro). Nos Estados Unidos, o Volt começa a ser vendido em 2010.
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