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Mercado de autopeças deve faturar R$ 83,5 bilhões em 2013

Murilo Góes/UOL
Clientes são atendidos em balcão de loja automotiva, em São Paulo (SP), durante a madrugada imagem: Murilo Góes/UOL

Renata Turbiani

Colaboração para o UOL

Conforme a produção e a venda de automóveis crescem no Brasil, o mercado de autopeças também vê seus lucros aumentarem. Elias Mufarej, conselheiro do Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores), diz que a projeção para 2013 é contabilizar R$ 83,5 bilhões.

Em 2012, o faturamento foi de R$ 81,7 bilhões, segundo dados do anuário "Desempenho do Setor de Autopeças”, divulgado pelo Sindipeças e pela Abipeças (Associação Brasileira da Indústria de Autopeças) e que registrou os ganhos de cerca de 500 associados das entidades, com pouco mais de 218 mil trabalhadores.

Ainda segundo o documento, as vendas para montadoras, principal segmento de mercado, representaram 69,3% do total faturado em 2012; a reposição vem em seguida, com 14,7%; exportações, 8,6%; e vendas intrassetoriais, 7,4%.

E é justamente no mercado de reposição que entram as grandes lojas de autopeças, como MercadoCar, Voli, Autozone, entre outras. Para 2013, a fatia delas deve representar, novamente, 15% desse mercado.

“Essas grandes redes compram, quase sempre, diretamente do fabricante e por isso conseguem preços altamente competitivos”, afirma Mufarej.

De acordo com Antonio Fiola, presidente do Sindirepa Nacional e Sindirepa-SP (Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios), as oficinas são os principais clientes das lojas de autopeças.

“É comum o dono do carro delegar ao mecânico de confiança a compra da peça para fazer a manutenção, porém, o consumidor tem a possibilidade de ir, ele mesmo, até um desses grandes supermercados automotivos e comprar o que deseja", explica Fiola. "Essas lojas são renomadas, de confiança e estão há muito tempo no mercado”, finaliza.

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