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Atualizada em 05.08.2013 19h10

BMW ergue fábrica de SC em novembro; carros surgem em setembro de 2014

Divulgação
BMW Série 3 é um dos modelos que devem ganha selo "made In Brasil" a partir de setembro de 2014 imagem: Divulgação

Do UOL, em São Paulo (SP)

A BMW vai começar a erguer sua fábrica no Brasil dentro de três meses. O projeto foi apresentado por Gleide Souza, diretora de relações governamentais da marca, a setores públicos do Estado de Santa Catarina em 1º de agosto e divulgados à imprensa nesta segunda-feira (5).

Com a definição do mês de novembro como "marco inicial", a unidade da cidade catarinense de Araquari deve entregar os primeiros carros nacionais da BMW em setembro de 2014, segundo a marca.

O anúncio foi feito durante audiência para apresentação do relatório de impactos ambientais da nova fábrica. No total, o complexo deve ocupar uma área de 1,5 milhão m² à margem oeste da BR-101 -- rodovia que atravessa o litoral brasileiro, do Sul ao Nordeste. O projeto prevê 500 mil m² de área construída, ocupados pelos prédios principais, pátio para as unidades produzidas e pista de testes.  

Pela previsão inicial, a unidade de Araquari deve produzir 32 mil carros por ano e gerar cerca de 1.000 empregos diretos e outros 2.500 indiretos. De acordo com Souza, a empresa vai priorizar a contratação de mão de obra local, que passará por treinamento desenvolvido pela BMW.

Apesar disso, representantes da marca já afirmaram que usar tecnologia estrangeira será algo "indispensável" para produzir carros com o mesmo padrão de qualidade do restante do mundo -- algo definido como "necessário" pela montadora alemã (releia aqui). O investimento para construção da unidade está estimado em cerca de R$ 1 bilhão -- deste total, a BMW confirma apenas o próprio de 200 milhões de euros (pouco mais de R$ 600 milhões), anunciado durante o Salão do Automóvel de São Paulo, em outubro de 2012. 

O QUE VIRÁ
Segundo informações prévias levantadas por UOL Carros, a unidade catarinense da BMW deverá produzir o hatchback Série 1, o sedã Série 3 e o crossover X1.

Espera-se que os modelos feitos localmente tenham preços reduzidos entre 15% e 40% em relação aos praticados atualmente, em função de reduções no IPI (Imposto sobre Produtos Industrializado) e de taxas de importação previstos pelo Inovar-Auto (o novo regime automotivo nacional).

Assim, considerando-se o cenário mais favorável, com percentual máximo de 40%, a versão mais barata do crossover X1 poderia custar algo próximo de R$ 80 mil. O Série 1 poderia partir de algo abaixo de R$ 60 mil, enquanto o sedã Série 3 teria valores iniciais entre R$ 100 mil e R$ 110 mil. Claro, estes são valores não-oficiais e o tempo dirá qual a realidade de etiqueta dos modelos fabricados no país.

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