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Santana do século 21 surge até dezembro a partir de R$ 45 mil

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Volkswagen Santana será feito em São Bernardo do Campo (SP) com produção anual de 50 mil unidades imagem: Divulgação

André Deliberato

Do UOL, em São Paulo (SP)

Muito se fala sobre o Golf de nova geração e a chegada do compacto Up ao Brasil (ambos já vistos em testes pelo país), mas outro carro da Volkswagen deve causar alvoroço no mercado brasileiro, principalmente entre taxistas, ainda em 2013.

Trata-se do novo Santana, que deve ser apresentado entre novembro e dezembro. O sedã será produzido na fábrica da Volks de São Bernardo do Campo (SP), no espaço atualmente ocupado pela Kombi -- que se aposenta oficialmente no final deste ano, já que não comporta airbags em sua estrutura (o item será obrigatório em 2014). A chegada do Santana às lojas está prevista para o primeiro trimestre de 2014.

Sua missão é substituir o Polo Sedan, que há algum tempo faz papel de figurante nas lojas da marca. Os preços devem variar entre R$ 45 mil e R$ 60 mil (ou seja, entre o das versões mais caras do Voyage e do Jetta mais barato).

Fontes ligadas à fabricante cravaram a UOL Carros (obviamente, o informante preferiu não se identificar) que a capacidade de produção dedicada ao modelo será de 50 mil carros/ano. O Santana será feito sobre a plataforma PQ25, a mesma do Polo europeu, e terá como objetivo roubar clientes das versões mais caras de Chevrolet Cobalt, Nissan Versa, Ford New Fiesta Sedan, Honda City etc.

Isso também significa que, num futuro um pouco mais distante, uma versão hatch do modelo (que pode e deve manter o nome Polo) poderá ser feita por aqui -- para concorrer, entre outros, com Peugeot 208, Ford New Fiesta, Chevrolet Sonic e Citroën C3, coisa que o Fox e o próprio Polo atual não fazem.

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    Interior segue novo padrão estético da Volks; traseira lembra a de sedãs maiores da marca 

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QUASE UM JETTA
Lançado na China no final do ano passado, o novo Santana é claramente um sedã compacto ampliado. Ele mede 4,47 metros de comprimento e tem 2,60 m de distância entre-eixos. Como no rival Cobalt, uma de suas atrações será o espaço interno, sobretudo no banco traseiro. O porta-malas comporta 480 litros.

Nas lojas chinesas, o carro é oferecido em três versões de acabamento, seguindo o tradicional catálogo da Volks (Trendline, Comfortline e Highline), com pacotes de equipamentos que incluem freios ABS (antitravamento), airbags frontais, laterais e de cabeça, controle de tração, ar-condicionado, rodas de liga leve, sensores de estacionamento, bancos de couro e teto solar elétrico entre os itens de série.

Espere por algo parecido por aqui na versão topo de linha, de R$ 60 mil, e por uma variação depenada (sem rodas de liga, bancos de couro, teto e controle de tração, além de acabamento inferior) na configuração de R$ 45 mil.

COMO ELE ERA, COMO ELE SERÁ

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    Antes um sedã médio executivo (o modelo era derivado do Passat na década de 1980 e 1990), agora o Santana passa a ser da turma dos sedãs compactos alongados -- não espere, portanto, o mesmo nível de sofisticação que a geração anterior possuía

1.6 COM FORÇA DE 2.0
Na China, o sedã usa motores 1.4 (90 cv) e 1.6 (110 cv), a gasolina. Por aqui, de acordo com a fonte, ele será equipado com motores da família EA211 (evolução dos EA111), já presente no Fox, mas apenas na configuração de 1.6 16V (inédita por enquanto). Flex, o propulsor deverá render 120 cv com etanol (mesma potência do 2.0 do Jetta mais básico).

A princípio, esta será a única opção de motorização oferecida pelo sedã.

O câmbio das versões de entrada será manual de cinco marchas e haverá opção I-Motion (automatizado, também de cinco marchas, mas com apenas uma embreagem). Uma versão com câmbio automático convencional Tiptronic, de cinco ou seis marchas, também é estudada.

Consultada, a Volkswagen do Brasil preferiu não comentar sobre o assunto.

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