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Possível compra da Peugeot pela GM é recebida com descrédito

Do UOL, em Detroit (EUA) e São Paulo (SP)

Rumores. Assim a imprensa internacional classificou, nesta sexta-feira (28), as "informações" sobre a possibilidade de a General Motors assumir o controle, via Opel, da francesa Peugeot.

Segundo o Financial Times, de Londres, as especulações ajudaram a elevar o valor das ações da Peugeot. Já o Wall Street Journal afirma que a francesa explora diversas formas de sair da crise. Além da GM, a família Peugeot conversa com a Dongfeng Motors, parceira em desenvolvimento de produtos na China, negociando uma extensão dos termos da aliança ou um aumento na participação acionária -- mas ainda não há definicão sobre os rumos que esta conversa pode tomar.

Quanto à GM aumentar sua participação, atualmente em 7%, o WSJ diz ter obtido uma negativa do porta-voz da marca: "Não temos a intenção  de fazer investimentos adicionais na PSA neste momento". A própria Peugeot se negou a comentar o caso: "Não comentamos rumores".

Segundo fontes da indústria, porém, a GM pode de fato assumir partes da operação da Peugeot, como o desenvolvimento de trem-de-força, mas isso ainda é incerto. A Opel, sua subsidiária europeia baseada na Alemanha, também enfrenta problemas financeiros.

Para analistas, como os do banco Barclays, é certo que a família Peugeot deve abrir mão do controle da companhia, mas um acordo maior entre GM e PSA "não faz sentido sob nenhuma perspectiva, para nenhuma das duas empresas".

A marca ainda tenta manter um canal com o governo francês, que detém participação na rival Renault -- mas a preocupação deste estaria na quantidade de dinheiro que a Peugeot tem gasto para se manter ativa, enquanto vê as vendas cairem para o pior nivel em 20 anos. A Peugeot segue torrando dinheiro para se manter ativa. Foram 3 bilhões de euros em 2012, e espera-se pelo menos 1,5 bilhão de euros este ano, alem do plano de cortar 11 mil empregos na Europa.

A injeção de dinheiro da GM na Peugeot, inicialmente de 7%, foi duramente criticada por especialistas, já que o grupo americano ainda luta para se estabilizar depois da concordata de 2009 e o francês tem problemas crônicos de caixa. Desde então, os dois lados têm desmentido sistematicamente que já esteja acontecendo o desenvolvimento conjunto de carros ou mesmo de componentes.

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