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Atualizada em 08.06.2013 17h00

Novo Corolla europeu mostra classe que o americano esqueceu

Do UOL, em São Paulo (SP)

Poucas horas após o lançamento oficial da 11ª geração do Toyota Corolla em sua encarnação americana (saiba tudo aqui), feita em Santa Monica, nos arredores de Los Angeles (Estados Unidos), a internet foi novamente estremecida por imagens e informações sobre a especificação "para o resto do mundo" do novo Corolla.

Opinião do leitor: a favor

Me lembra a versão do Civic 2010, porém sofisticado, visual mais agressivo. Acho que a Honda mudou o Civic de forma errada, o projeto certo era este e a Toyota está de parabéns

Portella Helbeler

Este modelo, que está confirmado para os mercados europeu (será lançado em breve na Turquia), australiano e africano, difere do carro americano por ter elementos e visual mais sofisticados. Menos inspirado no conceito Furia, mais relacionado com o hatch médio Auris e idêntico ao carro das imagens vazadas em fevereiro (relembre aqui), o Corolla que vamos chamar aqui de "europeu" tem grade frontal cromada, para-choque mais robusto, faróis mais amplos e com pontos de LED aparentes, enquanto a traseira também tem lanternas mais amplas e arremate mais musculoso.

Tamanho (4,64 metros de comprimento), espaço interno (quase 2,70 m) e padrão da cabine são os mesmos do modelo americano. A mecânica, no entanto, também difere: as informações iniciais, ainda não confirmadas pela Toyota, indicam que uma das opções é o motor de 1,3 litro Dual VVT-i do Auris, de 99cv, além do 1,8 litro de 138 cavalos, sob comando de câmbio manual de seis marchas ou CVT, com sete marchas virtuais. No americano, o trem-de-força tem motor de 1,8 litro e 132 cv (140 na versão Eco) e câmbio manual de seis, automático de quatro ou o CVT de sete marchas.  

E O BRASIL?
Nossa opinião é de que, no geral, o carro está mais refinado e deve agradar mais ao consumidor brasileiro. UOL Carros procurou a Toyota do Brasil, que confirmou a veracidade do visual do Corolla europeu, mas preferiu não opinar sobre a escolha de um padrão para o futuro sedã nacional -- americano ou europeu.

Opinião do leitor: contra

Perdeu a identidade! Uma mistura de Civic (o meio do Jetta) e HB20. O Elantra é de longe mais bonito e arrojado

Luciano Sabóia

Quer uma dica? A atual geração do Corolla brasileiro segue o padrão europeu, enquanto outros modelos globais, como o SUV compacto RAV4 (saiba tudo sobre a nova geração, recém-lançada no país) e o sedã grande Camry, adotam o padrão japonês. Nenhum deles, porém, segue o mercado americano, onde Corolla e RAV4 são carros de adolescente (ou segunda e terceira opções na garagem), enquanto o Camry é considerado médio, ou seja, com status muito abaixo do que o esperado por aqui.

Informantes ligados à Toyota, no entanto, já afirmaram em mais de uma ocasião que o lançamento da 11ª geração no Brasil não deve tardar. Uma data já apontada é o mês de março de 2014, enquanto outra fonte afirmou que o "tempo de espera" deve ser equivalente ao do RAV4 -- este é importado, enquanto o Corolla terá de ser fabricado no Brasil, mas o intervalo entre a chegada às lojas no mercado internacional e a aparição por aqui seria equivalente: cerca de seis meses. Mostrado agora, o Corolla estrangeiro, americano ou europeu, terá as vendas iniciadas mais à frente, ainda este ano, mas em data ainda indefinida.

AQUI, ELE AINDA É ASSIM

  • Divulgação

    Corolla de décima geração ocupa a 2ª posição no ranking de sedãs médios no Brasil

COMO É
Como dito anteriormente, o Corolla americano tem perfil jovem, inclusive com uma versão de visual esportivo (S), grade frontal e para-choque mais arrojados formando uma boca (hexagonal na esportiva, trapezoidal nas "civis") e lanternas afiladas -- estilo que lembra muito o Civic da geração anterior ou ainda rivais como os carros da Kia e Hyundai ou ainda o Volkswagen Jetta.

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Já o europeu mescla estilos de carros da própria Toyota: faróis mais amplos e com linha de LEDs bem definida e para-choque com entrada de ar apenas na porção central praticamente transplantados do hatch Auris; a grade frontal cromada, porém, é uma versão mais refinada daquela encontrada no... Etios.

Na traseira, as lanternas têm tamanho G e praticamente se ligam através de uma barra cromada que poderia muito bem não existir. A solução lembra outro carro da rival Honda, o sedã grande Accord (médio para os padrões internacionais). É possível notar ainda a presença de sensores de estacionamento, inexistentes no carro americano, que faz uso de câmera de ré na versão topo. Tudo exatamente idêntico ao revelado pelas imagens vazadas no começo do ano.

Por dentro, o visual é semelhante, ainda que o painel de instrumentos tenha mudanças pontuais, como a adoção de apenas dois mostradores analógicos com uma tela digital centralizada -- no americano, a porção digital está inserida na base de uma das escalas analógicas. Apesar da sofisticação, detalhes dos bancos entregam alguma rusticidade -- ou corte de custos: o revestimento de couro é apenas parcial e o ajuste é sempre manual.

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