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Ford Fusion com motor flex 2.5 abre gama do modelo por R$ 92.990

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Com motor flex e preço menor (mas não muito), Fusion está pronto para surgir nas ruas imagem: Divulgação

Eugênio Augusto Brito

Do UOL, em Florianópolis (SC)

Quatro meses após a apresentação da nova geração do sedã Fusion, à época apenas em sua versão Titanium AWD (a mais cara, de R$ 112.990, com tração integral, motor turbinado 2.0 Ecoboost a gasolina, 240 cavalos e lote limitado), a Ford lança nesta segunda-feira (25), em Florianópolis (SC), a configuração de entrada do carro, equipada com motor 2.5 flex adaptado da picape Ranger e capaz de consumir tanto gasolina quanto etanol, a R$ 92.990. A tração é 4x2, nas rodas dianteiras.

Importado do México com vantagens fiscais, o Fusion 2.5 chega às lojas em março com preço não tão em conta quanto muitos imaginavam -- os palpites iam dos R$ 85 mil aos R$ 90 mil. Por outro lado, a lista de equipamentos segue parruda, apesar da diferença de exatos R$ 20 mil para a versão mais completa.

Além do motor Duratec 2.5 iVCT, com bloco e cabeçote de alumínio, que gera 175 cavalos de potência máxima (a 6.000 giros) e torque de 24,16 kgfm (4.500 giros) com etanol, a versão traz direção elétrica, câmbio automático de seis marchas (com opção de trocas manuais em um botão na manopla da alavanca), freio de estacionamento elétrico, bancos e volantes com couro, ajustes elétricos para os bancos dianteiros (dez posições para o motorista e quatro para o carona), grade e ponteira do escapamento cromadas, parachoques na cor do veículo, rodas de alumínio de 17 polegadas calçadas por pneus 235/50, painel de instrumentos com duas telas de 4,2 polegadas configuráveis (com computador de bordo à esquerda do velocímetro; entretenimento, telefonia e navegação à direita), tela central de oito polegadas incorporada ao sistema Sync de segunda geração, o qual gerencia som, telefonia, configurações gerais do carro manualmente ou por comandos de voz e agora também traz a navegação por GPS em português. No porta-malas, são 514 litros de capacidade.

No pacote de segurança estão inclusos faróis de neblina, ancoragem para cadeirinhas do tipo Latch, alerta pós-colisão com buzinas e luzes de emergência, freios com ABS (antitravamento), EBD (distribuição eletrônica da força de frenagem), controles de estabilidade e de tração, oito airbags (duplos frontais, laterais, de cabeça e de joelhos), assistente de partida em rampa, chave programável por perfil (é possível reduzir a velocidade máxima para o perfil do filho, por exemplo), retrovisores interno e do motorista eletrocrômicos, sensor de estacionamento traseiro e câmera de ré, e ar-condicionado digital automático com saída traseira.

O único opcional da versão é o teto solar, por R$ 4.000.

Segundo a Ford, a garantia é de três anos e há ainda seguro sem perfil de condutor, feito em parceria com a Mapfre, no valor de R$ 3.300. O valor das revisões também é fixo ao longo do ciclo útil do carro: após a revisão dos 60.000 quilômetros, o dono terá gasto um total de R$ 3.508.

LINHA DEFINIDA
Aproveitando a estreia da versão inicial do catálogo, a Ford revela também as demais configurações. Acima da 2.5 e abaixo da Titanium AWD, está a 2.0 Titanium FWD (apenas com tração dianteira), que também chega em março equipada com o mesmo motor Ecoboost de 240 cavalos do Fusion mais caro, transmissão automática de seis marchas com trocas manuais feitas em borboletas no volante, sistema de abertura/travamento e partida sem chave, rodas de alumínio de 18 polegadas e som premium com 12 falantes. O preço dela é R$ 99.990, também com o teto solar como opcional de R$ 4.000.

Os concorrentes nomeados são Hyundai Azera, Kia Cadenza, Citroën DS5 e Volkswagen Passat. 

Para relembrar, a Titanium AWD, com tração integral, custa R$ 112.990 e acrescenta à lista de série itens como alerta de troca de faixa, de carros no ponto cego e cruzando a traseira em manobras de ré, alerta de colisão, controle de cruzeiro adaptativo, auxilio de estacionamento, faróis automáticos, sensor de chuva, sensor de estacionamento dianteiro, tomada de 110 V e teto solar. E, aqui, a Ford assume a "aston-martinzação" do carro ao colocá-lo em linha com europeus premium como Mercedes-Benz C 180, BMW 320i, Audi A4 e Volvo S60.

Fechando a gama, acima da Titanium AWD, está a 2.0 Titanium Hybrid, que soma o motor 2.0 a gasolina sem turbo a outro elétrico para obter 190 cavalos de potência, gerenciados pelo cambio CVT e reforçados por freios regenerativos (recuperam parte da energia desprendida com a frenagem como carga para as baterias de íons de lítio). Este é considerado o carro mais econômico do Brasil pelo Inmetro, com consumo urbano de 16,8 km/l. A chegada está prevista para maio, quando o preço será anunciado.

Voltando ao Fusion 2.5 flex, a Ford afirma que este terá como rivais os coreanos Hyundai Sonata (182 cv declarados por até R$ 99.300) e seu primo Kia Optima (180 cv, R$ 105.900), além do francês Peugeot 508 (com motor 1.6 turbo de 165 cv por R$ 109.990). Há ainda a antecipação da briga com o novo Chevrolet Malibu e o Nissan Altima, previstos para chegar ao Brasil anda este ano.

É preciso lembrar, porém, que muita gente vai olhar com carinho para o também mexicano Volkswagen Jetta TSI, mais potente (200 cv) e mais barato (R$ 86.290) que este Fusion, mas não flex. Neste caso, é bom lembrar que o Ford é um carro maior e mais espaçoso: esta geração cresceu para enfrentar Toyota Camry, Honda Accord,  Hyundai Azera e Volkswagen Passat no mercado norte-americano, com 4,87 metros de comprimento e generosos 2,85 m de entre-eixos.

Além disso, o Fusion passa a ter um lote mais substancial de unidades à venda e poderá superar as pouco mais de 460 unidades entregues em 2012 e das 597 encomendadas em janeiro. E contará, finalmente, com o fator psicomercadológico do motor bicombustível, ainda relevante para boa parte do consumidor brasileiro no momento da decisão da compra.

Viagem a convite da Ford do Brasil

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