Saiba como aproveitar o máximo de um test-drive na concessionária

Do UOL, em São Paulo (SP)

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É verdade que o comprador de carro zero já chega à loja sabendo muito sobre o modelo escolhido, em grande parte graças à internet. Na hora de bater o martelo e preparar o bolso, porém, é imprescindível experimentar pessoalmente o carro que se vai levar à garagem. Fazer um test-drive é básico!

Dificilmente uma concessionária de alto nível deixará de oferecer uma unidade do modelo pretendido para "degustação" por parte do cliente. A bordo do carro (parado ou em marcha), é hora de ficar atento a detalhes e de aguçar os sentidos.

A equipe de UOL Carros elaborou uma lista de dicas para aproveitar ao máximo o test-drive -- levando em conta que, se você está testando um carro específico, é porque questões como estilo, tipo de carroceria e tamanho (inclusive relativo às vagas que ocupará) já foram resolvidas:

ANTES DE GIRAR A CHAVE
É fundamental que o carro "vista" bem seu motorista. Os comandos têm de estar ao alcance das mãos, em lugares previsíveis e "naturais" (exemplo: lugar de comando elétrico dos vidros é na porta, e não sob o freio de estacionamento). A posição de dirigir precisa ser confortável, mas isso não deve ser confundido com oferecer bancos "fofos". Veja abaixo alguns aspectos a checar.

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    Posicionar bem o banco é crucial para baixinhos e altões; regulagem pode ser giratória

+ Ajustes de altura
Verifique se o carro escolhido dispõe de regulagens de altura para o banco do motorista e de distância e posição vertical para a coluna de direção. Pessoas com 1,60 metro ou menos, e 1,90 metro ou mais, podem ter dificuldades para dirigir um carro sem esses itens, o que é risco inclusive para a segurança.

+ Legibilidade
Os instrumentos, teclas e seletores espalhados pela cabine precisam ser fáceis de entender e de localizar, mas ao mesmo tempo não podem desviar a atenção do trânsito. Você precisa se sentir confortável ao olhar para eles. Um reostato, que controla a luminosidade, pode ser bem útil.

+ Climatização
Verifique se o ar-condicionado "gela" bem e se contempla toda a cabine (especialmente caso seja de zona única). Estudos mostram que 22 graus é a temperatura ideal dentro do carro; se o sistema do modelo escolhido não informa esse dado, confie na sua pele.

+ Bluetooth
Se você não abre mão de falar ao telefone enquanto dirige, evite multas e acidentes e inclua no pacote de equipamentos um som com Bluetooth (os originais de fábrica são mais difíceis de roubar). Antes do test-drive começar, faça o pareamento do seu aparelho e verifique o funcionamento do sistema.

COM O CARRO NA RUA
A primeira coisa a fazer é estender o test-drive ao máximo. O vendedor provavelmente vai propor uma rápida voltinha no quarteirão, mas bata o pé e alongue o trajeto, procurando vias com diferentes condições de tráfego. Vale até escolher a concessionária levando em conta o entorno -- por exemplo, uma que fique num bairro com aclives e declives, ruas pequenas e avenidas etc.

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    "Pedabilidade" do carro é fundamental para segurança e conforto ao dirigir

+ Pedais
Para verificar de verdade se você se dá bem com a pedaleira do carro, só mesmo com ele em movimento. Acelerador e freio precisam estar em posições relativas que permitam passar de um ao outro sem atropelos; e é importantíssimo que o motorista se dê bem com a embreagem: curso longo demais ou necessidade de força extra para acionar o pedal da esquerda podem se tornar um martírio no trânsito urbano.

+ Câmbio
O curso da alavanca de câmbio e a precisão de seus engates são questão de gosto, mas é bom pensar como no caso do pedal de embreagem, antecipando o quão confortável será operá-lo no anda-para urbano.

+ Retomadas
É importante que as retomadas de velocidade do seu futuro carro sejam confiáveis. Por isso, experimente fazer algumas ultrapassagens durante o test-drive: se o motor é um V6 que encontra torque já na quinta marcha, ou se é um 1.0 que precisa descer à segunda para concluir a operação, tanto faz: o fundamental é que ela seja feita com segurança.

+ Diâmetro de giro
É a capacidade de manobra de um carro, que depende da combinação do entre-eixos e do quanto as rodas esterçam. Quanto menor seu valor (é medido em metros), mais "manobrável" é o modelo. Leve o carro do test-drive para uma rua estreita e tranquila e faça alguns retornos; também vale a pena estacioná-lo em vagas difíceis que você encontrar no trajeto (entrar num shopping center seria o ideal). Só assim você vai saber se o carro é adequado à garagem que você tem.

+ Confortos acústico e luminoso
Excesso de ruídos provenientes do motor, do vento ou da rodagem (ou de qualquer combinação dos três) podem tornar estressantes até viagens curtas. Durante o test-drive, trafegue por vias mais rápidas, que permitam desenvolver pelo menos 90 km/h, e abra bem os seus ouvidos. Quanto à luz, o problema é "tostar" sem perceber sob o sol que entra pelo parabrisa (tetos solar e panorâmico geralmente têm proteção).

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    Fique atento ao comportamento da luz na cabine: sol demais e proteção de menos não vale

Terminado o test-drive, vale dar uma olhada no consumo médio durante o trajeto, se houver computador de bordo com essa função. Obviamente, é preciso resetá-lo antes de começar a dirigir!

Para saber preços atualizados de carros novos e usados, consulte a Tabela Fipe; para comparar modelos, visite o Compare Car.

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