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Atualizada em 26.10.2012 13h11

Salão do Automóvel mostra mistura entre coreana SsangYong e chinesa Haima

Eugênio Augusto Brito/UOL
A picape Actyon Sports fez plástica e agora custa R$ 89.900; em 2015, será nacional e flex imagem: Eugênio Augusto Brito/UOL

Eugênio Augusto Brito/UOL

Do UOL, em São Paulo (SP)

Dá certo misturar sul-coreanos e chineses? O representante das marcas SsangYong (coreana), Haima e Changan (chinesas) acha que sim e anunciou investimento de US$ 300 milhões (quase R$ 800 milhões) para erguer uma linha de montagem de carros de passeio (CKD, processo em que se usam peças importadas para montar o modelo localmente) em Linhares (ES), além da instalação de utilitários em Anápolis (GO).

Deixando a parte coreana de lado por um instante, este é mais um projeto de marca chinesa no Brasil. Além da Haima, as grandes JAC e Chery anunciaram instalações por aqui, mas com fabricação de fato (inclusive com modelo exclusivo para nosso país, no caso da JAC).

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A fábrica capixaba da Districar está prometida para o final de 2014 e de lá sairão dois modelos nacionalizados da SsangYong -- o SUV Korando (R$ 96.900 pelo manual; R$ 104.900, o automático) e a picape média Actyon Sports reestilizada (2.0, 155 cv, 4x4 e com câmbio automático de seis marchas, troca a horrível frente da atual geração por uma contemporânea, alinhada ao estilo do Korando, para custar R$ 89.900), além de automóveis da Haima. A promessa é que todos tenham motor flex quando forem feitos aqui.

Além dos modelos acima, a SsangYong mostra no Salão o sedã grande Chairman, nome tão pretensioso ("chairman" é o presidente, chefão, de uma empresa) que chega a ficar engraçado num carro que tenta parecer o compatriota Hyundai Equus, que por sua vez, tenta lembrar demais carros da Mercedes-Benz e BMW. Particularidades a parte, o modelo chega em março ao preço de R$ 200 mil

HAIMA QUEM?
A marca chinesa, aliás, exibe no Anhembi dois modelos que chegam em novembro -- o compacto Haima 2 (1.5, 105 cv, R$ 39.900), o sedã médio Haima 3 (1.6, 118 cv, R$ 49.800) e o utilitário esportivo Haima 7 (2.0, 150 cavalos, câmbios manual ou automático e preço inicial de R$ 59.800). Em 2013, é a vez do pequeno e "altinho" Haima 1 e do aventureiro Haima 2 Sport, também presente no Salão na cor amarela. Todos terão garantia de três anos.

Além de usar números como nomes, os carros da Haima guardam semelhança visual com os modelos da Mazda, que não confirmou sua volta ao Brasil, nem participa do Salão. A explicação não está na cópia, mas na cooperação: japoneses e chineses (controlados pela FAW, que também vende carros da Volks e da Toyota na China) foram sócios e compartilharam tecnologia por 15 anos. Mas é difícil dizer, neste momento, se isso é bom ou ruim: no maior mercado do mundo, a Haima só consegue vender 300 mil carros ao ano, o mesmo que o VW Gol entrega sozinho aqui no Brasil.

  • Simon Plestenjak/Folhapress

    Haima 2: estreia na versão civil e, em 2013, vira aventureiro (foto); depois, pode ser montado aqui

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