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Atualizada em 21.10.2012 23h17

Chefões de Volkswagen e GM abrem Salão de SP e reposicionam Brasil

André Deliberato/UOL
Bugatti Veyron Vitesse: se você gostou, pode esperar sentado, porque ele não está no Salão imagem: André Deliberato/UOL

Eugênio Augusto Brito
André Deliberato

Do UOL, em São Paulo (SP)

Os chefões mundiais de Volkswagen, Martin Winterkorn, e General Motors, Dan Akerson, comprovam neste domingo (21) que o Brasil passou a ser um mercado-chave para as multinacionais automotivas. Os dois executivos estão em São Paulo e participam de eventos que antecipam as atrações de suas marcas no Salão do Automóvel de São Paulo.

O Brasil hoje oscila entre quarto e quinto lugares entre os mercados automotivos mundiais, embolado com Alemanha e Índia (China, Estados Unidos e Japão estão firmes no pódio). Por isso, tornou-se necessário ver de perto um dos poucos mercados com perspectiva de crescimento sólida o bastante para zerar a conta negativa da queda de vendas dos países desenvolvidos.

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    Dan Akerson, presidente da GM, no evento paulistano da marca: sinal de respeito

Nunca dois executivos de tamanho peso vieram ao Brasil prestigiar o evento paulistano, que abre ao público na quarta-feira (24). Pena que vão encontrar um evento estagnado em suas proporções. Em todo caso, a 27ª edição do salão, apesar de repetir a meta de 750 mil visitantes já atingida em 2010, terá 49 marcas expositoras e cerca de 500 modelos, ante 42 e 450, respectivamente, há dois anos.

GLOBAIS
Winterkorn é figurinha fácil nos salões europeus e Akerson bate cartão no de Detroit (EUA). Com a crise nos mercados automotivos maduros, a China entrou no radar deles -- e agora é a vez do Brasil.

Akerson foi ao Expo Center Norte, onde a GM faz neste domingo o pré-lançamento do Chevrolet Onix. Nem bem desembarcou no pavilhão, foi cercado pelos jornalistas e, numa declaraçao rápida (o discurso será mais tarde), mostrou que o desafio do novo compacto é grande: "O Onix é um projeto importante, será fabricado aqui no Brasil [em Gravataí (RS)] e esperamos que conquiste o consumidor local".

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    Martin Winterkorn, chefão mundial da Volkswagen, fala aos jornalistas em São Paulo

O chefão da GM confirmou o papel crucial do Brasil ao dizer que "não há previsão de fabricar ou vender o Onix em outros mercados, uma vez que o desafio inicial é ganhar a confiança do brasileiro".

GOL DUAS PORTAS
Winterkorn chegou ao evento Volkswagen Group Media Night, na zona oeste paulistana, por volta de 20h -- não a bordo de um Passat ou outro carro da marca, e sim de helicóptero. O evento é uma versão local do ensaio geral que a Volks costuma fazer na véspera dos salões de Frankfurt e Paris. Mais uma vez, uma "deferência" inédita para o Brasil.

A principal atração da noite foi a carroceria de duas portas do Gol, que chega após quatro anos do lançamento da atual geração do modelo, que acaba de passar por facelift.

"Para vocês, em primeira mão, o Gol duas portas. Trata-se de mais um passo para mantermos a liderança sul-americana de vendas", disse Winterkorn.

"Foi aqui [no Brasil] que instalamos nossa primeira fábrica fora da Alemanha, e este mercado se torna cada vez mais importante para nós. A quantidade de lançamentos, de todas as marcas de nosso grupo, só comprova isso", completou. Foram exibidos também a nova geração do Porsche 911 (em sua versão Carrera 4S), o Audi S8, o Lamborghini Gallardo re-estilizado (recém-lançado em Paris), o Bugatti Veyron Grand Sport Vitesse, o Bentley Continental GT e o protótipo Amarok Canyon -- destes, a picape, o Audi e o Porsche estarão presentes no Salão.

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