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Atualizada em 01.11.2012 17h42

Peugeot 308 THP, R$ 73.990, reforça imagem com teto de vidro, turbo e 165 cavalos

Murilo Góes/UOL
Bonito, bom de acelerar e também de parar, 308 turbo é astro da Peugeot no Salão de SP imagem: Murilo Góes/UOL

Eugênio Augusto Brito

Do UOL, em São Paulo (SP)

A Peugeot mostra um dos estandes mais recheados do Salão do Automóvel de São Paulo: além de mostrar o novo 208, a marca francesa reforçar sua imagem com o 308 THP, versão de performance e estilo do hatch médio lançado em fevereiro (releia aqui). Com motor turbo, câmbio de seis marchas e itens de estilo como o belíssimo teto solar panorâmico Cielo, chega às lojas no dia 5 de novembro, um di aapós o término do Salão, por R$ 73.990.

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O 308 THP é derivado da versão Fèline, topo da gama do hatch, o que significa que compartilha as boas qualidades (visual frontal arrojado e uso de LEDs no conjunto óptico), os defeitos (traseira estilo "bumbum caído" e o parco espaço interno) e também equipamentos desta versão.

RAIO-X MOSTRA DETALHES, ERROS E ACERTOS DO 308 TURBO

  • Reprodução

POR DENTRO
Mas traz mimos e vantagens exclusivos: a carroceria pode ser pintada em uma de três cores -- a saber: prata, branco ou vermelho -- de modo a contrastar com o gigantesco teto panorâmico Cielo, com as rodas de 17 polegadas em tom fosco (tamanho e desenho de estrela vazada são similares ao do 308 convencional), e ainda com os retrovisores em  tom cinza Grafito.

O interior do 308 turbo tem itens que lembram até a dupla Citroën C3/AirCross, mas consegue comprovar a vocação de performance com volante de base achatada emprestado do 308 CC (cupê conversível) e do sedã 408 THP, acabamento suave ao toque por todo lado e detalhes metálicos de cima a baixo. Há ainda, de série, a tela escamoteável de sete polegadas para entretenimento, telefonia e navegador por GPS, que só entra como opcional no 308 Fèline.

A suspensão recalibrada está mais firme e permite contornar curvas com pé embaixo sem medo. E a segurança é reforçada com cintos de três pontos e apoios de cabeça para todos, ainda que seja difícil acomodar uma alma viva no banco traseiro. Seis airbags, freios com ABS (antitravamento), EBD (distribuição eletrônica de força), frenagem de emergência, controles de estabilidade e de tração e retrovisor eletrocrômico complementam o pacote.

Estiloso, é fabricado na unidade de El Palomar (Argentina), como todos os modelos médios da PSA (o Citroën C4 atual e o de nova geração, outra atração deste salão, também saem de lá). Com preço na casa dos R$ 74 mil, orbita o 308 Fèline (R$ 68 mil) e as versões equivalentes do 408, exceto a 408 THP (ou seja, abaixo do patamar de R$ 76 mil desta).

NA BRIGA
O objetivo do 308 THP é aparecer, não fazer figuração. Para incomodar os rivais, a Peugeot escalou o já conhecido motor 1.6 THP, com 165 cavalos, turbo e injeção direta, feito em parceria com a BMW e que chegou antes a bordo de Peugeot 3008, RCZ, 408 Turbo e 508; Citroën DS3 e até mesmo no Mini Cooper e no BMW Série 1, ainda que em outra configuração.

Este motor é leve e extrovertido e tem no câmbio automático de seis marchas seu grande aliado: o THP 1.6 conta com fôlego necessário para ter esticadas vigorosas quando instigado. Há ainda a possibilidade da tecla S (Sport, ou esporte), que segura um pouco mais as trocas de marchas, aproveitando melhor os giros do motor. No rodar carregado do trânsito da cidade, suavidade e ruído zero. Melhor que isso, só com o acerto do câmbio europeu, presente no 508.

Mas só foi possível perceber isso na avaliação de uma segunda unidade de testes do 308 turbo.

Na avaliação inicial, com o carro vermelho das imagens, UOL Carros se deparou com um câmbio ríspido e com direitos a alguns trancos que inibiram parte da força (e do charme) do modelo.

Neste primeiro momento, obtivemos média de consumo entre 6 km/l (urbana) e 8,5 km/l (na estrada); no segundo, o melhor trabalho de motor e câmbio refletiu-se no computador de bordo: 8 km/l (urbana) e 11 km/l (rodoviária) de média.

O principal obstáculo do 308 é a fama ainda ruim (e, infelizmente, baseada em fatos reais) do mau trabalho da rede de lojas e do pós-venda da Peugeot. Isso, só a própria marca do leão pode resolver. Pior, porém, será vencer o achismo do brasileiro, que age como americano no preconceito com o downsizing: o bloco 1.6 THP tem torque de 24,5 kgfm e, portanto, mais fôlego para empurrar o hatch de quase 1.400 quilos que o motor 2.0 flex (151 cv e 22 kgfm com etanol). Mas tem gente que prefere exibir o número maior no documento do carro.

O veredicto de UOL Carros? O 308 THP é competitivo e vale entrar em sua lista de observação no momento da compra, mas não abra mão de um test-drive longo e acredite: tamanho, neste caso, não é documento.

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