Nissan March 1.6 SR oferece equipamentos e diversão a R$ 38.690

André Deliberato
Do UOL, em São Paulo (SP)

Freios ABS (antitravamento) não eram possíveis nem como opcional até uma semana atrás no Nissan March. Agora, com o pacote denominado Premium, a SR vira a versão mais completa do modelo de entrada da Nissan. Além dos freios, ele também ganhou função Bluetooth no sistema de rádio, volante multifuncional, faróis de neblina, bancos exclusivos da versão e maçanetas externas na cor do carro.

O acréscimo do sistema de segurança é o primeiro passo da marca para adaptar o March às exigências brasileiras de segurança, que obrigarão todos os carros nacionais a terem o ABS a partir de 2014. O March brasileiro -- o carrinho vem do México atualmente, mas será feito na fábrica que a Nissan constrói em Resende (RJ) -- terá de ter o equipamento como item de série.

O kit aerodinâmico oferecido na versão SR, composto por saias laterais e dianteiras e aerofólio, junto com os (desnecessários) adesivos da carroceria e os novos faróis de neblina, deixou o March com visual de carro mais caro. De perto, a diferença visual para a versão 1.0 básica é grande.

A etiqueta do carro nesta configuração mostra preço de R$ 38.690. Parece caro, mas é interessante: o March SR é completo (também traz de série rodas de liga leve de 15 polegadas, airbag duplo, direção elétrica, trio elétrico e ar-condicionado) e ainda oferece boa dose de diversão ao dono. Considerando esses fatores, ele entra na lista de populares com uma das melhores relações custo-benefício.

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POR DENTRO
No interior, o espaço é generoso para cinco ocupantes, inclusive a cabeça dos passageiros que vão atrás, e a qualidade do acabamento é boa, apesar de alguns desajustes no painel e de falhas ergonômicas (como a entrada para iPod que fica escondida na parte lateral do console central, ao lado do porta-luvas; um motorista que nunca se sentar no banco do carona, por exemplo, jamais saberá que ela fica ali).

Outro vacilo de ergonomia é a posição dos controles dos retrovisores elétricos, que ficam na parte esquerda do painel, mas muito atrás do volante, atrapalhando o motorista. Seria muito mais fácil instalá-los junto à porta (como no Sentra).

A nova função Bluetooth do sistema de som é rápida e facilmente controlável pelo (também novo) volante multifuncional; o banco do motorista e a coluna de direção ajustáveis em altura permitem uma boa posição de dirigir e o ar-condicionado resfria rapidamente o ambiente. Ou seja, apesar de pequenos detalhes que jogam contra, o carro tem interior agradável.

AO VOLANTE
Enquanto a sóbria lista de equipamentos valoriza seu pensamento racional, acelerar o March 1.6 instiga o lado emocional. São 111 cv e 15,1 kgfm de torque (com etanol ou gasolina) disponíveis a 5.600 rpm e 4.000 rpm, respectivamente. Eles demoram a surgir, mas parecem implorar para que você os faça aparecer. O baixo peso de 982 kg influencia nisso.

A direção elétrica é leve e pouco comunicativa (característica que agrada mais às mulheres que aos homens) e o câmbio tem engates longos, mas a suspensão firme compensa. O pedal de freio tem boa modulação e não obriga o motorista a afundar o pé ou pisar leve demais -- e isso é de grande importância para quem gosta de fazer uma curva fechada ou um pouco mais forte (por isso mesmo vale ressaltar que, em trechos sinuosos, o carro tende a sair de frente).

VALE?
Registramos o consumo urbano de 7,2 km/l de etanol. Não é um bom número, mas também não é ruim. Afinal, estamos falando de um motor 1.6 num carro leve e com o ar-condicionado constantemente ligado. Esse ótimo nível de equipamentos e de diversão por R$ 38.690 é algo difícil de encontrar no segmento.

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