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Volkswagen responde ao Evoque com o SUV Cross Coupé

<b>Cross Coupé: conceito de SUV mostra do que é capaz a nova plataforma da Volks</b>  - Claudio de Souza/UOL
<b>Cross Coupé: conceito de SUV mostra do que é capaz a nova plataforma da Volks</b> Imagem: Claudio de Souza/UOL

CLAUDIO DE SOUZA

Enviado especial a Tóquio (Japão)

01/12/2011 05h43Atualizada em 01/12/2011 12h32

A Volkswagen apresenta na 42ª edição do Salão de Tóquio, que abre para o público neste sábado (3), o conceito Cross Coupé, um estudo de estilo, powertrain, estrutura e conteúdo para os SUVs da marca. E o protótipo traz uma má notícia para quem não gosta da atual identidade visual da Volkswagen: no futuro: a grade frontal e o conjunto óptico retilíneos serão mantidos e radicalizados.

As duas barras transversais cromadas da dianteira servem de moldura (parcial) aos pares de faróis de xênon, que têm lentes individuais. Nos atuais carros de produção da Volks, barras e faróis "conversam" de diferentes maneiras e em diferentes quantidades -- mas nenhum modelo promove essa integração quase total entre as peças.

O FUTURO SEGUNDO A VOLKS

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    Barras cromadas da grade frontal do Cross Coupé são fisicamente integradas ao conjunto óptico

  • Claudio de Souza/UOL

    Bancos traseiros são individuais, o que limita o carro a quatro pessoas -- mas com muito conforto

  • Divulgação

    Range Rover Evoque é exemplo de SUV cupê; não à toa, o Cross Coupé tem as mesmas medidas

Outra característIca interessante do Cross Coupé é ele se assumir como um carro de quatro lugares -- os ocupantes têm direito a uma poltrona individual, uniformizando o conforto a bordo. O SUV-conceito Vertrek (apresentado em janeiro, durante o Salão de Detroit), da Ford, também estreou assim, mas o carro de produção originado dele (a nova geração do Escape/Kuga) tem bancos convencionais.

EVOCANDO O EVOQUE
"Acupezar" os carros, independentemente da carroceria e do número de portas, é uma clara tendência da indústria automotiva -- talvez porque seja uma forma de fazer modelos menores. Só para ficar na Volkswagen, há o caso do CC (visto recentemente no Salão de Los Angeles), ex-Passat CC, variante curta do sedã. Para citar utilitários esporte e crossovers, vale lembrar o BMW X6 e o Range Rover Evoque.

O Cross Coupé mede 4,34 metros, mais que o Golf (padrão de hatch médio) e menos que o Tiguan (típico SUV urbano). Mas a comparação que interessa mesmo é com o já citado Evoque: este mede 4,35 metros, apenas 1 cm mais que o protótipo da Volks. O entre-eixos, medida que determina o espaço a bordo, é de 2,63 m no Cross Coupé e 2,66 m no Evoque.

O designer Klaus Bischoff, chefe da equipe que produziu o Cross Coupé, participou da apresentação aqui em Tóquio, e disse a UOL Carros que é pertinente comparar o protótipo com o Evoque. "Mas o Cross Coupé é mais espaçoso", garantiu.

A razão disso salta aos olhos: os eixos foram colocados nas extremidades da carroceria -- no caso do traseiro, praticamente eliminando o balanço. É um mérito da versatilidade da MQB, nova plataforma da Volks. Em carros de produção, ela estreou no pequeníssimo Up! e deve se consagrar (em termos de paradigma qualitativo) com a próxima geração do Golf.

Por sinal, o Cross Coupé herdou vários traços da "família": a traseira que parece achatada, com lanternas estreitas, vem do cupê esportivo Scirocco, inédito no Brasil, e já foi reinterpretada na atual geração do SUV grande Touareg; e as caixas de roda gigantescas e brutas são da picape Amarok. Mas a referência geral vem de um primo mais distante: o Q3, da Audi. 

COMO ELE ANDA
A proposta de motorização do Cross Coupé é híbrida e a tração é integral sob demanda, mas numa configuração inédita: são três propulsores -- dois elétricos e um a combustão.

A unidade a gasolina e um primeiro motor elétrico, alimentado por bateria de íon lítio, atuam (em conjunto ou individualmente) sobre as rodas dianteiras. O segundo motor elétrico, que se alimenta da mesma bateria, atua apenas no eixo traseiro, entrando em funcionamento quando é solicitada a tração integral ou o uso isolado de eletricidade para mover o carro.

O Cross Coupé é um híbrido plug-in, ou seja, sua bateria é recarregável numa fonte de energia externa. Em movimento, o motor a combustão e a regeneração na frenagem cumprem esse papel. A autonomia no modo elétrico é de 45 km (os 55 litros de gasolina garantem mais 815 km).

Com esse sistema motriz, a Volks acredita que o carro de produção poderia entregar um consumo de 37 km/litro. No entanto, com a palavra de ordem é "seja ecológico, não seja chato", o Cross Coupé teria velocidade máxima de 201 km/h (ou 120 km/h quando no modo exclusivamente elétrico). O zero a 100 km/h, segundo a Volks, seria cumprido em 7 segundos.

Viagem a convite da Toyota do Brasil